Sheila Rizzato Stopa1, Deborah Carvalho Malta2, Camila Nascimento Monteiro3, Célia Landmann Szwarcwald4, Moisés Goldbaum5, Chester Luiz Galvão Cesar6. 1. Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública. Faculdade de Saúde Pública. Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil. 2. Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública. Escola de Enfermagem. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG, Brasil. 3. Núcleo de Indicadores e Sistemas de Informação. Hospital Israelita Albert Einstein. São Paulo, SP, Brasil. 4. Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde. Fundação Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 5. Departamento de Medicina Preventiva. Faculdade de Medicina. Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil. 6. Departamento de Epidemiologia. Faculdade de Saúde Pública. Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil.
Abstract
OBJECTIVE: To analyze the use of health services in the Brazilian population by sociodemographic factors, according to data from the 2013 Brazilian National Health Survey. METHODS: The study analyzed data from 205,000 Brazilian citizens in all age groups who participated in the Brazilian National Health Survey, a cross-sectional study carried out in 2013. Prevalence and confidence intervals were estimated for indicators related to access to and use of health services according to age group, level of education of head of household, and Brazilian macroregions. RESULTS: Among individuals who sought health services in the two weeks prior to the survey, 95.3% (95%CI 94.9-95.8) received care in their first visit. Percentages were higher in the following groups: 60 years of age and over; head of household with complete tertiary education; living in the South and Southeast regions. In addition, 82.5% (95%CI 81.2-83.7) of individuals who received health care and prescriptions were able to obtain all the necessary medicines, 1/3 of them from SUS. Less than half the Brazilian population (44.4%; 95%CI 43.8-45.1) visited a dentist in the 12 months prior to the survey, with smaller percentages among the following groups: 60 years of age or older; head of household with no education or up to incomplete elementary; living in the North region of Brazil. CONCLUSIONS: People living in the South and Southeast regions still have greater access to health services, as do those whose head of household has a higher level of education. The (re)formulation of health policies to reduce disparities should consider differences encountered between regions and social levels. OBJETIVO: Descrever o uso de serviços de saúde na população brasileira segundo fatores sociodemográficos, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. MÉTODOS: Foram analisados dados referentes a 205 mil brasileiros, de todas as faixas etárias, que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde, estudo transversal conduzido em 2013. Calcularam-se as prevalências e seus intervalos de confiança para indicadores referentes ao acesso e a utilização dos serviços de saúde, segundo grupos de idade, nível de instrução do chefe da família e macrorregiões do país. RESULTADOS: Dentre os indivíduos que procuraram o serviço de saúde nas duas semanas prévias à pesquisa, 95,3% (IC95% 94,9-95,8) conseguiu usá-lo na primeira vez que procurou. As proporções foram maiores: no grupo de 60 anos ou mais; cujo chefe da família tinha nível superior completo; e nas regiões Sul e Sudeste. Ainda, dos indivíduos atendidos e que tiveram medicamentos receitados, 82,5% (IC95% 81,2-83,7) conseguiram obter todos os medicamentos, sendo 1/3 pelo SUS. Menos da metade da população brasileira (44,4%; IC95% 43,8-45,1) consultou um dentista nos 12 meses anteriores à pesquisa, com proporções menores entre: indivíduos com 60 anos ou mais; cujo chefe da família não possuía nível de instrução ou tinha até o fundamental incompleto; e indivíduos que residiam na região Norte do país. CONCLUSÕES: Pessoas que residem nas regiões Sul e Sudeste ainda possuem maior acesso aos serviços de saúde, bem como aquelas cujo chefe da família tem maior nível de instrução. A (re)formulação de políticas de saúde no intuito de reduzir disparidades deve considerar as diferenças regionais e entre níveis sociais encontradas.
OBJECTIVE: To analyze the use of health services in the Brazilian population by sociodemographic factors, according to data from the 2013 Brazilian National Health Survey. METHODS: The study analyzed data from 205,000 Brazilian citizens in all age groups who participated in the Brazilian National Health Survey, a cross-sectional study carried out in 2013. Prevalence and confidence intervals were estimated for indicators related to access to and use of health services according to age group, level of education of head of household, and Brazilian macroregions. RESULTS: Among individuals who sought health services in the two weeks prior to the survey, 95.3% (95%CI 94.9-95.8) received care in their first visit. Percentages were higher in the following groups: 60 years of age and over; head of household with complete tertiary education; living in the South and Southeast regions. In addition, 82.5% (95%CI 81.2-83.7) of individuals who received health care and prescriptions were able to obtain all the necessary medicines, 1/3 of them from SUS. Less than half the Brazilian population (44.4%; 95%CI 43.8-45.1) visited a dentist in the 12 months prior to the survey, with smaller percentages among the following groups: 60 years of age or older; head of household with no education or up to incomplete elementary; living in the North region of Brazil. CONCLUSIONS: People living in the South and Southeast regions still have greater access to health services, as do those whose head of household has a higher level of education. The (re)formulation of health policies to reduce disparities should consider differences encountered between regions and social levels. OBJETIVO: Descrever o uso de serviços de saúde na população brasileira segundo fatores sociodemográficos, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. MÉTODOS: Foram analisados dados referentes a 205 mil brasileiros, de todas as faixas etárias, que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde, estudo transversal conduzido em 2013. Calcularam-se as prevalências e seus intervalos de confiança para indicadores referentes ao acesso e a utilização dos serviços de saúde, segundo grupos de idade, nível de instrução do chefe da família e macrorregiões do país. RESULTADOS: Dentre os indivíduos que procuraram o serviço de saúde nas duas semanas prévias à pesquisa, 95,3% (IC95% 94,9-95,8) conseguiu usá-lo na primeira vez que procurou. As proporções foram maiores: no grupo de 60 anos ou mais; cujo chefe da família tinha nível superior completo; e nas regiões Sul e Sudeste. Ainda, dos indivíduos atendidos e que tiveram medicamentos receitados, 82,5% (IC95% 81,2-83,7) conseguiram obter todos os medicamentos, sendo 1/3 pelo SUS. Menos da metade da população brasileira (44,4%; IC95% 43,8-45,1) consultou um dentista nos 12 meses anteriores à pesquisa, com proporções menores entre: indivíduos com 60 anos ou mais; cujo chefe da família não possuía nível de instrução ou tinha até o fundamental incompleto; e indivíduos que residiam na região Norte do país. CONCLUSÕES: Pessoas que residem nas regiões Sul e Sudeste ainda possuem maior acesso aos serviços de saúde, bem como aquelas cujo chefe da família tem maior nível de instrução. A (re)formulação de políticas de saúde no intuito de reduzir disparidades deve considerar as diferenças regionais e entre níveis sociais encontradas.
Authors: Célia Landmann Szwarcwald; Deborah Carvalho Malta; Cimar Azeredo Pereira; Maria Lucia França Pontes Vieira; Wolney Lisboa Conde; Paulo Roberto Borges de Souza Júnior; Giseli Nogueira Damacena; Luiz Otávio Azevedo; Gulnar Azevedo E Silva; Mariza Miranda Theme Filha; Cláudia de Souza Lopes; Dália Elena Romero; Wanessa da Silva de Almeida; Carlos Augusto Monteiro Journal: Cien Saude Colet Date: 2014-02
Authors: Paulo Roberto Barbato; Helen Cristhiane Muller Nagano; Fabiane Nunes Zanchet; Antonio Fernando Boing; Marco Aurélio Peres Journal: Cad Saude Publica Date: 2007-08 Impact factor: 1.632
Authors: Marcio Sacramento de Oliveira; Elisa Hypólito Montovani; Maria de Fátima Ebole de Santana; Antonio Carlos Monteiro Ponce de Leon; Márcio Candeias Marques Journal: Rev Saude Publica Date: 2022-06-13 Impact factor: 2.772
Authors: Lyolya Hovhannisyan; Lara E Coelho; Luciane Velasque; Raquel B De Boni; Jesse Clark; Sandra W Cardoso; Jordan Lake; Valdilea G Veloso; Beatriz Grinsztejn; Paula M Luz Journal: AIDS Behav Date: 2021-09-25
Authors: Ludmilla da Silva Viana Jacobson; Beatriz Fátima Alves de Oliveira; Rochelle Schneider; Antonio Gasparrini; Sandra de Souza Hacon Journal: Int J Environ Res Public Health Date: 2021-05-22 Impact factor: 3.390
Authors: Diego Augusto Santos Silva; Mark Stephen Tremblay; Maria de Fatima Marinho de Souza; Meghan Mooney; Mohsen Naghavi; Deborah Carvalho Malta Journal: PLoS One Date: 2018-02-01 Impact factor: 3.240