A insuficiência cardíaca (IC) é considerada uma doença prevalente, limitando a sobrevida e constituindo uma das principais causas de hospitalização ou morte em vários países, incluindo o Brasil.[1] Uma classificação clínica dos portadores de IC pode ser considerada importante, como referência inicial, por informar a condição funcional desses pacientes. Classicamente, são utilizadas a classificação subjetiva da New York Heart Association (NYHA) e a objetiva de Weber.[2] A classificação funcional da NYHA e o consumo de oxigênio no pico do esforço foram determinantes na determinação da condição funcional em portadores da Doença de Chagas,[3] porém, em outras patologias observa-se certos pacientes pouco sintomáticos e com alto risco de hospitalização ou de morte.[4]Nos portadores de IC considera-se, também, na avaliação da capacidade funcional e prognóstica o Teste de Caminhada de 6 minutos, considerado com valor preditivo de mortalidade em pacientes com IC classe funcional II e III (NYHA).[5]Os estudos da avaliação cardiopulmonar têm se expandido, simultaneamente, aos estudos da fisiologia do exercício, com melhor precisão na avaliação funcional e, através dos parâmetros obtidos no Teste Cardiopulmonar de Exercício (TCPE), se têm variáveis de inferência prognóstica, as quais definem condutas e orientam na prescrição de exercícios.[6]O estudo de Ritt et al.,[7] bem delineado, analisou correlação e concordância entre as classes da NYHA e as variáveis do TCPE. Foram destacadas as variáveis mais estudadas na atualidade.[1] Sugerimos, como continuação do estudo, incluir correlações com a Potência Circulatória (Pressão Arterial Sistólica máxima x V’O2 pico)[8] e V’O2 no limiar I,[9] parâmetros que determinam perspectivas prognósticas e, como futuro estudo, o escore de risco para prever a mortalidade pós alta hospitalar em pacientes com IC.[10]Reiteramos nossos cumprimentos aos autores[7] pelo estudo e, pela sugestão para futuras pesquisas visando uma classificação baseada nos parâmetros obtidos no TCPE, com acurácia para indicação de transplante cardíaco ou colocação de ventrículo artificial.Heart failure (HF) is considered a prevalent disease, limiting survival and constituting one of the leading causes of hospitalization or death in several countries, including Brazil.[1] Therefore, clinical classification in patients with HF can be considered important as an initial reference, as it informs the functional condition of these patients. Classically, the subjective classification of the New York Heart Association (NYHA) and the objective classification of Weber[2] are the most used. The NYHA functional classification and oxygen consumption at peak exertion were decisive in determining the functional condition of patients with Chagas disease.[3] However, certain patients with minor symptoms are at high risk of hospitalization or death.[4]In patients with HF, the 6-minute walk test is also considered in assessing functional and prognostic capacity. This test has a predictive value for mortality in patients with HF functional class II and III (NYHA).[5]Studies of cardiopulmonary assessment have expanded, simultaneously, to studies of exercise physiology, with better precision in the functional evaluation and, through the parameters obtained in the Cardiopulmonary Exercise Test (CPET), we have prognostic inference variables, which define conducts and guide the prescription of exercises.[6]The well-designed study by Ritt et al.[7] analyzed the correlation and agreement between NYHA classes and CPET variables. The most studied variables today were highlighted.[1] We suggest, as a continuation of the study, to include correlations with Circulatory Power (Maximum Systolic Blood Pressure x V’O2 peak)[8] and V’O2 at the threshold I,[9] parameters that determine prognostic perspectives and, as a future study, the risk score to predict post-discharge mortality in patients with HF.[10]We reiterate our congratulations to the authors[7] for the study and the suggestion for future research aiming at a classification based on the parameters obtained in the CPET, with accuracy for indication of heart transplantation or placement of artificial ventricle.
Authors: Anuradha Lala; Keyur B Shah; David E Lanfear; Jennifer T Thibodeau; Maryse Palardy; Amrut V Ambardekar; Dennis M McNamara; Wendy C Taddei-Peters; J Timothy Baldwin; Neal Jeffries; Shokoufeh Khalatbari; Cathie Spino; Blair Richards; Douglas L Mann; Garrick C Stewart; Keith D Aaronson; Donna M Mancini Journal: JACC Heart Fail Date: 2021-01-28 Impact factor: 12.035
Authors: Theresa A McDonagh; Marco Metra; Marianna Adamo; Roy S Gardner; Andreas Baumbach; Michael Böhm; Haran Burri; Javed Butler; Jelena Čelutkienė; Ovidiu Chioncel; John G F Cleland; Andrew J S Coats; Maria G Crespo-Leiro; Dimitrios Farmakis; Martine Gilard; Stephane Heymans; Arno W Hoes; Tiny Jaarsma; Ewa A Jankowska; Mitja Lainscak; Carolyn S P Lam; Alexander R Lyon; John J V McMurray; Alexandre Mebazaa; Richard Mindham; Claudio Muneretto; Massimo Francesco Piepoli; Susanna Price; Giuseppe M C Rosano; Frank Ruschitzka; Anne Kathrine Skibelund Journal: Eur Heart J Date: 2021-09-21 Impact factor: 29.983