Literature DB >> 33566959

Moderate-Intensity Resistance Training Improves Oxidative Stress in Heart.

Marcelo Diarcadia Mariano Cezar1, Silvio Assis de Oliveira Junior2, Ricardo Luiz Damatto1.   

Abstract

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Year:  2021        PMID: 33566959      PMCID: PMC8159501          DOI: 10.36660/abc.20200561

Source DB:  PubMed          Journal:  Arq Bras Cardiol        ISSN: 0066-782X            Impact factor:   2.000


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A hipertensão renovascular (HRV) é uma das principais causas de hipertensão secundária, muitas vezes levando à hipertensão resistente, ou seja, que não responde bem ao tratamento médico agressivo. Essa condição é definida como hipertensão arterial sistêmica que se manifesta em decorrência do comprometimento do suprimento sanguíneo para os rins.[1 , 2] No contexto epidemiológico, a HRV é responsável por 1 a 5% de todos os casos de hipertensão e 5,4% da hipertensão secundária em adultos jovens.[3] Estudos demonstram associação da doença com baixos níveis de atividade física ou aptidão física em hipertensos.[4 , 5] Sabe-se que o treinamento físico tem ação protetora contra doenças cardiovasculares.[6 - 8] Em 2016, a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, da Sociedade Brasileira de Cardiologia,[9] reportou que a redução da pressão arterial é a medida mais eficaz para diminuir o risco cardiovascular e retardar a progressão dos danos renais, independentemente do anti-hipertensivo utilizado. O treinamento de resistência/exercício aeróbio promove importante efeito hipotensor em pacientes hipertensos e, portanto, tem sido recomendado como o tipo de exercício preferencial para prevenção e tratamento da hipertensão arterial.[9 , 10] No entanto, é visto agora um interesse científico crescente nos efeitos cardiovasculares de outro tipo de exercício: o treinamento resistido.[11 , 12] Treinamento resistido/força é uma atividade cujo esforço é realizado contra uma força oposta específica gerada pela resistência, projetada especificamente para aumentar a força e resistência muscular.[11] Os efeitos benéficos do treinamento resistido abrangem a melhora do consumo máximo de oxigênio, da força e resistência muscular, além de ser um poderoso modulador do estresse oxidativo.[13] Na edição atual da ABC, lemos com grande interesse o importante estudo entitulado “Treino de força reduz o estresse oxidativo cardíaco e renal em ratos com hipertensão renovascular”[14] que aborda o impacto potencial de um protocolo de treinamento resistido sobre os danos oxidativos e nos sistemas enzimáticos antioxidantes endógenos no coração e rim contralateral em resposta à HRV. De fato, os animais com HRV induzida apresentaram características importantes da hipertensão, incluindo aumento da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca (FC). Animais sedentários hipertensos apresentavam elevada concentração de hidroperóxidos e níveis reduzidos de grupos sulfidrila.[14] Os autores utilizaram um protocolo de treinamento resistido com 70% de sobrecarga de uma repetição máxima (1RM), com quatro séries de 12 repetições e intervalos de noventa segundos no decorrer de 12 semanas. Como consequência, os animais do grupo de hipertensos submetidos ao protocolo apresentaram redução nos valores de PAS, PAD, PAM e FC.[14] É possível que o treinamento resistido tenha aumentado a disponibilidade de óxido nítrico e sua síntese pelas células endoteliais, contribuindo assim para a modulação do tônus vascular.[15] Como consequência, o aumento da resposta bradicárdica poderia diminuir a atividade simpática no coração, levando a uma redução na FC de repouso, no débito cardíaco e nos níveis pressóricos.[4] Outros achados foram: redução na concentração de hidroperóxidos e preservação de grupos sulfidrila no rim direito e no coração em animais hipertensos submetidos aos treinos. O grupo treinado apresentou aumento das atividades da superóxido dismutase (SOD), catalase e glutationa peroxidase no coração. Quanto ao rim em animais hipertensos, as atividades de SOD e catalase melhoraram em resposta ao treinamento resistido, embora a atividade da glutationa peroxidase não tenha se alterado.[14] Exercícios regulares elevam a produção de espécies reativas de oxigênio (ERO) a um nível que pode induzir danos toleráveis, que, por sua vez, podem induzir adaptações benéficas ao regular positivamente os sistemas antioxidantes celulares e estimular os sistemas de reparo de danos oxidativos.[13] Portanto, os resultados encontrados pelos autores indicam que o treinamento resistido de intensidade moderada pode ser uma intervenção eficaz no tratamento das doenças cardiometabólicas, principalmente a hipertensão renovascular. Porém, mais estudos são necessários para que possamos compreender os mecanismos moleculares relacionados ao balanço oxidativo em resposta aos treinos de força. Renovascular hypertension (RVHT) is one of the main causes of secondary hypertension, often leading to resistant hypertension, that is, that does not respond well to aggressive medical treatment. This condition is defined as systemic hypertension that manifests as a result of compromised blood supply to the kidneys.[1 , 2]In an epidemiological context, RVHT accounts for 1 to 5% of all cases of hypertension and 5.4% of secondary hypertension among young adults.[3] Studies have shown an association this disease with low levels of physical activity or physical fitness in hypertensive individuals.[4 , 5]It is known that physical training has a protective action against cardiovascular diseases.[6 - 8]In 2016, the 7thBrazilian Guideline of Arterial Hypertension, by the Brazilian Society of Cardiology,[9]stated that blood pressure reduction is the most effective measure to decrease cardiovascular risk and slow kidney damage progression, regardless of the antihypertensive drug used. Endurance/aerobic exercise training promotes an important hypotensive effect in hypertensive patients and, therefore, has been recommended as the preferential type of exercise for arterial hypertension prevention and treatment.[9 , 10] However, there is now a growing scientific interest in the cardiovascular effects of another type of exercise: the resistance exercise training.[11 , 12]Resistance/strength training is an activity whose effort is performed against a specific opposing force generated by resistance and which is designed specifically to increase muscular strength, resistance, and/or endurance.[11]The beneficial effects of resistance training encompass improved maximum oxygen consumption, muscle strength and endurance, in addition to being a powerful oxidative stress modulator.[13] In the current edition of ABC, we read with great interest the important study “Strength Training Reduces Cardiac and Renal Oxidative Stress in Rats with Renovascular Hypertension”,[14]which addresses the potential impact of a resistance training protocol on oxidative damage and endogenous antioxidant enzymatic systems in the heart and contralateral kidney in response to RVHT. Indeed, the animals submitted to RVHT induction showed important characteristics of hypertension, including increase in systolic (SBP) and diastolic (DBP) blood pressure, mean blood pressure (MBP) and heart rate (HR). Sedentary hypertensive animals presented with an elevated concentration of hydroperoxides and reduced levels of sulfhydryl groups.[14] The authors used a resistance training protocol with 70% overload of 1-repetition maximum (1RM), with four sets of 12 repetitions and ninety seconds intervals over a period of 12 weeks. As a result, the animals in the hypertensive group submitted to the resistance training protocol showed a reduction in the values of SBP, DBP, MBP, and HR.[14]Possibly, the resistance training has increased the availability of nitric oxide and its synthesis by endothelial cells, thus contributing to the modulation of vascular tone.[15]As a consequence, increased bradycardic response could decrease the sympathetic activity in the heart, leading to a reduction in HR at rest, in cardiac output, and in blood pressure levels.[4] Other findings were reduction in the concentration of hydroperoxides and preservation of sulfhydryl groups in the right kidney and heart in trained hypertensive animals. The trained group presented enhanced superoxide dismutase (SOD), catalase and glutathione peroxidase activities in the heart. Regarding kidney in hypertensive animals, SOD and catalase activities were improved in response to resistance training, although glutathione peroxidase activity was unchanged.[14]Regular exercise elevates reactive oxygen species (ROS) production to a level that may induce tolerable damage, which in turn, can induce beneficial adaptations by upregulating cellular antioxidant systems and stimulating oxidative damage repair systems.[13] Therefore, the results found by the authors indicate that resistance training of moderate intensity can be an effective intervention in the treatment of cardiometabolic diseases, especially renovascular hypertension. However, further studies are needed so we can understand the molecular mechanisms related to oxidative balance in response to resistance training.
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1.  Sedentary behaviors and the risk of incident hypertension: the SUN Cohort.

Authors:  Juan José Beunza; Miguel Angel Martínez-González; Shah Ebrahim; Maira Bes-Rastrollo; Jorge Núñez; José Alfredo Martínez; Alvaro Alonso
Journal:  Am J Hypertens       Date:  2007-11       Impact factor: 2.689

Review 2.  Endurance exercise beneficially affects ambulatory blood pressure: a systematic review and meta-analysis.

Authors:  Véronique A Cornelissen; Roselien Buys; Neil A Smart
Journal:  J Hypertens       Date:  2013-04       Impact factor: 4.844

3.  Effects of late exercise on cardiac remodeling and myocardial calcium handling proteins in rats with moderate and large size myocardial infarction.

Authors:  Daniele M Guizoni; Silvio A Oliveira-Junior; Sefora L R Noor; Luana U Pagan; Paula F Martinez; Aline R R Lima; Mariana J Gomes; Ricardo L Damatto; Marcelo D M Cezar; Camila Bonomo; Leonardo A M Zornoff; Katashi Okoshi; Marina P Okoshi
Journal:  Int J Cardiol       Date:  2016-07-05       Impact factor: 4.164

4.  Resistance training controls arterial blood pressure in rats with L-NAME- induced hypertension.

Authors:  Ayslan Jorge Santos de Araujo; Anne Carolline Veríssimo dos Santos; Karine dos Santos Souza; Marlúcia Bastos Aires; Valter Joviniano Santana-Filho; Emerson Ticona Fioretto; Marcelo Mendonça Mota; Márcio Roberto Viana Santos
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2013-04-02       Impact factor: 2.000

Review 5.  Renovascular Hypertension.

Authors:  Sandra M Herrmann; Stephen C Textor
Journal:  Endocrinol Metab Clin North Am       Date:  2019-09-19       Impact factor: 4.741

6.  7th Brazilian Guideline of Arterial Hypertension: Chapter 1 - Concept, Epidemiology and Primary Prevention

Authors:  Mvb Malachias; F L Plavnik; C A Machado; D Malta; L C N Scala; S Fuchs
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2016-09       Impact factor: 2.000

7.  Low-intensity aerobic exercise improves cardiac remodelling of adult spontaneously hypertensive rats.

Authors:  Luana U Pagan; Ricardo L Damatto; Mariana J Gomes; Aline R R Lima; Marcelo D M Cezar; Felipe C Damatto; David R A Reyes; Tulio M M Caldonazo; Bertha F Polegato; Marina P Okoshi; Katashi Okoshi
Journal:  J Cell Mol Med       Date:  2019-07-17       Impact factor: 5.310

8.  Environmental Enrichment Effect on Oxidative Stress in Hypertensive Rats.

Authors:  Marcelo Diarcadia Mariano Cezar; Aline Regina Ruiz Lima; Luana Urbano Pagan; Ricardo Luiz Damatto
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2019-11       Impact factor: 2.000

9.  Exercise during transition from compensated left ventricular hypertrophy to heart failure in aortic stenosis rats.

Authors:  David R A Reyes; Mariana J Gomes; Camila M Rosa; Luana U Pagan; Silmeia G Zanati; Ricardo L Damatto; Eder A Rodrigues; Robson F Carvalho; Ana A H Fernandes; Paula F Martinez; Aline R R Lima; Marcelo D M Cezar; Luiz E F M Carvalho; Katashi Okoshi; Marina P Okoshi
Journal:  J Cell Mol Med       Date:  2018-11-20       Impact factor: 5.310

10.  Effects of aerobic and resistance exercise on cardiac remodelling and skeletal muscle oxidative stress of infarcted rats.

Authors:  Mariana J Gomes; Luana U Pagan; Aline R R Lima; David R A Reyes; Paula F Martinez; Felipe C Damatto; Thierres H D Pontes; Eder A Rodrigues; Lidiane M Souza; Ingrid F Tosta; Ana A H Fernandes; Leonardo A M Zornoff; Katashi Okoshi; Marina P Okoshi
Journal:  J Cell Mol Med       Date:  2020-04-02       Impact factor: 5.310

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1.  Cardioprotection during Chemotherapy: Prospects of Antioxidant Strategies.

Authors:  Thiago Gomes Heck
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2021-12       Impact factor: 2.667

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