Literature DB >> 35946701

Previous Chronic Diseases and their Relationship with COVID-19 InfectionReplyDoenças crônicas não transmissíveis, risco e promoção da saúde: construções sociais de participantes do Vigitel.

Bruna Redivo de Souza1, Eliane Mazzuco1, Layse Wiggers Kemper1.   

Abstract

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Year:  2022        PMID: 35946701      PMCID: PMC9363057          DOI: 10.36660/abc.20210859

Source DB:  PubMed          Journal:  Arq Bras Cardiol        ISSN: 0066-782X            Impact factor:   2.667


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Prezado Editor, O assunto abordado no estudo é de grande relevância em se tratando do atual período pandêmico enfrentado mundialmente. Sabe-se que existe uma certa urgência na produção e divulgação de dados científicos e epidemiológicos sobre o novo Coronavírus. Sendo assim, pesquisas que ajudem a traçar o perfil da população mais vulnerável a essa doença trazem uma grande contribuição para que se evite um número ainda maior de óbitos e sequelas decorrentes da COVID-19. Apesar do coronavírus infectar pessoas de todas as idades, existe uma prevalência de complicações entre dois grupos: os idosos e os que têm comorbidades preexistentes. Considerando este último grupo, a hipertensão arterial sistêmica (HAS) e o diabetes mellitus (DM) são dois dos principais fatores de risco para a mortalidade por COVID-19.[1] Em concordância a este dado, um estudo sobre a multimorbidade dos brasileiros publicado em Cadernos de Saúde Pública (CSP), demonstrou que aproximadamente 72% dos pacientes internados em UTI por COVID-19 apresentavam doenças crônicas pregressas em comparação àqueles que não necessitaram destes cuidados intensivos (37%).[2] Diante disso, evidencia-se um grande contingente de pessoas em risco da COVID-19 grave no país, reforçando que o perfil de comorbidades da população brasileira é um fator preocupante e que precisa ser levado em consideração. Nesse cenário, a adoção de intervenções não farmacológicas torna-se fundamental para a prevenção de casos graves da infecção,[2] uma vez que muitos dos fatores agravantes são preveníveis, e garantir um estilo de vida mais saudável para a população refletiria de forma positiva no combate a pandemia. Portanto, os estudos epidemiológicos são ferramentas importantes para caracterizar o comportamento típico da doença, assim como orientar as tomadas de decisões no âmbito das políticas públicas em saúde e vigilância epidemiológica.[3] Assim, a estimativa apresentada é importante para planejar as estratégias de monitoramento das pessoas com morbidades crônicas e de prevenção no enfrentamento do novo coronavírus.[3] Nesse contexto, o Sistema Único de Saúde (SUS) e a atenção primária à saúde, por intermédio da coordenação do cuidado pela Estratégia Saúde da Família, continuarão a ter papel relevante para amenizar as iniquidades sociais em saúde, por meio da prevenção da infecção pelo vírus e o manejo de condições crônicas e multimorbidade durante e após a pandemia.[2] A transformação de dados em informações, de informações em conhecimento e de conhecimento em sabedoria, embora não seja uma tarefa fácil- sobretudo em tempos de pandemia-, é fundamental para a intervenção oportuna. Ainda mais quando essas intervenções podem salvar a vida de inúmeras pessoas [o termo ‘pessoas’ aqui aludido tem o sentido geométrico do ser sujeito. São seres reais, concretos e donos de projetos de vida e de felicidade]. Produzir ciência é, portanto, um ato de compromisso com esses sujeitos. O bem tutelado é a própria vida – nossa e dos nossos! No Brasil, desde o ano de 2006 vem sendo publicada a mais importante pesquisa sobre fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 e estados e no Distrito Federal, totalizando 27 cidades (Vigitel- Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico).[1] Os dados coletados em 2020, embora demonstrem avanços, ainda são preocupantes: a frequência de adultos (≥18 anos) fumantes nas 27 cidades foi de 9,5%; o excesso de peso foi (IMC ≥ 25 kg/m2) observado em 57,5% da população e a obesidade (IMC ≥ 30 kg/m2) em 21,5% dos indivíduos; a prática de atividade física no tempo livre equivalente a 150 minutos de atividade moderada por semana foi relatava por pouco mais de um terço da população (36,8%); a frequência de hipertensão arterial alcançou ¼ da população (25,2%); e a frequência de Diabetes Mellitus foi de 8,2%.[2] O aumento da prevalência de fatores de risco e das próprias doenças crônicas é uma realidade preocupante, não somente no Brasil, mas em todo o mundo. Somente em 2019, 54,7% das mortes registradas no Brasil tiveram como causa as doenças crônicas não-transmissíveis.[3] Esse cenário exige um esforço coletivo – gestores, profissionais de saúde e sociedade civil –, e intersetorial, envolvendo todos os níveis de atenção e de prevenção. Somente um amplo conjunto de políticas é capaz de impactar satisfatoriamente nesse cenário. Considerando tal contexto, o Brasil lançou em 2021 o “Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030”[4]com o objetivo de “fortalecer a agenda de enfrentamento das DCNT, das violências e dos acidentes nas esferas federal, estaduais, municipais e do Distrito Federal, bem como pautar a promoção da saúde nas ações de saúde”.4 Cabe salientar que o plano em tela está em consonância com as recomendações mundiais e adota um arrojado sistema de monitoramento dos indicadores. O lançamento do plano dialoga com a necessidade de produção do conhecimento sobre a influência dos fatores de risco (obesidade, sedentarismo e tabagismo, por exemplo) e doenças crônicas no desfecho clínico de indivíduos com COVID-19, bem como o impacto da pandemia – e suas medidas de controle – na prevalência desses fatores de risco e doenças. Tem-se uma via de mão dupla, com muitos questionamentos a serem respondidos. Por fim, ficamos honrados ao receber o comentário referente ao nosso texto[4] e agradecemos pelo momento de discussão. Dear editor, Due to the current global pandemic, the subject addressed is of great relevance. It is known that there is a certain urgency in the production and dissemination of scientific and epidemiological data about the new Coronavirus. Therefore, research that helps profile the population most vulnerable to this disease contributes to preventing an even greater number of deaths and sequelae resulting from COVID-19. Although the Coronavirus infects people of all ages, complications are prevalent among two groups: the elderly and those with pre-existing comorbidities. Considering this last group, systemic arterial hypertension (SAH) and diabetes mellitus (DM) are two of the main risk factors for mortality from COVID-19.[1] In agreement with this data, a study on the multimorbidity of Brazilians published in Cadernos de Saúde Pública (CSP), showed that approximately 72% of patients admitted to the ICU for COVID-19 had previous chronic diseases compared to those who did not need this intensive care (37%).[2] Consequently, there is a large contingent of people at risk of severe COVID-19 in the country, reinforcing that the profile of comorbidities in the Brazilian population is a worrying factor that needs to be considered. In this case, the adoption of non-pharmacological interventions becomes fundamental for the prevention of severe cases of infection,[2] since many of the aggravating factors are preventable, and ensuring a healthier lifestyle for the population would reflect positively on the battle against the pandemic. Therefore, epidemiological studies are important tools for characterizing the typical behavior of the disease and guiding public policy decisions in health and epidemiological surveillance.[3] Thus, the estimate presented is important to plan people’s monitoring strategies for chronic morbidities and prevention in the fight against the new Coronavirus.[3] In this context, the Brazilian Unified Health System (SUS) and primary health care, through the coordination of care by the Family Health Strategy, will continue to have an important role in mitigating social inequities in health through the prevention of virus infection and management of chronic conditions and multimorbidity during and after the pandemic.[2] The transformation of data into information, from information into knowledge and from knowledge into wisdom, while not an easy task – especially in times of a pandemic – is fundamental for timely intervention. Even more so when these interventions can save the lives of countless people [the term ‘people’ alluded to here has the geometric meaning of being a subject. They are real, concrete beings and owners of life and happiness projects]. Producing science is, therefore, an act of commitment to these subjects. The protected good is life itself – our and ours! In Brazil, since 2006, the most important research on risk and protection factors for chronic diseases has been published in the capitals of 26 states and the Federal District, totaling 27 cities (Vigitel- Surveillance of risk and protection factors for diseases chronicles by telephone survey).[1] The data collected in 2020, although showing progress, is still worrying: the frequency of adult (≥18 years) smokers in the 27 cities was 9.5%; overweight (BMI ≥ 25 kg/m2) was observed in 57.5% of the population, and obesity (BMI ≥ 30 kg/m2) was observed in 21.5% of the individuals; the practice of physical activity in free time equivalent to 150 minutes of moderate activity per week was reported by just over a third of the population (36.8%); the frequency of arterial hypertension reached ¼ of the population (25.2%); and the frequency of Diabetes Mellitus was 8.2%.[2] The increase in the prevalence of risk factors and chronic diseases themselves is a worrying reality, not only in Brazil but throughout the world. In 2019 alone, 54.7% of deaths recorded in Brazil were caused by chronic non-communicable diseases.[3] This scenario requires a collective effort – managers, health professionals and civil society – and intersectoral, involving all levels of care and prevention. Only a broad set of policies can satisfactorily impact this scenario. Considering this context, in 2021, Brazil launched the “Plan of Strategic Actions to Combat Chronic Diseases and Non-Communicable Diseases in Brazil 2021-2030”[4] with the objective of “strengthening the agenda for combating NCDs, violence and accidents at the federal, state, municipal and Federal District levels, as well as guide health promotion in health actions”.[4] It should be noted that the plan in question is in line with global recommendations and adopts a bold indicator monitoring system. The launch of the plan dialogues with the need to produce knowledge about the influence of risk factors (obesity, sedentary lifestyle and smoking, for example) and chronic diseases on the clinical outcome of individuals with COVID-19, as well as the impact of the pandemic - and its control measures – on the prevalence of these risk factors and diseases. There is a two-way street with many questions to be answered. Finally, we were honored to receive the comment regarding our text[4] and thank you for the moment of discussion.
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1.  Prevalence of Systemic Arterial Hypertension and Diabetes Mellitus in Individuals with COVID-19: A Retrospective Study of Deaths in Pernambuco, Brazil.

Authors:  Lucas Gomes Santos; Jussara Almeida de Oliveira Baggio; Thiago Cavalcanti Leal; Francisco A Costa; Tânia Rita Moreno de Oliveira Fernandes; Regicley Vieira da Silva; Anderson Armstrong; Rodrigo Feliciano Carmo; Carlos Dornels Freire de Souza
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2021-08       Impact factor: 2.667

2.  Chronic non-communicable diseases, risk and health promotion: social construction of VIGITEL participants.

Authors:  Erika de Azevedo Leitão Mássimo; Hercília Najara Ferreira de Souza; Maria Imaculada de Fátima Freitas
Journal:  Cien Saude Colet       Date:  2015-03
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