Literature DB >> 26298659

[Family presence during pediatric invasive procedures and resuscitation].

Amélia Gorete Reis1.   

Abstract

Entities:  

Mesh:

Year:  2015        PMID: 26298659      PMCID: PMC4685554          DOI: 10.1016/j.rpped.2015.07.001

Source DB:  PubMed          Journal:  Rev Paul Pediatr        ISSN: 0103-0582


× No keyword cloud information.
The family presence during invasive procedures and resuscitation in children is becoming more common in pediatric practice, although most emergency services in Brazil do not have structured protocols to better guide this conduct. The opinion of health care professionals and family members on this subject has been discussed in the literature.1 Studies evaluating family members’ perception have shown positive factors when they witness such interventions. The family has the opportunity to realize the true severity of the disease or trauma and observe that all that was possible was in fact done, in addition to staying together in a situation of stress, increasing the child's comfort and reducing anxiety. There are reports of families who witnessed their children's resuscitation maneuvers and recommend this conduct to others and there are declarations that grief was eased in the cases when the child died.2 , 3 Studies assessing professionals’ opinions have shown mixed results. Among the reasons given by professionals to disagree with the presence of family members are: loss of emotional control by the family members and interference with the procedures, the professionals’ discomfort, increasing the chance of failure, limitations in the teaching of trainees, and increased risk of legal suits. Such justifications have been questioned, as they are based more on assumptions than on real facts. On the other hand, other studies have shown that there are professionals who prefer family involvement. Among the reasons for this preference is the opportunity to educate families about the patient's condition, pressing professionals to consider dignity and privacy when caring for the child, as well as better control of pain and decrease in suffering.4 - 6 The study by Mekitarian and Angelo,7 published in this issue, brings a valuable contribution by assessing the health professionals’ opinion on the family presence in the pediatric emergency room. In addition to being a pioneer study in the national literature, it demonstrates a methodology consistent with high scientific stringency. Mekitarian and Angelo found that younger professionals have better acceptance of family presence during invasive procedures. This fact should not be surprising, as the routine of considering the family as an active participant in the choice of treatment in any situation is a recent one. The discussion about the autonomy of patients and families when facing therapeutic options was introduced at the undergraduate level in health sciences and medical residency and specialization curricula in recent years. Professionals with more seniority (longer time since graduation) were taught to make centralized, arbitrary decisions.7 The observation, according to Mekitarian and Angelo,7 that the medical team was more favorable than the nursing staff to the family presence during invasive procedures is probably related to these professionals’ practices, that is, more invasive procedures are in general performed by physicians, whereas the less complex ones are performed by the nursing staff. The results of Mekitarian and Angelo greatly contribute to the creation of training and continuing education strategies for professionals working in emergency rooms in Brazil. It is worth mentioning, however, that care should be exercised in generalizing the results, since the study was carried out in the emergency room of a teaching hospital, where it is expected that professionals be up-to-date and qualified to perform invasive procedures and resuscitation maneuvers. Many international medical societies have recommended that families be offered the option of staying next to the child during invasive procedures and resuscitation; although Brazil is following this trend, any radicalism to force the adoption of this attitude by all professionals should be avoided, as well as condemning family members who, for several reasons, prefer not to be present. There shall be no impositions that may compromise treatment itself.8 The implementation of treatment protocols that include the option of family presence during invasive procedures and emergency treatments should contribute to improving treatment in general in emergency rooms, since it will bring more transparency to therapeutic conducts.9 A presença da família durante procedimentos invasivos e de ressuscitação em crianças vem se tornando mais comum na prática pediátrica, embora a maioria dos serviços de emergência no Brasil não tenha protocolos estruturados que norteiem essa conduta. A opinião de profissionais e de parentes sobre esse assunto vem sendo discutida na literatura.1 Estudos que avaliam a percepção dos parentes têm demonstrado fatores positivos quando presenciam tais intervenções. A família tem a oportunidade de perceber a real gravidade da doença ou do trauma e observar que foi realmente feito tudo que era possível, além de manter-se unida numa situação de estresse, o que aumenta o conforto e reduz a ansiedade da criança. Há relatos de famílias que presenciaram a ressuscitação de seus filhos e recomendaram essa conduta às outras e há depoimentos de que o luto foi facilitado em casos de morte da criança.2 , 3 Estudos que avaliam a opinião dos profissionais apresentam resultados diversos. Dentre os motivos alegados pelos profissionais para discordarem da presença dos parentes estão a perda de controle emocional da família e o prejuízo na execução dos procedimentos, o desconforto dos profissionais, que aumenta a chance de insucesso, a limitação no ensino de profissionais em treinamento e o aumento do risco de processo legal. Tais justificativas vêm sendo questionadas, já que estão baseadas mais em suposições do que em fatos. Por outro lado, outros estudos demonstram que há profissionais que preferem a participação da família. Dentre as razões que justificam essa conduta, destaca-se a oportunidade de educar as famílias sobre a condição do paciente, forçar os profissionais a pensarem na dignidade e privacidade no cuidado da criança, assim como no melhor controle da dor e redução do sofrimento.4 - 6 O estudo de Mekitarian e Angelo,7 publicado nesta edição, traz contribuição valiosa ao avaliar a opinião dos profissionais de saúde sobre a presença da família na sala de emergência pediátrica. Além de se tratar de estudo pioneiro na literatura nacional, apresenta metodologia consistente com elevado rigor científico. Mekitarian e Angelos observaram que profissionais mais jovens têm melhor aceitação da presença da família durante procedimentos invasivos. Esse fato não deve causar estranheza, já que o hábito de considerar a família como participante ativo na escolha do tratamento frente a qualquer situação é recente. A discussão a respeito da autonomia dos pacientes e parentes frente às opções terapêuticas foi introduzida na graduação nas ciências em saúde e nos currículos de residência e especialização há poucos anos. Profissionais com maior tempo de formação foram ensinados a tomar decisões centralizadas e arbitrárias.7 A observação, de acordo com Mekitarian e Angelo,7 de que a equipe médica foi mais favorável do que a equipe de enfermagem à presença da família durante os procedimentos mais invasivos provavelmente está relacionada à própria prática desses profissionais, ou seja, procedimentos mais invasivos em geral são do campo de atuação do médico e os menos complexos fazem parte dos cuidados de enfermagem. Os resultados de Mekitarian e Angelo contribuem sobremaneira para a formulação de estratégias de treinamento e educação continuada de profissionais que atuam em emergências no Brasil. É importante ressaltar, entretanto, que deve haver cuidado na generalização dos resultados obtidos, já que o estudo foi feito em um pronto-socorro de um hospital universitário, onde se espera que os profissionais estejam atualizados e habilitados para a execução de procedimentos invasivos e de ressuscitação. Muitas sociedades médicas internacionais têm recomendado que se ofereça à família a opção de permanecer ao lado da criança durante procedimentos invasivos e de ressuscitação. Embora a tendência no Brasil caminhe na mesma direção, deve-se evitar o radicalismo de forçar a adoção dessa atitude por todo profissional e/ou condenar parentes que, por motivos diversos, prefiram não estar presentes. De forma alguma deve haver imposição que possa comprometer o tratamento em si.8 A implantação de protocolos de atendimento que incluam a opção da presença da família durante procedimentos invasivos e tratamentos de emergência deve contribuir para a melhoria do tratamento de forma global nos prontos-socorros, já que trará mais transparência às condutas terapêuticas.9
  8 in total

1.  Provider experience and attitudes toward family presence during resuscitation procedures.

Authors:  Kirsten G Engel; Andrew R Barnosky; Mary Berry-Bovia; Jeffrey S Desmond; Peter A Ubel
Journal:  J Palliat Med       Date:  2007-10       Impact factor: 2.947

2.  Emergency medical service providers' experience with family presence during cardiopulmonary resuscitation.

Authors:  Scott Compton; Alexander Madgy; Mark Goldstein; Jaswinder Sandhu; Robert Dunne; Robert Swor
Journal:  Resuscitation       Date:  2006-06-27       Impact factor: 5.262

3.  Physician experience with family presence during cardiopulmonary resuscitation in children.

Authors:  Katherine J Gold; Daniel W Gorenflo; Thomas L Schwenk; Susan L Bratton
Journal:  Pediatr Crit Care Med       Date:  2006-09       Impact factor: 3.624

4.  Family presence during pediatric trauma team activation: an assessment of a structured program.

Authors:  Karen J O'Connell; Mirna M Farah; Philip Spandorfer; Joseph J Zorc
Journal:  Pediatrics       Date:  2007-09       Impact factor: 7.124

5.  Experience of families during cardiopulmonary resuscitation in a pediatric intensive care unit.

Authors:  Cynthia Tinsley; J Brandon Hill; Jason Shah; Grenith Zimmerman; Michele Wilson; Kiti Freier; Shamel Abd-Allah
Journal:  Pediatrics       Date:  2008-10       Impact factor: 7.124

6.  The effect of family presence on the efficiency of pediatric trauma resuscitations.

Authors:  Nanette C Dudley; Kristine W Hansen; Ronald A Furnival; Amy E Donaldson; Kaye Lynn Van Wagenen; Eric R Scaife
Journal:  Ann Emerg Med       Date:  2008-11-14       Impact factor: 5.721

7.  Family experiences during resuscitation at a children's hospital emergency department.

Authors:  Patricia R McGahey-Oakland; Holly S Lieder; Anne Young; Larry S Jefferson
Journal:  J Pediatr Health Care       Date:  2007 Jul-Aug       Impact factor: 1.812

8.  [Family's presence in the pediatric emergency room: opinion of health's professionals].

Authors:  Francine Fernandes Pires Mekitarian; Margareth Angelo
Journal:  Rev Paul Pediatr       Date:  2015-08-01
  8 in total

北京卡尤迪生物科技股份有限公司 © 2022-2023.