Terezinha Maria de Paiva1. 1. Laboratório de Vírus Respiratórios/NDR/CV, Instituto Adolfo Lutz, São Paulo, Brasil. Electronic address: tterezinha@uol.com.br.
The evolution of the methodologies used in the diagnosis of acute respiratory infections of
viral etiology is due to the advancement of molecular biology, immunology, genetics and
biotechnology. The development of the in vitro cell culture1 resulted in the isolation of viruses associated with
acute respiratory infection of the respiratory tract (respiratory syncytial virus,
adenovirus and parainfluenza virus). The discovery of the molecular structure of nucleic
acids2 contributed to the development of
molecular genetics, responsible, among other things, for the improvement of molecular
diagnosis of infectious diseases in the late twentieth century, as well as the disclosure
of new viral etiologies related to acute respiratory infection in the first decades of the
21st century.By the end of the 1980s, the diagnosis of respiratory infection consisted in the isolation
of the virus in cell cultures and serology. The great challenge faced by scientists at the
time was to enhance diagnostic methodologies, aiming to address the appropriate strategies
for disease prevention and control; i.e., to establish methodologies that would allow
attaining fast and specific diagnoses.3Considering the impact of infection by respiratory viruses in all age groups, especially
among children <5 years of age, patients with chronic diseases and adults ≥60 years of
age,3
,
4 a rapid diagnosis is important for: antiviral use;
respiratory disease etiology clarification; considering prescription of antibiotics;
knowing the natural history of the virus and its physiopathology, which helps to understand
the possible complications that may occur depending on the infection characteristics;
assessment of disease containment through quarantine; measuring the hospitalization period;
preventing unnecessary laboratory investigations, and dispensing with inappropriate
isolation of non-infected individuals.5
,
6The development of monoclonal antibodies in the 1970s7 contributed to the development of a specific antibody panel for influenza
virus types A and B, RSV, ADV, and PIV 1, 2 3, which allows the fast and specific
identification by direct or indirect immunofluorescence of the seven respiratory viruses.
The advent of molecular methodologies, starting in the 1980s,8 of which principle resides on the Polymerase Chain Reaction (PCR),
allowing the amplification of conserved genome targets of different etiological agents,
revolutionized the understanding of epidemiology, diagnosis and research of infectious
diseases of viral etiology, among other approaches. Currently, there are several fast and
specific diagnostic methods, using both the principle of immunofluorescence with monoclonal
antibodies and molecular methods, for simultaneous identification of different
viruses.9
,
10In this issue of Revista Paulista de Pediatria, Puerari et al.11 assessed the performance of both methods, using a method that allows
simultaneous identification of the seven respiratory viruses by direct immunofluorescence
and molecular diagnosis using Nested Polymerase Chain Reaction nested PCR, aiming at the
investigation of adenovirus in respiratory secretions collected from children with
congenital heart disease and children from the community with acute respiratory infection
(ARI).This phase of the research did not include the analysis of other respiratory viruses;
however, it showed that the molecular methodology was more sensitive for the detection of
adenovirus in different groups of children, when compared to immunofluorescence. Due to the
sensitivity in the detection of nucleic acids by nested PCR reported in the present
analysis, the authors recommend routine surveillance in patients with congenital heart
disease by molecular methods, considering the efficiency in the etiological agent
detection, especially the diagnostic flow performance.In this context, investment in research for the development of antiviral agents for
noninfluenza respiratory viruses, as well as to obtain knowledge on the molecular
epidemiology of different respiratory viruses in the community is of utmost importance, as
it will yield important information regarding the infection of hospitalized patients and of
patients with chronic diseases by different viruses that affect the respiratory tract.12To date, no antiviral drug has been approved against adenoviruses, which are well known for
their capacity to cause severe disease, particularly in immunosuppressed patients. Recent
clinical studies have assessed the oral formulation of the antiviral brincidofovir as a
promising treatment for patients belonging to risk groups and infected by
adenoviruses.13The evolution of diagnostic methodologies potentiates researches aiming at the creation of
antiviral agents and their timely intervention, providing better quality of life and
consequent advances in the field of Public Health.A evolução das metodologias usadas no diagnóstico das infecções respiratórias agudas de
etiologia viral é consequência do avanço dos estudos de biologia molecular, imunologia,
genética e biotecnologia. O desenvolvimento da cultura de células in
vitro
1 possibilitou o isolamento dos vírus associados
à infecção respiratória aguda do trato respiratório (vírus respiratório sincicial,
adenovírus e os vírus da parainfluenza). A descoberta da estrutura molecular dos ácidos
nucléicos 2 contribuiu para o desenvolvimento da
genética molecular, responsável, entre outras aplicações, pelo aprimoramento do
diagnóstico molecular das doenças infecciosas no fim do século XX e a revelação de novas
etiologias virais envolvidas em quadros de infecção respiratória aguda nas primeiras
décadas do século XXI.Até o fim da década de 1980, o diagnóstico da infecção respiratória consistia no
isolamento do vírus em cultura de células e sorologia. O grande desafio dos cientistas,
na época, era aprimorar as metodologias diagnósticas com vistas a contemplar as
estratégias oportunas de prevenção e controle da doença; ou seja, viabilizar
metodologias de diagnóstico rápido e específico.3Considerando o impacto da infecção pelos vírus respiratórios em todas as faixas etárias,
sobretudo em crianças menores de cinco anos, portadores de doenças crônicas e adultos na
faixa etária de 60 anos ou mais,3
and
4 o diagnóstico rápido é relevante para: uso de
antivirais; esclarecer a etiologia da doença respiratória; ponderar a prescrição de
antibióticos; conhecer a história natural do vírus e sua fisiopatologia que contribui
para o entendimento das possíveis complicações que possam ocorrer em função das
características da infecção; avaliação de contenção da doença pela quarentena; mensurar
o período de hospitalização; evitar investigações laboratoriais desnecessárias;
dispensar o isolamento inoportuno de indivíduos não infectados.5
and
6O desenvolvimento dos anticorpos monoclonais na década de 19707 contribuiu para a elaboração de painel de anticorpos específicos
para os vírus da influenza tipos A e B, VRS, ADV, PF 1, 2 e 3, o que permite a
identificação rápida e específica pela imunofluorescência direta ou indireta dos sete
vírus respiratórios. O advento de metodologias moleculares, a partir da década de
1980,8 cujo princípio reside na reação em
cadeia da polimerase polimerase chain reaction (PCR) -, que permite a
amplificação de alvos conservados do genoma de diferentes agentes etiológicos,
revolucionou o conhecimento da epidemiologia, o diagnóstico e a pesquisa das doenças
infecciosas de etiologia viral, entre outras abordagens. Atualmente, há diferentes
modalidades de diagnóstico rápido e específico que usam tanto o princípio da
imunofluorescência com anticorpos monoclonais quanto os métodos moleculares na
identificação simultânea de vários vírus. 9
and
10Neste fascículo da Revista Paulista de Pediatria, Puerari et al.11 avaliaram o desempenho de ambas as metodologias no formato que
permite a identificação simultânea dos sete vírus respiratórios, pela imunofluorescência
direta, e o diagnóstico molecular no formato nested polymerase chain
reaction (nested PCR), com vistas à investigação de
adenovírus em secreções respiratórias colhidas de crianças portadoras de cardiopatia
congênita e crianças da comunidade com quadro de infecção respiratória aguda (IRA).Essa fase da investigação não contemplou a análise de outros vírus respiratórios; no
entanto, revelou que a metodologia molecular foi mais sensível para a detecção de
adenovírus nos diferentes grupos de crianças, quando comparada à imunofluorescência. Em
função da sensibilidade na detecção de ácidos nucléicos pela nested
PCR, constatada na presente avaliação, os autores recomendam a vigilância de rotina em
pacientes portadores de cardiopatia congênita por métodos moleculares, tendo em vista a
eficiência na detecção do agente etiológico, sobretudo a condução do fluxo
diagnóstico.Nesse contexto, o investimento em pesquisas para o desenvolvimento de antivirais para os
vírus respiratórios não influenza e para o conhecimento da epidemiologia molecular dos
diferentes vírus respiratórios na comunidade é de fundamental importância, uma vez que
contribuirá com informações relevantes quanto à infecção de pacientes hospitalizados e
portadores de doenças crônicas pelos diferentes vírus que acometem o trato
respiratório.12Até o presente, não há uma droga antiviral aprovada contra os adenovírus, reconhecidos
pela sua capacidade de desenvolver quadros graves da doença, principalmente em pacientes
imunossuprimidos. Estudos clínicos recentes avaliam a formulação oral do brincidofovir
como um antiviral promissor para o tratamento de pacientes de grupos de risco infectados
pelos adenovírus.13A evolução das metodologias diagnósticas potencializa as pesquisas com vistas à geração
de antivirais e sua intervenção oportuna e proporciona a melhoria na qualidade de vida e
os consequentes avanços na área da saúde pública.
Authors: Alimuddin Zumla; Jaffar A Al-Tawfiq; Virve I Enne; Mike Kidd; Christian Drosten; Judy Breuer; Marcel A Muller; David Hui; Markus Maeurer; Matthew Bates; Peter Mwaba; Rafaat Al-Hakeem; Gregory Gray; Philippe Gautret; Abdullah A Al-Rabeeah; Ziad A Memish; Vanya Gant Journal: Lancet Infect Dis Date: 2014-09-01 Impact factor: 25.071
Authors: Jaffar A Al-Tawfiq; Alimuddin Zumla; Philippe Gautret; Gregory C Gray; David S Hui; Abdullah A Al-Rabeeah; Ziad A Memish Journal: Lancet Infect Dis Date: 2014-09-01 Impact factor: 25.071