Literature DB >> 35613172

Cardioprotection during Chemotherapy: Prospects of Antioxidant Strategies.

Thiago Gomes Heck1.   

Abstract

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Year:  2021        PMID: 35613172      PMCID: PMC8757159          DOI: 10.36660/abc.20210914

Source DB:  PubMed          Journal:  Arq Bras Cardiol        ISSN: 0066-782X            Impact factor:   2.667


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O conceito de estresse oxidativo, bem definido como uma situação em que células, tecidos ou todo o organismo apresentam um desequilíbrio entre as espécies reativas de oxigênio (EROS) e as defesas antioxidantes em favor dos níveis de EROS, se apresenta em diversas doenças agudas e crônicas, como o câncer. O equilíbrio entre a produção de EROS e a capacidade das células de evitar o dano oxidativo é um desafio natural para as espécies de mamíferos, uma vez que a produção de energia pelas vias oxidativas nas mitocôndrias permite a produção contínua de radicais livres e moléculas oxidativas.[1] Os agentes farmacológicos, em geral, podem usar a modulação de equilíbrio oxidativo para tratar algumas doenças, ou o desequilíbrio oxidativo pode representar um efeito colateral dos medicamentos. Além disso, precisamos ter em mente que o estresse oxidativo causado por condições ambientais (como, por exemplo, poluição do ar) e metabólicas (como, por exemplo, obesidade e diabetes) também está associado a maior risco de diversos cânceres.[2] A hiperproliferação de células tumorais é acompanhada por alta produção de EROS, mas sabe-se que a resposta ao estresse celular, as defesas antioxidantes e a resistência contra os efeitos citotóxicos da quimioterapia são bastante diferentes no tumor em comparação com as células do sistema imunológico e outros tecidos. Assim, o tumor é capaz de se adaptar às condições de carga oxidativa, enquanto outras células podem não apresentar autodefesa suficiente contra o dano oxidativo. O mecanismo de autoproteção tumoral envolve aumento dos níveis da principal defesa antioxidante não enzimática, a glutationa (GSH).[2] Como uma célula “faminta”, considerando a demanda comum por altos níveis de energia principalmente pela captação de glicose, os tumores ativam a glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) e redireciona o metabolismo da glicose desde a glicólise até o braço oxidativo da via das pentoses-fosfato (VPF) em direção à síntese de nucleotídeos. Por sua vez, o aumento da nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato (NADPH) permite o aumento da GSH e de outros sistemas antioxidantes. Além disso, em nível molecular, o tumor evoca diversos fatores de transcrição, incluindo a proteína ativadora 1 (AP-1), fator de choque térmico 1 (HSF1), fator nuclear κB (NF-κB), fator nuclear eritroide 2 relacionado ao fator 2-p45 (NRF2), e proteína tumoral p53, representando uma estratégia proliferativa acompanhada por uma defesa robusta contra o estresse celular.[2,3] Em meio a essa tempestade, é necessário atacar o tumor com agentes agressivos. As antraciclinas, como a doxorrubicina (DOX), são altamente eficazes contra leucemias linfoblásticas e mieloblásticas agudas e também contra tumores sólidos (como, por exemplo, câncer de mama). No entanto, a cardiotoxicidade induzida pelas antraciclina pode ocorrer de forma aguda (durante o tratamento ou imediatamente após), induzindo pericardite-miocardite ou arritmias, promovendo complicações crônicas e aumentando o risco de morte. No coração, por ser um órgão com intenso metabolismo oxidativo por natureza, a DOX pode aumentar a produção de EROS ao metabolizar a droga. Enzimas mitocondriais, como a NADPH oxidase, citocromo P-450 redutase e xantina oxidase, podem transformar a DOX e outras antraciclinas na forma de quinona em semiquinona, que por sua vez gera EROS, como o radical ânion superóxido, entre outros. Além disso, EROS derivadas de DOX podem ativar o fator p53 e a sinalização pró-inflamatória, como vias centradas em NF-κB, resultando em um desequilíbrio entre proteínas pró e anti-apoptóticas e anti-inflamatórias. Por fim, a DOX pode afetar a transcrição e a expressão de proteínas cardíacas específicas, prejudicando a função dos cardiomiócitos, levando à deterioração miofibrilar, interrupção da organização do sarcômero e redução da função contrátil.[4] Evitando o cenário oxidativo, a busca básica é por estratégias antioxidantes. Nesta edição, o estudo[5] mostrou que a suplementação com resveratrol durante o período gestacional tem efeito cardioprotetor no coração dos filhotes contra a toxicidade induzida pela DOX. Esse tratamento antioxidante induziu um aumento na viabilidade celular dos cardiomiócitos neonatais e diminuição dos marcadores apoptóticos/necróticos. Esses efeitos estiveram associados à melhora na defesa antioxidante e diminuição dos danos oxidativos ao DNA, e promoveram a expressão de proteínas relacionadas às vias de resposta celular ao estresse (Sirt6) nos cardiomiócitos dos filhotes. Além disso, esses resultados animadores mostraram a relevância da suplementação com antioxidantes durante o tratamento do câncer e destacaram a relevância de incluir intervenções relacionadas aos antioxidantes (por exemplo: exercícios)[6,7] em ambientes maternos em resposta a agentes de estresse para a saúde dos filhotes a fim de evitar a cardiotoxicidade. The concept of oxidative stress, well defined as a situation in which cells, tissues, or the whole body present an imbalance between reactive oxygen species (ROS) and antioxidant defenses in favor of ROS levels, is found in several acute and chronic diseases, including cancer. The equilibrium between ROS production and the ability of cells to avoid oxidative damage is a natural challenge for mammalian species since the energy production by oxidative pathways in mitochondria allows the continuous production of free radical and oxidative molecules.[1] Pharmacological agents may generally use the modulation of oxidative balance to treat some diseases, or oxidative imbalance may represent a side effect of the drugs. Also, we need to keep in mind that oxidative stress caused by environmental (e.g., air pollution) and metabolic (e.g., obesity and diabetes) conditions is also associated with an increased risk of a variety of cancers.[2] Hyperproliferation of tumor cells is accompanied by high ROS production, but it is well known that cell stress response, antioxidant defenses, and resistance against the cytotoxic effects of chemotherapy is quite different in tumor compared to immune cells and other tissues. Thus, the tumor is able to adapt to conditions of oxidative burden while other cells may not present sufficient self-defense against oxidative damage. The mechanism of tumor self-protection involves increasing the levels of the major non-enzymatic antioxidant defense, glutathione (GSH).[2] As a “hungry” cell, considering the common high-energy demand mainly by glucose uptake, tumors activate glucose-6-phosphate dehydrogenase (G6PD) and reroute glucose metabolism from glycolysis through the oxidative arm of the pentose phosphate pathway (PPP) toward nucleotide synthesis. In turn, the increase in nicotinamide adenine dinucleotide phosphate (NADPH) allows the increase in GSH and other antioxidant systems. Also, at a molecular level, the tumor evocates many transcription factors, including activator protein 1 (AP-1), heat shock factor 1 (HSF1), nuclear factor κB (NF-κB), nuclear factor-erythroid 2 p45-related factor 2 (NRF2), and tumor protein p53, representing a proliferative strategy accompanied by a robust cell stress defense.[2,3] In the middle of this storm, it is necessary to attack the tumor with aggressive agents. Anthracyclines, such as doxorubicin (DOX), are highly effective against acute lymphoblastic and myeloblastic leukemias and also against solid tumors (e.g., breast cancer). However, anthracycline-induced cardiotoxicity may occur acutely (during treatment or immediately after), inducing pericarditis-myocarditis or arrhythmias, chronically promoting complications, and increasing the risk of death. In the heart, as an organ with an intense oxidative metabolism by nature, DOX can increase ROS production by metabolizing the drug. Mitochondria enzymes such as NADPH oxidase, cytochrome P-450 reductase, and xanthine oxidase can transform DOX and other anthracyclines in the form of quinone into semiquinone, which in turn generates ROS as superoxide anion and others. Also, DOX-derived ROS may activate p53 and pro-inflammatory signaling such as NF-κB-centered pathways, resulting in an imbalance between pro-and anti-apoptotic and anti-inflammatory proteins. Finally, DOX could affect the transcription and expression of cardiac-specific proteins impairing the function of cardiomyocytes leading to myofibrillar deterioration, disruption of sarcomere organization, and reduction of contractile function.[4] Avoiding the oxidative scenario, the basic search is for antioxidant strategies. In this issue, a study[5] showed that supplementation with resveratrol during the gestational period has a cardioprotective effect on the offspring's heart against DOX-induced toxicity. This antioxidant treatment induced an increase in neonatal cardiomyocyte cell viability and decreased apoptotic/necrotic markers. These effects were associated with improved antioxidant defense and decreased DNA oxidative damages, and promoted the expression of proteins related to cell stress response pathways (Sirt6) in the cardiomyocytes of the pups. Furthermore, these exciting results showed the relevance of antioxidant supplementation during cancer treatment and highlighted the relevance of including antioxidant-related interventions (e.g. exercise)[6,7] in maternal environments in response to stress agents for the offspring health to avoid cardiotoxicity.
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Review 1.  Oxidative Stress in Cancer.

Authors:  John D Hayes; Albena T Dinkova-Kostova; Kenneth D Tew
Journal:  Cancer Cell       Date:  2020-07-09       Impact factor: 31.743

2.  Low expression of MRP1/GS-X pump ATPase in lymphocytes of Walker 256 tumour-bearing rats is associated with cyclopentenone prostaglandin accumulation and cancer immunodeficiency.

Authors:  Angela Kolberg; Tatiana Gomes Rosa; Minéia Taíse Puhl; Gustavo Scola; Daiane da Rocha Janner; Alexandre Maslinkiewicz; Denise Jacques Lagranha; Thiago Gomes Heck; Rui Curi; Paulo Ivo Homem de Bittencourt
Journal:  Cell Biochem Funct       Date:  2006 Jan-Feb       Impact factor: 3.685

3.  Brazilian Cardio-oncology Guideline - 2020.

Authors:  Ludhmila Abrahão Hajjar; Isabela Bispo Santos da Silva da Costa; Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes; Paulo Marcelo Gehm Hoff; Maria Del Pilar Estevez Diz; Silvia Moulin Ribeiro Fonseca; Cristina Salvadori Bittar; Marília Harumi Higuchi Dos Santos Rehder; Stephanie Itala Rizk; Dirceu Rodrigues Almeida; Gustavo Dos Santos Fernandes; Luís Beck-da-Silva; Carlos Augusto Homem de Magalhães Campos; Marcelo Westerlund Montera; Sílvia Marinho Martins Alves; Júlia Tizue Fukushima; Maria Verônica Câmara Dos Santos; Carlos Eduardo Negrão; Thiago Liguori Feliciano da Silva; Silvia Moreira Ayub Ferreira; Marcus Vinicius Bolivar Malachias; Maria da Consolação Vieira Moreira; Manuel Maria Ramos Valente Neto; Veronica Cristina Quiroga Fonseca; Maria Carolina Feres de Almeida Soeiro; Juliana Barbosa Sobral Alves; Carolina Maria Pinto Domingues Carvalho Silva; João Sbano; Ricardo Pavanello; Ibraim Masciarelli F Pinto; Antônio Felipe Simão; Marianna Deway Andrade Dracoulakis; Ana Oliveira Hoff; Bruna Morhy Borges Leal Assunção; Yana Novis; Laura Testa; Aristóteles Comte de Alencar Filho; Cecília Beatriz Bittencourt Viana Cruz; Juliana Pereira; Diego Ribeiro Garcia; Cesar Higa Nomura; Carlos Eduardo Rochitte; Ariane Vieira Scarlatelli Macedo; Patricia Tavares Felipe Marcatti; Wilson Mathias Junior; Evanius Garcia Wiermann; Renata do Val; Helano Freitas; Anelisa Coutinho; Clarissa Maria de Cerqueira Mathias; Fernando Meton de Alencar Camara Vieira; André Deeke Sasse; Vanderson Rocha; José Antônio Franchini Ramires; Roberto Kalil Filho
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2020-11       Impact factor: 2.000

4.  Moderate-Intensity Resistance Training Improves Oxidative Stress in Heart.

Authors:  Marcelo Diarcadia Mariano Cezar; Silvio Assis de Oliveira Junior; Ricardo Luiz Damatto
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2021-01       Impact factor: 2.000

Review 5.  Oxidative stress: a concept in redox biology and medicine.

Authors:  Helmut Sies
Journal:  Redox Biol       Date:  2015-01-03       Impact factor: 11.799

6.  Cardioprotective Effect of Maternal Supplementation with Resveratrol on Toxicity Induced by Doxorubicin in Offspring Cardiomyocytes.

Authors:  Verônica Bidinotto Brito; Leopoldo Vinicius Martins Nascimento; Dinara Jaqueline Moura; Jenifer Saffi
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2021-12       Impact factor: 2.000

Review 7.  Chemotherapy-Induced Cardiotoxicity: Overview of the Roles of Oxidative Stress.

Authors:  Paweorn Angsutararux; Sudjit Luanpitpong; Surapol Issaragrisil
Journal:  Oxid Med Cell Longev       Date:  2015-09-29       Impact factor: 6.543

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