Literature DB >> 24310639

Mortality distribution due to tracheal, lung, and bronchial cancer by gender, Brazil, 1980-2010.

Raphael Mendonça Guimarães1, Talami Sayole Costa Santos.   

Abstract

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Year:  2013        PMID: 24310639      PMCID: PMC4075881          DOI: 10.1590/S1806-37132013000500016

Source DB:  PubMed          Journal:  J Bras Pneumol        ISSN: 1806-3713            Impact factor:   2.624


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To the Editor:

Lung cancer is the most common type of cancer worldwide in terms of mortality and incidence.( ) The Brazilian National Cancer Institute estimates that, in 2010 in Brazil, there were 27,630 new cases of lung cancer, which became the second and fourth most common type of cancer among men and women, respectively,( ) with a high burden of disease attributable to it.( ) One group of authors,( ) evaluating the age-period-cohort effect, stated that, with respect to the age effect, the risk of mortality increases with age, beginning at an early age. Regarding the cohort effect, those authors reported that there is a lower risk of mortality among men born after 1950 and an increasing risk in all groups of women. Finally, the results regarding younger generations indicate that the current trend is likely to continue; the cohort effect among women suggests a trend toward an increase in mortality rates, whereas a decrease in mortality rates among men under 65 years of age suggests that this trend will continue. Studies of trends in lung cancer mortality in Brazil, published in the Brazilian Journal of Pulmonology,( , ) revealed that the age-adjusted mortality rate among men increased from 10.6 deaths/100,000 population in 1979 to 13.1 deaths/100,00 population in 2004. Over the same period, that rate increased from 3.0 to 5.4 deaths/100,000 population among women. Mendonça et al.( ) observed that, although the magnitude of lung cancer mortality is greater among men, the increase in the age-adjusted mortality rate was much greater among women (80%) than among men (23.6%) in the study period (1979-2003). Five years after those studies were published, however, a different behavior can be seen by observing the trend in mortality, stratified by gender. Figure 1 shows the linear trend in mortality from tracheal, lung, and bronchial cancer by gender. Between 1980 and 2010, the linear trend shows an increase in mortality for both genders, although of different magnitudes for the rate and the trend. However, joinpoint regression analysis, which allows adjustment of data from a series on the basis of the smallest possible number of joinpoints (zero, i.e., a line with no joinpoints) and tests whether the inclusion of more joinpoints is statistically significant, showed that the trend behavior is different for each gender (Table 1). After adjustment, the apparent fluctuation for the male gender is explained by different trends in the period, with an increase in mortality between 1980 and 1995 (significant) and between 2000 and 2005, as well as a decrease in mortality between 1996 and 2001 and between 2006 and 2010 (significant). For women, in contrast, there is a homogeneous upward trend over the entire period, linearly.
Figure 1

Linear trend in mortality from lung, tracheal, and bronchial cancer by gender. Brazil, 1980-2010.

Table 1

Estimates of temporal trends in cause-specific mortality rates for tracheal, lung, and bronchial cancer on the basis of cut-off points determined by joinpoint regression. Brazil, 1980-2010.

CSMR: cause-specific mortality rates; AAPC: average annual percent change; LL: lower limit; and UL: upper limit. Significant differences

CSMR: cause-specific mortality rates; AAPC: average annual percent change; LL: lower limit; and UL: upper limit. Significant differences The study of mortality by means of time trend analysis can be a useful instrument for assessing tracheal, lung, and bronchial cancer, given that it provides a source of information to support the decision-making policy, and it can serve as a tool to aid in assessing the impact of the prevention measures that are being implemented.( ) In addition, time trends can reflect differences in population structure (such as age), as well as access to health care and the quality of care. Mortality rates are also affected by disease risk and protective factors, which can change over time and affect different population groups.( ) In 1996, Brazil enacted a federal law (number 9,294/96) that restricts the use-as well as the advertising-of tobacco products in collective environments, whether public or private, except for areas designated for such consumption (also known as smoking areas), provided that they are isolated and ventilated.( ) In addition, in order to be in closer compliance with Article 8 of the Framework Convention on Tobacco Control,( ) an international treaty developed by the World Health Organization, to which Brazil is a signatory, states and municipalities have developed laws that eliminate smoking areas and prohibit the consumption of cigarettes, cigars, pipes, and cigarillos in bars, restaurants, nightclubs, schools, supermarkets, shopping centers, common areas in condominiums and hotels, etc.( ) The smoking control policy in Brazil has been successful in preventing smoking initiation among young people. However, it is possible that it affects genders, social classes, and age groups differently. The data presented suggest that the dynamics of smoking prevalence in Brazil vary as a function of gender. Therefore, effective interventions for smoking cessation and for reducing smoking initiation among young people should be considered priorities, because they are really necessary to reduce lung cancer and other smoking-related diseases.

Ao Editor:

O câncer de pulmão é o tipo mais comum de neoplasia no mundo em mortalidade e incidência.( ) O Instituto Nacional de Câncer estima que ocorreram 27.630 novos casos de câncer de pulmão no Brasil em 2010, tornando-se, respectivamente, o segundo e quarto tipo de câncer mais comum entre homens e mulheres,( ) com uma alta carga de doença atribuível a ele.( ) Um grupo de autores,( ) ao avaliar o efeito idade-período-coorte, afirmaram que, no que diz respeito ao efeito de idade, há um aumento do risco desde as idades mais precoces. Com relação ao efeito de coorte, os autores referiram existir um menor risco de mortalidade entre os homens nascidos depois de 1950 e um risco cada vez maior em todos os grupos de mulheres. Finalmente, os resultados em relação às gerações mais jovens indicam que a tendência atual é provável que continue; o efeito coorte entre mulheres sugere uma tendência de aumento nas taxas de mortalidade, enquanto uma diminuição nas taxas entre homens com menos de 65 anos sugere que essa tendência irá continuar. Estudos de tendências de mortalidade por câncer de pulmão no Brasil, publicados no Jornal Brasileiro de Pneumologia,(5,6) revelaram que a taxa de mortalidade ajustada por idade entre os homens aumentou de 10,6 mortes/100.000 habitantes em 1979 para 13,1 mortes/100.000 habitantes de em 2004. Durante o mesmo período, o aumento foi de 3,0 para 5,4 mortes/100.000 habitantes entre as mulheres. Mendonça et al.(7) observaram que, embora a magnitude da mortalidade por câncer de pulmão seja maior entre homens, o aumento da taxa de mortalidade ajustada à idade em mulheres (80%) era muito maior do que entre os homens (23,6%) no período estudado (1979-2003). Passados 5 anos após aquelas publicações, entretanto, ao se observar a tendência da mortalidade, estratificada por sexo, um comportamento diferenciado pode ser evidenciado. Na Figura 1, apresenta-se a tendência linear da mortalidade por câncer de traqueia, pulmão e brônquios segundo o sexo. No período entre 1980 e 2010, observa-se, para a tendência linear, um aumento da mortalidade para ambos os sexos, ainda que em diferentes magnitudes para a taxa e para a tendência. Entretanto, ao realizar a análise de regressão joinpoint (ponto de inflexão), que permite o ajuste de dados de uma série a partir do menor número possível de joinpoints (zero, ou seja, uma reta sem pontos de inflexão) e que testa se a inclusão de mais joinpoints é estatisticamente significativa, observamos que o comportamento da tendência é diferente para cada gênero, conforme apresentado na Tabela 1. Observa-se, após a modelagem, que a aparente flutuação para o sexo masculino é explicada por diferentes tendências no período, com aumento da mortalidade para os períodos entre 1980 e 1995 (significativo) e entre 2000 e 2005, assim como um decréscimo da mesma nos períodos entre 1996 e 2001 e entre 2006 e 2010 (significativo). Já para as mulheres, a tendência é homogênea e de aumento para todo o período linearmente.
Figura 1

Tendência linear da mortalidade por câncer de pulmão, traqueia e brônquios segundo sexo. Brasil, 1980-2010.

Tabela 1

Estimativas de tendência temporal das taxas de mortalidade específicas por câncer de traqueia, pulmão e brônquios segundo pontos de corte obtidos através de regressão joinpoint. Brasil, 1980-2010.

TME: taxas de mortalidade específicas; APC: average annual percent change (variação percentual anual média); LI: limite inferior; e LS: limite superior. Diferenças significativas.

TME: taxas de mortalidade específicas; APC: average annual percent change (variação percentual anual média); LI: limite inferior; e LS: limite superior. Diferenças significativas. O estudo da mortalidade por análise de tendência do tempo pode ser um instrumento útil para a avaliação de câncer de traqueia, pulmão e brônquios, uma vez que fornece uma fonte de informação para apoiar a política de tomada de decisão, bem como servir como uma ferramenta para auxiliar na avaliação do impacto das medidas de prevenção já em implementação.( ) Ainda, as tendências temporais podem refletir diferenças na estrutura da população (como idade), o acesso aos serviços de saúde e a qualidade de atendimento. As taxas de mortalidade também são influenciadas por risco de doença e fatores de proteção, o que pode mudar com o tempo e afetar diferentes grupos populacionais.( ) Em 1996, o Brasil promulgou a lei federal 9.294/96, que restringe o uso e a propaganda de produtos derivados de tabaco em locais coletivos, públicos ou privados, à exceção das áreas destinadas para seu consumo, desde que isoladas e ventiladas (fumódromos).( ) Ainda, com o objetivo de se aproximar mais do artigo 8 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco,( ) tratado internacional elaborado pela Organização Mundial da Saúde e do qual o Brasil é signatário, estados e municípios têm elaborados leis que eliminam a presença dos fumódromos e proíbem o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e cigarrilhas em bares, restaurantes, casas noturnas, escolas, áreas comuns de condomínios e hotéis, supermercados, shoppings, etc.( ) A política de controle do tabagismo no Brasil tem sido exitosa para prevenir a iniciação de jovens. Entretanto, é possível que ela atinja de forma diferenciada gêneros, classes econômicas e faixas etárias. Os dados apresentados sugerem que a dinâmica de prevalência de tabagismo no país varia em função do gênero. Nesse sentido, ações efetivas para a cessação de fumar e para a redução da iniciação entre jovens devem ser encaradas como prioridades, pois essas são realmente necessárias para reduzir o câncer de pulmão e outras doenças associadas ao tabaco.
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1.  Chronic non-communicable diseases in Brazil: burden and current challenges.

Authors:  Maria Inês Schmidt; Bruce Bartholow Duncan; Gulnar Azevedo e Silva; Ana Maria Menezes; Carlos Augusto Monteiro; Sandhi Maria Barreto; Dora Chor; Paulo Rossi Menezes
Journal:  Lancet       Date:  2011-05-09       Impact factor: 79.321

2.  Trends in lung cancer mortality in Brazil from the 1980s into the early 21st century: age-period-cohort analysis.

Authors:  Mirian Carvalho de Souza; Ana Glória Godoi Vasconcelos; Oswaldo Gonçalves Cruz
Journal:  Cad Saude Publica       Date:  2012-01       Impact factor: 1.632

3.  [Effect of birth cohort, period of diagnosis and age on cancer incidence in Navarra, 1973-1997].

Authors:  P González Diego; M T Jiménez Buñuales; J J Viñes
Journal:  An Sist Sanit Navar       Date:  2005 Sep-Dec       Impact factor: 0.829

4.  Temporal trend in and spatial distribution of lung cancer mortality in Brazil between 1979 and 2004: magnitude, regional patterns, and gender-related differences.

Authors:  Antonio Fernando Boing; Tiana Fávero Rossi
Journal:  J Bras Pneumol       Date:  2007 Sep-Oct       Impact factor: 2.624

5.  Lung cancer, cancer of the trachea, and bronchial cancer: mortality trends in Brazil, 1980-2003.

Authors:  Deborah Carvalho Malta; Lenildo de Moura; Maria de Fátima Marinho de Souza; Maria Paula Curado; Airlane Pereira Alencar; Gizelton Pereira Alencar
Journal:  J Bras Pneumol       Date:  2007 Sep-Oct       Impact factor: 2.624

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Review 1.  Identifying activating mutations in the EGFR gene: prognostic and therapeutic implications in non-small cell lung cancer.

Authors:  Gabriel Lima Lopes; Edoardo Filippo de Queiroz Vattimo; Gilberto de Castro Junior
Journal:  J Bras Pneumol       Date:  2015 Jul-Aug       Impact factor: 2.624

2.  Challenges of Implementing Lung Cancer Screening in a Developing Country: Results of the Second Brazilian Early Lung Cancer Screening Trial (BRELT2).

Authors:  Bruno Hochhegger; Spencer Camargo; Gustavo Borges da Silva Teles; Rodrigo Caruso Chate; Gilberto Szarf; Marcos Duarte Guimarães; Jefferson Luiz Gross; Paula Nicole Vieira Pinto Barbosa; Rodrigo Sampaio Chiarantano; Rui Manuel Reis; Edmundo Carvalho Mauad; Mario Ghefter; Petrucio Sarmento; Raphael Pereira; José Rocha; Marcel Lima Albuquerque; André Miotto; Daniela Cristina Almeida Dias; Juliana P Franceschini; Hiran C Fernando; Ricardo Sales Dos Santos
Journal:  JCO Glob Oncol       Date:  2022-01
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