Literature DB >> 35262585

Neoplasms and the Evaluation of Risk of Cardiovascular Disease.

Cristina Salvadori Bittar1,2,3.   

Abstract

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Year:  2022        PMID: 35262585      PMCID: PMC8856679          DOI: 10.36660/abc.20220007

Source DB:  PubMed          Journal:  Arq Bras Cardiol        ISSN: 0066-782X            Impact factor:   2.000


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A doença cardiovascular (DCV) e as neoplasias são, na atualidade, as duas principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo.[1] Tanto a incidência de câncer quanto a de doença cardiovascular aumentam com a idade, sendo que 77% dos casos de câncer são diagnosticados em pacientes com mais de 55 anos e, concomitantemente, o risco cardiovascular também é maior em pacientes homens acima de 55 anos e mulheres acima de 65 anos. No Brasil, em 2016, as DCV apresentaram as maiores taxas de mortalidade e anos de vida perdidos ajustados por incapacidade, em ambos os sexos.[2] Devido ao grande impacto das duas doenças mais prevalentes que emergem em paralelo e interagem entre si, é importante considerarmos como manejar essas duas doenças individualmente e do ponto de vista populacional. Além disso, poucos estudos exploraram a população de indivíduos com uma “carga dupla” dessas doenças, conhecida como “ double burden ”.[3] Essas patologias compartilham uma série de fatores de risco modificáveis e mecanismos fisiopatológicos que frequentemente coexistem nos mesmos pacientes. [4] O câncer de pulmão é a causa número 1 de morte por câncer em homens e a causa número 2 em mulheres em todo o mundo. Evidências de vários estudos apoiam uma forte associação entre câncer de pulmão e DCV: os pacientes com câncer de pulmão têm um risco aumentado de aproximadamente 66% de DCV e um risco aumentado de 89% de doença arterial coronariana isoladamente em comparação com aqueles sem câncer de pulmão.[5] No estudo realizado por Mingzhuang Sun et al.[6] publicado neste volume do Arquivos Brasileiros de Cardiologia, foi realizada uma análise transversal de 75 pacientes recém-diagnosticados com neoplasia de pulmão, entre 2009 e 2019, em um hospital em Beijing, China (Chinese PLA General Hospital). Esses pacientes foram submetidos a cineangiocoronariografia e comparados com 225 pacientes-controle sem neoplasia. Os pacientes com tratamento cardiológico (angioplastia ou revascularização coronariana) ou com tratamento oncológico prévio foram excluídos. A gravidade da doença coronariana foi avaliada utilizando o escore SYNTAX, sendo dividido em quartis, com base na distribuição do escore em todos os indivíduos do estudo. A maioria dos pacientes com neoplasia foi diagnosticada com o tipo não pequenas células (92%) em estágio I e II (75%). Em pacientes com câncer de pulmão, o escore SYNTAX foi de 20,0%, 20,0%, 24,0% e 36,0% nos pacientes nos quartis mais baixo, médio-inferior, médio-superior e mais alto, respectivamente. Nos pacientes-controle, a porcentagem de pacientes foi de 26,7%, 26,2%, 25,8% e 21,3% do quartil mais baixo ao mais alto, respectivamente. Houve uma diferença na distribuição dos escores entre os pacientes com câncer de pulmão e os pacientes-controle, tendo o grupo com câncer uma porcentagem significativamente mais alta de pacientes com escores SYNTAX mais alto (36% versus 21,6%). A mensagem principal que o estudo levanta é a de que existem evidências epidemiológicas mostradas neste e em outros estudos sobre a relação existente entre o diagnóstico oncológico, principalmente nos casos de câncer de pulmão, mama e cólon e o risco aumentado de DCV.[7] Dessa forma, o diagnóstico dessas neoplasias deve desencadear a lembrança de uma avaliação de risco de DCV concomitante, uma vez que o tratamento e, consequentemente, o prognóstico de ambas as patologias evoluiu grandemente nos últimos anos, com aumento de sobrevida.[8] Sendo assim, trata-se de tema importante tanto para os cardio-oncologistas quanto para os cardiologistas em geral, dada a alta prevalência. Neste estudo, a avaliação coronariana foi realizada através de cineangiocoronariografia, mas levanta também uma reflexão e algumas hipóteses sobre o melhor método de avaliação de DCV nesta população, dadas as particularidades e a complexidade dos pacientes nesta situação. Trata-se de um estudo realizado na população chinesa que nos lembra da necessidade de geração e busca de dados nacionais para conhecimento do nosso perfil populacional e planejamento de ações futuras de doenças tão prevalentes. Cardiovascular disease (CVD) and neoplasms are currently the two leading causes of mortality in Brazil and in the world.[1] Both the incidence of cancer and neoplasms increase with age, with 77% of cancer cases being diagnosed in patients older than 55 and, concomitantly, the cardiovascular risk is also higher in male patients older than 55 and women older than 65. In Brazil, in 2016, CVDs had the highest rates of mortality and disability-adjusted years of life lost, in both sexes.[2] Due to the great impact of the two most prevalent diseases that emerge in parallel and interact with each other, it is important to consider how to manage these two diseases individually and from a population point of view. In addition, few studies have explored the population of individuals with a double burden of these diseases.[3] These pathologies share a number of modifiable risk factors and pathophysiological mechanisms that often coexist in the same patients.[4] Lung cancer is the number 1 cause of cancer death in men and the number 2 cause of cancer death in women worldwide. Evidence from several studies supports a strong association between lung cancer and CVDs: patients with lung cancer have an approximately 66% increased risk of CVD and an 89% increased risk of coronary artery disease alone compared with those without lung cancer.[5] In the study conducted by Mingzhuang et al.[6] published in this volume of Arquivos Brasileiros de Cardiologia, a cross-sectional analysis was performed of 75 newly diagnosed patients with lung cancer between 2009 and 2019 at a hospital in Beijing, China (Chinese PLA General Hospital). These patients underwent coronary angiography and were compared with 225 control patients without neoplasms. Patients under cardiological treatment (angioplasty or coronary artery bypass grafting) or with previous cancer treatment were excluded. The severity of coronary artery disease was assessed using the SYNTAX score, divided into quartiles, based on the distribution of the score across all study subjects. Most patients with neoplasms were diagnosed with the non-small cell type (92%) in stage I and II (75%). In lung cancer patients, the SYNTAX score was 20.0%, 20.0%, 24.0%, and 36.0% in the patients in the lowest, lowest-middle, upper-middle, and highest quartiles, respectively. In control patients, the percentage of patients was 26.7%, 26.2%, 25.8% and 21.3% from the lowest to the highest quartile, respectively. There was a trend in the distribution of patient scores that differed between lung cancer patients and control patients, with the cancer group having a significantly higher percentage of patients with higher SYNTAX scores (36% versus 21.6%). The main message that the study conveys is that there is epidemiological evidence shown in this and in other studies about the relationship between oncological diagnosis, especially in cases of lung, breast and colon cancer, and the increased risk of CVD.[7] Therefore, diagnosis of these neoplasms should trigger the reminder of a risk assessment of concomitant CVD, since the treatment and, consequently, the prognosis of both pathologies has greatly evolved in recent years, with increased survival.[8] It is then an important topic for both cardio-oncologists and cardiologists in general, given its high prevalence. In this study, coronary evaluation was performed using coronary angiography, but it also raises a reflection and some hypotheses about the best method for evaluating CVDs in this population, given the particularities and complexity of patients in this situation. This is a study carried out with the Chinese population that reminds us of the need to generate and search for national data in order to have better knowledge about our population profile and plan future actions for such prevalent diseases.
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1.  Lung Cancer and Risk of Cardiovascular Disease: A Meta-analysis of Cohort Studies.

Authors:  Min Yuan; Qiu-Gen Li
Journal:  J Cardiothorac Vasc Anesth       Date:  2017-04-19       Impact factor: 2.628

2.  Brazilian Cardio-oncology Guideline - 2020.

Authors:  Ludhmila Abrahão Hajjar; Isabela Bispo Santos da Silva da Costa; Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes; Paulo Marcelo Gehm Hoff; Maria Del Pilar Estevez Diz; Silvia Moulin Ribeiro Fonseca; Cristina Salvadori Bittar; Marília Harumi Higuchi Dos Santos Rehder; Stephanie Itala Rizk; Dirceu Rodrigues Almeida; Gustavo Dos Santos Fernandes; Luís Beck-da-Silva; Carlos Augusto Homem de Magalhães Campos; Marcelo Westerlund Montera; Sílvia Marinho Martins Alves; Júlia Tizue Fukushima; Maria Verônica Câmara Dos Santos; Carlos Eduardo Negrão; Thiago Liguori Feliciano da Silva; Silvia Moreira Ayub Ferreira; Marcus Vinicius Bolivar Malachias; Maria da Consolação Vieira Moreira; Manuel Maria Ramos Valente Neto; Veronica Cristina Quiroga Fonseca; Maria Carolina Feres de Almeida Soeiro; Juliana Barbosa Sobral Alves; Carolina Maria Pinto Domingues Carvalho Silva; João Sbano; Ricardo Pavanello; Ibraim Masciarelli F Pinto; Antônio Felipe Simão; Marianna Deway Andrade Dracoulakis; Ana Oliveira Hoff; Bruna Morhy Borges Leal Assunção; Yana Novis; Laura Testa; Aristóteles Comte de Alencar Filho; Cecília Beatriz Bittencourt Viana Cruz; Juliana Pereira; Diego Ribeiro Garcia; Cesar Higa Nomura; Carlos Eduardo Rochitte; Ariane Vieira Scarlatelli Macedo; Patricia Tavares Felipe Marcatti; Wilson Mathias Junior; Evanius Garcia Wiermann; Renata do Val; Helano Freitas; Anelisa Coutinho; Clarissa Maria de Cerqueira Mathias; Fernando Meton de Alencar Camara Vieira; André Deeke Sasse; Vanderson Rocha; José Antônio Franchini Ramires; Roberto Kalil Filho
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2020-11       Impact factor: 2.000

3.  Cardiovascular comorbidities and survival of lung cancer patients: Medicare data based analysis.

Authors:  Julia Kravchenko; Mark Berry; Konstantin Arbeev; H Kim Lyerly; Anatoly Yashin; Igor Akushevich
Journal:  Lung Cancer       Date:  2015-01-17       Impact factor: 5.705

Review 4.  Synergistic Opportunities in the Interplay Between Cancer Screening and Cardiovascular Disease Risk Assessment: Together We Are Stronger.

Authors:  Catherine E Handy; Renato Quispe; Xavier Pinto; Michael J Blaha; Roger S Blumenthal; Erin D Michos; Joao A C Lima; Eliseo Guallar; Seungho Ryu; Juhee Cho; James A Kaye; Josep Comin-Colet; Xavier Corbella; Miguel Cainzos-Achirica
Journal:  Circulation       Date:  2018-08-14       Impact factor: 29.690

Review 5.  Shared Risk Factors in Cardiovascular Disease and Cancer.

Authors:  Ryan J Koene; Anna E Prizment; Anne Blaes; Suma H Konety
Journal:  Circulation       Date:  2016-03-15       Impact factor: 29.690

6.  An emerging double burden of disease: the prevalence of individuals with cardiovascular disease and cancer.

Authors:  C Kreatsoulas; S S Anand; S V Subramanian
Journal:  J Intern Med       Date:  2013-12-21       Impact factor: 8.989

7.  Cardiovascular Risk Estimates in Ten Years in the Brazilian Population, a Population-Based Study.

Authors:  Deborah Carvalho Malta; Pedro Cisalpino Pinheiro; Renato Azeredo Teixeira; Isis Eloah Machado; Filipe Malta Dos Santos; Antônio Luiz Pinho Ribeiro
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2021-03       Impact factor: 2.000

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