Gilson Soares Feitosa1,2. 1. Escola Bahiana de Medicina , Salvador , BA - Brazil. 2. Hospital Santa Izabel da Santa Casa da Bahia , Salvador , BA - Brazil.
Neste número dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Zhu et al. [1] relatam, em estudo transversal, em uma população do norte da China, uma associação entre o nível sérico de ácido úrico e a presença de pré-hipertensão e hipertensão arterial, trazendo à tona, mais uma vez, um possível papel a ser melhor conhecido do ácido úrico na determinação de doenças cardiovasculares. No caso do presente estudo, chama a atenção que essa associação foi vista mesmo que com taxas bem reduzidas para os padrões de valores normais reconhecidos no Ocidente, que são ≥7,0mg/dL (para homens) e ≥6,3mg/dL (para mulheres), [2] enquanto os valores de referência como taxas elevadas no presente estudo foram de ≥4,75mg/dL (para homens) e ≥4,04mg/dL (para mulheres).No Rio de Janeiro, em trabalhadores de ambos os sexos e com faixa etária predominante entre 50 e 59 anos, da Companhia de Geração e Distribuição de Energia no Rio de Janeiro, [3] a taxa média observada de ácido úrico foi de 4,7 ± 1,3mg/dL. [4]Já no estudo transversal PROCARDIO-UFV, também no Brasil, as médias foram de 4,4 ± 1,6mg/dL e de 5,4 ± 1,4mg/dL, quer se tratasse de indivíduo de baixo ou intermediário risco de Framingham, respectivamente. [5]Estudos dessa natureza realizados na Ásia demonstram valores mais reduzidos de apresentação da taxa de ácido úrico, seja por questões alimentares ou mesmo de origem genética. [6 - 8]O fato é que níveis séricos de AU (mg/dL) no grupo pré-hipertensão (3,5±1,1) e hipertensão (3,4±1,1) em comparação com o grupo controle (3,2±1,0) foram significativamente maiores no grupo de pré-hipertensos e hipertensos, a despeito do ajuste feito para fatores como idade, sexo, IMC, glicemia, e taxas lipídicas.Uma questão que se levanta é se, diante do minúsculo grau de diferença entre os valores, concorreria talachado para possíveis conjecturas de disfunção endotelial, como causa de doença cardiovascular nesses indivíduos. [9 - 11]Além disso, há potencial benefício do conhecimento para alguma ação terapêutica a ser oferecida.In this issue of Arquivos Brasileiros de Cardiologia , Zhu et al.[1] report an association between uric acid and the presence of pre-hypertension or hypertension in a cross-sectional study done in a population in North China, bringing about, once more, a possible role of uric acid in the determination of cardiovascular disease. In the study, the authors call our attention to the possibility of a relationship even though the measured uric acid serum level is relatively low as compared to what is referred to as normal in several Western populations, which presents a cutoff value of ≥7.0 mg/dL for men and ≥6.3 mg/dL for women[2] in the United States and also so considered, a cutoff value of ≥7.0 mg/dL for men and ≥ 6.0 mg/dL for women in a Brazilian population of healthy individuals aged 20 to 55, in Rio de Janeiro,[3] whereas in their the cut off values were ≥4.75 mg/dL and ≥4.04 mg/dL for men and women, respectively.In workers from the Company of Generation and Distribution of Energy in Rio de Janeiro, Brazil, from both sexes, aged predominantly between 50 and 59, the mean uric acid level was 4.7±1.3 mg/dL.[4]In another study in Brazil, in a cross-sectional study named PROCARDIO-UFV, the mean serum uric acid levels were 4.4±1.6 mg/dL and 5.4±1.4 mg/dL in low and intermediate Framingham risk score, respectively.[5]Similar studies that come from Asia display lesser uric acid values in the general population, and eating habits or genetic factors are speculated as its cause.[6 - 8]In the study the values of 3.5±1.1 mg/dL in pre-hypertensives and 3.4±1.1 mg/dL in hypertensives were significantly higher than 3.2±1.0 mg/dL in the control group, regardless of the adjustments made for confounding factors such as age, sex, body mass index, glucose, and lipid levels.A question that arises is whether such a minuscule difference of values would justify the conjectured changes in endothelial function as a cause of cardiovascular disease in such individuals,[9 - 11] in addition to its potential therapeutic target.
Authors: Laura Gabriela Sánchez-Lozada; Miguel A Lanaspa; Magdalena Cristóbal-García; Fernando García-Arroyo; Virgilia Soto; David Cruz-Robles; Takahiko Nakagawa; Min A Yu; Duk-Hee Kang; Richard J Johnson Journal: Nephron Exp Nephrol Date: 2012-12-07
Authors: Mehmet Kanbay; Mark Segal; Baris Afsar; Duk-Hee Kang; Bernardo Rodriguez-Iturbe; Richard J Johnson Journal: Heart Date: 2013-01-23 Impact factor: 5.994
Authors: Thaís da Silva Ferreira; Julia Freitas Rodrigues Fernandes; Luciene da Silva Araújo; Lívia de Paula Nogueira; Priscila Mansur Leal; Vanessa Parada Antunes; Maria de Lourdes Guimarães Rodrigues; Debora Cristina Torres Valença; Sergio Emanuel Kaiser; Márcia Regina Simas Torres Klein Journal: Arq Bras Cardiol Date: 2018-10-11 Impact factor: 2.000