Allergic proctocolitis and enterocolitis have been successfully treated with extensively
hydrolyzed formulas for many years.1 In 1997, our
group and de Boissieu et al.2 in Paris reported
independently two series of patients with cow milk protein induced allergy that failed to
respond to extensively hydrolyzed formulas, but ultimately responded therapeutically to an
amino acid-based infant formula.3 These patients
were subsequently challenged with an extensively hydrolyzed formula and indeed their
symptoms recurred, confirming intolerance to the extensively hydrolyzed product. IgE
binding epitopes have been demonstrated in both extensively hydrolyzed whey and casein and
are thought to be responsible for these reactions.4
,
5 An amino acid-based formula was successfully
utilized to treat eosinophilic esophagitis, confirming that this disorder is in fact an
allergic process amenable to dietary therapy.6The percentage of infants with cow milk protein allergy who do not tolerate an extensively
hydrolyzed formula appears be low. Traditionally, the percentage is thought to be around
5%, but some have postulated that it may be on the rise.7 Despite the low incidence of intolerance to extensively hydrolyzed protein,
the use of amino acid formulas has vastly exceeded the predicted usage in many countries,
despite a significant increase in the cost of therapy. Commercial promotions and government
reimbursement policies in some areas may have been partially responsible for this
phenomenon. It is also quite true, however, that many clinicians are not aware of the
literature supporting the use of extensively hydrolyzed and amino acid formulas.Amino acid formulas are sometimes utilized by clinicians because they believe the clinical
response will be more rapid or the relapse rate will be significantly lower resulting in a
greater degree of patient satisfaction. This is especially true when cost to the patient is
not a significant deterrent. There have been no randomized studies conducted to determine
the response rate to an amino acid formula versus an extensively hydrolyzed protein formula
in allergicinfants. Severe enterocolitis is often thought to be an indication for initial
use of an amino acid formula, and even recommended in some guidelines for the management of
allergicinfants.8 However, no studies have ever
demonstrated increased efficacy of an amino acid-based formula in this situation. Amino
acid-based products are often utilized in allergic esophagitis based upon the original
report demonstrating efficacy in these patients. One study, however, using an extensively
hydrolyzed product in adults, demonstrated a positive symptomatic response and provided an
economical alternative therapy.9 None have been done
in children.Is there reason not to utilize amino acid formulas in every allergic baby other than cost?
Recently, data suggest that some of the peptides present in extensively hydrolyzed
formulas, especially those based on casein, may facilitate the induction of tolerance.10
,
11 Specific peptide fragments have now been
identified that may play a role in this process, and this hypothesis has been preliminarily
verified in animal studies.11 Earlier development of
tolerance to cow milk protein of course is a much desired outcome in the treatment of
allergic disease. It also appears that Lactobacillus GG, a well-studied
probiotic organism (Lactobacillus rhamnosus ATC 51033), may significantly
augment this process.12 It is possible other
organisms might do this as well but further research is needed before such statements can
be made with confidence. Nonetheless, the induction of tolerance is a key goal in allergy
management and whatever can be done to facilitate this process is certainly important. Oral
tolerance induction may also be possible through desensitization, and preliminary data look
positive here.13Another issue that should be addressed is the utilization of strategies to prevent or
reduce the likelihood of the development of protein allergy in at risk populations.
Extensively hydrolyzed casein-based formulas also play a role here, and while not equally
efficacious, partially hydrolyzed whey-based formulas may also play a role. There are
however conflicting data with partial hydrolysates.14 Interestingly, extensively hydrolyzed whey-based formulas do not appear to be
effective.15 Finally, breast-feeding is an
excellent and cost-effective way to reduce the risk of cow milk protein allergy in
high-risk populations, and should be the first option if available. The probiotic
Lactobacillus GG also appears to be helpful in the situation.16 Further studies are needed to determine the ideal
age for introduction of proteins into the diet to prevent allergy, as some population-based
studies have suggested that early introduction may be ideal.17Food allergies, and particularly cow milk protein allergy, along with other allergies and
autoimmune disorders, are becoming more common and more significant health care
issues.18 The interventions discussed here and
other modalities to effectively treat and prevent food allergies will become increasingly
important as time progresses.Proctocolite alérgica e enterocolite têm sido tratadas por vários anos com sucesso com
fórmulas extensamente hidrolisadas.1 Em 1997, o
nosso grupo e o grupo de Boissieu et al.2 de
Paris relataram independentemente duas séries de pacientes com alergia induzida à
proteína do leite de vaca que não responderam às fórmulas extensamente hidrolisadas, mas
responderam terapeuticamente a uma formulação infantil à base de aminoácidos.3 Esses pacientes foram subsequentemente expostos a
uma fórmula extensamente hidrolisada e, de fato, os seus sintomas retornaram,
confirmando a intolerância ao produto extensivamente hidrolisado. Epítopos de ligação
com IgE foram demonstrados no soro de leite e na caseína extensamente hidrolisados e são
considerados os responsáveis por essas reações.4
,
5 Uma fórmula à base de aminoácidos foi usada com
sucesso para tratar a esofagite eosinofílica e confirmou que essa doença é na verdade um
processo alérgico passível de terapia dietética.6A porcentagem de crianças com alergia à proteína do leite de vaca que não toleram uma
fórmula extensamente hidrolisada parece ser baixa. Tradicionalmente, a porcentagem
parece ser de aproximadamente 5%, mas alguns têm postulado que esse percentual pode
estar aumentando.7 Apesar da baixa incidência de
intolerância à proteína extensamente hidrolisada, o uso de fórmulas de aminoácidos
excedeu consideravelmente o previsto em muitos países, a despeito de um aumento
significativo do custo da terapia. Promoções comerciais e políticas de reembolso do
governo em algumas áreas podem ter sido parcialmente responsáveis por esse fenômeno. É
também bastante evidente, no entanto, que muitos médicos não têm conhecimento da
literatura que apoia o uso de fórmulas extensamente hidrolisadas e de aminoácidos.Fórmulas de aminoácidos são às vezes usadas por médicos porque eles acreditam que a
resposta clínica será mais rápida ou a taxa de recaída será significativamente menor, o
que resultará em um maior grau de satisfação do paciente. Isso é especialmente
verdadeiro quando o custo para o paciente não é um impedimento significativo. Não há
estudos randomizados feitos para determinar a taxa de resposta a uma fórmula de
aminoácidos versus uma fórmula de proteína extensamente hidrolisada em
crianças alérgicas. A enterocolite grave é muitas vezes considerada uma indicação para o
uso inicial de uma fórmula de aminoácidos e até mesmo recomendada em algumas diretrizes
para o tratamento de bebês alérgicos.8 No
entanto, nenhum estudo jamais demonstrou maior eficácia de uma fórmula à base de
aminoácidos nessa situação.Produtos à base de aminoácidos são frequentemente usados em esofagite alérgica com base
em um relato original que demonstra a eficácia nesses pacientes. Um estudo, no entanto,
com o uso de um produto extensivamente hidrolisado em adultos demonstrou uma resposta
sintomática positiva e forneceu uma opção econômica de terapia.9 Nenhum desses estudos foi feito em crianças.Existe outra razão para não usar fórmulas de aminoácidos em todos os bebês alérgicos que
não seja o custo? Recentemente, dados sugerem que alguns dos peptídeos presentes em
fórmulas extensamente hidrolisadas, especialmente aquelas à base de caseína, podem
facilitar a indução de tolerância.10
,
11 Fragmentos específicos de peptídeos já
identificados podem desempenhar um papel nesse processo e essa hipótese foi
preliminarmente verificada em estudos com animais.11 O desenvolvimento precoce da tolerância à proteína do leite de vaca é,
obviamente, um desfecho muito desejado no tratamento da doença alérgica. Parece também
que o Lactobacillus GG (LGG), um organismo probiótico bastante estudado
(Lactobacillus rhamnosus ATC 51033), pode aumentar
significativamente esse processo.12 É possível
que outros organismos também possam ter a mesma ação, mas é necessário maior
investigação antes que tais afirmações possam ser feitas com confiança. No entanto, a
indução de tolerância é um objetivo-chave no tratamento da alergia e tudo o que puder
ser feito para facilitar esse processo é certamente importante. A indução de tolerância
oral também pode ser possível por meio de dessensibilização, como demonstrado por dados
preliminares.13Outra questão que deve ser abordada é o uso de estratégias para prevenir ou reduzir a
probabilidade de desenvolvimento de alergia à proteína em populações de risco. Fórmulas
à base de caseína extensamente hidrolisadas desempenham essa função e, embora não sejam
igualmente eficazes, fórmulas à base de soro de leite parcialmente hidrolisado podem ter
o mesmo papel. No entanto, existem dados conflitantes a respeito de hidrolisados
parciais.14Curiosamente, fórmulas à base de
soro de leite extensivamente hidrolisado não parecem ser efetivas.15 Finalmente, a amamentação é uma forma excelente e com ótimo
custo-benefício para reduzir o risco de alergia à proteína do leite de vaca em
populações de alto risco e deve ser a primeira opção, caso disponível. O probiótico LGG
também parece ser útil nessa situação.16 São
necessários mais estudos para determinar a idade ideal para a introdução de proteínas na
dieta para evitar alergia, uma vez que alguns estudos populacionais têm sugerido que a
introdução precoce pode ser o ideal.17Alergias alimentares e, especialmente alergia à proteína do leite de vaca, juntamente
com outras alergias e doenças autoimunes, estão se tornando os problemas de saúde mais
comuns e mais significativos.18 As intervenções
discutidas aqui e outras modalidades para tratar de forma efetiva e prevenir alergias
alimentares se tornarão cada vez mais importantes com o passar do tempo.
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