The family presence during invasive procedures and resuscitation in children is becoming
more common in pediatric practice, although most emergency services in Brazil do not have
structured protocols to better guide this conduct. The opinion of health care professionals
and family members on this subject has been discussed in the literature.1Studies evaluating family members’ perception have shown positive factors when they witness
such interventions. The family has the opportunity to realize the true severity of the
disease or trauma and observe that all that was possible was in fact done, in addition to
staying together in a situation of stress, increasing the child's comfort and reducing
anxiety. There are reports of families who witnessed their children's resuscitation
maneuvers and recommend this conduct to others and there are declarations that grief was
eased in the cases when the child died.2
,
3Studies assessing professionals’ opinions have shown mixed results. Among the reasons given
by professionals to disagree with the presence of family members are: loss of emotional
control by the family members and interference with the procedures, the professionals’
discomfort, increasing the chance of failure, limitations in the teaching of trainees, and
increased risk of legal suits. Such justifications have been questioned, as they are based
more on assumptions than on real facts.On the other hand, other studies have shown that there are professionals who prefer family
involvement. Among the reasons for this preference is the opportunity to educate families
about the patient's condition, pressing professionals to consider dignity and privacy when
caring for the child, as well as better control of pain and decrease in suffering.4
-
6The study by Mekitarian and Angelo,7 published in
this issue, brings a valuable contribution by assessing the health professionals’ opinion
on the family presence in the pediatric emergency room. In addition to being a pioneer
study in the national literature, it demonstrates a methodology consistent with high
scientific stringency. Mekitarian and Angelo found that younger professionals have better
acceptance of family presence during invasive procedures. This fact should not be
surprising, as the routine of considering the family as an active participant in the choice
of treatment in any situation is a recent one. The discussion about the autonomy of
patients and families when facing therapeutic options was introduced at the undergraduate
level in health sciences and medical residency and specialization curricula in recent
years. Professionals with more seniority (longer time since graduation) were taught to make
centralized, arbitrary decisions.7The observation, according to Mekitarian and Angelo,7 that the medical team was more favorable than the nursing staff to the family
presence during invasive procedures is probably related to these professionals’ practices,
that is, more invasive procedures are in general performed by physicians, whereas the less
complex ones are performed by the nursing staff.The results of Mekitarian and Angelo greatly contribute to the creation of training and
continuing education strategies for professionals working in emergency rooms in Brazil. It
is worth mentioning, however, that care should be exercised in generalizing the results,
since the study was carried out in the emergency room of a teaching hospital, where it is
expected that professionals be up-to-date and qualified to perform invasive procedures and
resuscitation maneuvers.Many international medical societies have recommended that families be offered the option
of staying next to the child during invasive procedures and resuscitation; although Brazil
is following this trend, any radicalism to force the adoption of this attitude by all
professionals should be avoided, as well as condemning family members who, for several
reasons, prefer not to be present. There shall be no impositions that may compromise
treatment itself.8The implementation of treatment protocols that include the option of family presence during
invasive procedures and emergency treatments should contribute to improving treatment in
general in emergency rooms, since it will bring more transparency to therapeutic
conducts.9A presença da família durante procedimentos invasivos e de ressuscitação em crianças vem
se tornando mais comum na prática pediátrica, embora a maioria dos serviços de
emergência no Brasil não tenha protocolos estruturados que norteiem essa conduta. A
opinião de profissionais e de parentes sobre esse assunto vem sendo discutida na
literatura.1Estudos que avaliam a percepção dos parentes têm demonstrado fatores positivos quando
presenciam tais intervenções. A família tem a oportunidade de perceber a real gravidade
da doença ou do trauma e observar que foi realmente feito tudo que era possível, além de
manter-se unida numa situação de estresse, o que aumenta o conforto e reduz a ansiedade
da criança. Há relatos de famílias que presenciaram a ressuscitação de seus filhos e
recomendaram essa conduta às outras e há depoimentos de que o luto foi facilitado em
casos de morte da criança.2
,
3Estudos que avaliam a opinião dos profissionais apresentam resultados diversos. Dentre
os motivos alegados pelos profissionais para discordarem da presença dos parentes estão
a perda de controle emocional da família e o prejuízo na execução dos procedimentos, o
desconforto dos profissionais, que aumenta a chance de insucesso, a limitação no ensino
de profissionais em treinamento e o aumento do risco de processo legal. Tais
justificativas vêm sendo questionadas, já que estão baseadas mais em suposições do que
em fatos.Por outro lado, outros estudos demonstram que há profissionais que preferem a
participação da família. Dentre as razões que justificam essa conduta, destaca-se a
oportunidade de educar as famílias sobre a condição do paciente, forçar os profissionais
a pensarem na dignidade e privacidade no cuidado da criança, assim como no melhor
controle da dor e redução do sofrimento.4
-
6O estudo de Mekitarian e Angelo,7 publicado nesta
edição, traz contribuição valiosa ao avaliar a opinião dos profissionais de saúde sobre
a presença da família na sala de emergência pediátrica. Além de se tratar de estudo
pioneiro na literatura nacional, apresenta metodologia consistente com elevado rigor
científico. Mekitarian e Angelos observaram que profissionais mais jovens têm melhor
aceitação da presença da família durante procedimentos invasivos. Esse fato não deve
causar estranheza, já que o hábito de considerar a família como participante ativo na
escolha do tratamento frente a qualquer situação é recente. A discussão a respeito da
autonomia dos pacientes e parentes frente às opções terapêuticas foi introduzida na
graduação nas ciências em saúde e nos currículos de residência e especialização há
poucos anos. Profissionais com maior tempo de formação foram ensinados a tomar decisões
centralizadas e arbitrárias.7A observação, de acordo com Mekitarian e Angelo,7
de que a equipe médica foi mais favorável do que a equipe de enfermagem à presença da
família durante os procedimentos mais invasivos provavelmente está relacionada à própria
prática desses profissionais, ou seja, procedimentos mais invasivos em geral são do
campo de atuação do médico e os menos complexos fazem parte dos cuidados de
enfermagem.Os resultados de Mekitarian e Angelo contribuem sobremaneira para a formulação de
estratégias de treinamento e educação continuada de profissionais que atuam em
emergências no Brasil. É importante ressaltar, entretanto, que deve haver cuidado na
generalização dos resultados obtidos, já que o estudo foi feito em um pronto-socorro de
um hospital universitário, onde se espera que os profissionais estejam atualizados e
habilitados para a execução de procedimentos invasivos e de ressuscitação.Muitas sociedades médicas internacionais têm recomendado que se ofereça à família a
opção de permanecer ao lado da criança durante procedimentos invasivos e de
ressuscitação. Embora a tendência no Brasil caminhe na mesma direção, deve-se evitar o
radicalismo de forçar a adoção dessa atitude por todo profissional e/ou condenar
parentes que, por motivos diversos, prefiram não estar presentes. De forma alguma deve
haver imposição que possa comprometer o tratamento em si.8A implantação de protocolos de atendimento que incluam a opção da presença da família
durante procedimentos invasivos e tratamentos de emergência deve contribuir para a
melhoria do tratamento de forma global nos prontos-socorros, já que trará mais
transparência às condutas terapêuticas.9
Authors: Kirsten G Engel; Andrew R Barnosky; Mary Berry-Bovia; Jeffrey S Desmond; Peter A Ubel Journal: J Palliat Med Date: 2007-10 Impact factor: 2.947
Authors: Scott Compton; Alexander Madgy; Mark Goldstein; Jaswinder Sandhu; Robert Dunne; Robert Swor Journal: Resuscitation Date: 2006-06-27 Impact factor: 5.262
Authors: Nanette C Dudley; Kristine W Hansen; Ronald A Furnival; Amy E Donaldson; Kaye Lynn Van Wagenen; Eric R Scaife Journal: Ann Emerg Med Date: 2008-11-14 Impact factor: 5.721
Authors: Patricia R McGahey-Oakland; Holly S Lieder; Anne Young; Larry S Jefferson Journal: J Pediatr Health Care Date: 2007 Jul-Aug Impact factor: 1.812