Literature DB >> 34550234

Is It Time to Move From Diagnosis to Active Intervention in Brazilian Workplaces? A Call for Action.

Fernando Nobre1, André Schmidt2.   

Abstract

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Year:  2021        PMID: 34550234      PMCID: PMC8462962          DOI: 10.36660/abc.20210619

Source DB:  PubMed          Journal:  Arq Bras Cardiol        ISSN: 0066-782X            Impact factor:   2.000


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A hipertensão arterial (HA) é um dos principais fatores de risco de insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e doença renal crônica. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, 21,4% (IC95% 20,8-22,0) dos adultos autorrelataram a presença de HA; no entanto, considerando as medições da pressão arterial (PA) dos respondentes e o uso de medicação anti-hipertensiva, a taxa de adultos com PA maior ou igual a 140/90 mmHg chegou a 32,3% (IC95% 31,7-33,0). A prevalência de HA foi maior entre os homens, e, conforme o esperado, essa taxa foi altamente influenciada pela idade, chegando a 71,7% dos indivíduos com mais de 70 anos de idade., Portanto, todos os estudos que determinam a prevalência de HA são muito importantes para programas de prevenção, tratamento e acompanhamento. As amostras representativas da força de trabalho são de especial importância, pois incluem a população mais jovem, em idade produtiva e com maior expectativa de vida. Diversos estudos publicados no Brasil– avaliaram a prevalência de HA e outros fatores de risco em populações de trabalhadores industriais de diferentes áreas de especialização. Nesses estudos, a prevalência de HA variou de 6% (estágio 2), de acordo com o VII Joint National Committee, a 19%-35,1% em diferentes regiões brasileiras entre adultos de diferentes idades (idade média de 35,4 anos). Já está bem estabelecido que diversos fatores de risco contribuem para o desenvolvimento da HA, como obesidade, abuso de álcool, sedentarismo, hereditariedade, idade, sexo, entre outros. No artigo de Xavier et al., publicado neste volume dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, os autores relataram a prevalência de HA em uma população de trabalhadores industriais no Rio Grande do Sul, Brasil, de pelo menos cinco setores de atividades industriais distintas. Os autores também avaliaram os fatores de risco para o desenvolvimento de HA. O achado de prevalência média de 10,3% em pessoas com idade média de 32,8 anos está de acordo com o observado anteriormente. Em relação aos fatores determinantes de HA, foram observadas relações diretas entre idade e PA elevada, sendo mais frequente em homens do que mulheres, em pessoas com excesso de peso e obesas e naqueles com baixa escolaridade e hereditariedade para hipertensão. Esses dados são compatíveis com os relatados em estudos anteriores e em diretrizes de HA. Em relação ao estudo, questões metodológicas podem afetar alguns dos achados, principalmente a ausência de correlações estatisticamente significativas com renda familiar, tabagismo, consumo de álcool e nível de atividade física, mesmo considerando que os dados foram obtidos há mais de uma década. Primeiro: o método auscultatório de medição da PA está certamente mais sujeito a erros metodológicos e requer equipe qualificada para ser consistente. Hoje em dia, equipamentos automáticos bem validados são preferíveis para o diagnóstico, conforme recomendado por diretrizes recentes. Segundo: a análise do estado nutricional por meio do índice de massa corporal (IMC) pode ser refinada com a medição da circunferência da cintura, que está mais relacionada ao prognóstico, elimina a imprecisão do IMC na estimativa do acúmulo de gordura e aparenta ser mais precisa em relação à HA. Em resumo, o estudo expõe fatores que podem contribuir para a incidência da HA em uma determinada população de trabalhadores industriais, alertando para a necessidade de prevenção, diagnóstico e orientação para uma doença de alta morbidade que contribui para altas taxas de mortalidade. Ainda, reproduz dados anteriores e leva a um questionamento intrigante: está na hora de avançarmos para além do diagnóstico? No momento atual, pode ser apropriado utilizar os grandes bancos de dados de todas as regiões do país para dar um passo adiante e propor intervenções ativas lideradas por organizações de apoio já existentes e organizadas (SESI e SENAI, por exemplo). Medidas simples, como atividades de promoção da saúde no ambiente de trabalho, o planejamento de alimentação saudável para indústrias com refeitório e até a oferta gratuita de lanches saudáveis, podem impactar futuramente os fatores de risco para HA e sua modificação ou, pelo menos, a percepção individual de bem-estar. Algumas iniciativas em nosso país têm apresentado bons resultados e precisam ser ampliadas. A Sociedade Brasileira de Cardiologia deve liderar os esforços nessa direção! Arterial hypertension (AH) is a major contributing risk factor for heart failure, myocardial infarction, stroke, and chronic kidney disease. According to the 2013 Brazilian National Health Survey, 21.4% (95%CI 20.8-22.0) of adults self-reported having AH; however, considering their blood pressure (BP) measurements and the use of antihypertensive medications, the rate of adults with BP greater than or equal to 140/90 mm Hg reached 32.3% (95% CI 31.7-33.0). The prevalence of AH was higher among men, and, as expected, this rate was highly affected by aging, reaching 71.7% for individuals over 70 years of age., Therefore, every study to determine the prevalence of AH is very important for prevention, treatment, and follow-up programs. Samples representing the workforce are of particular importance because they are younger, in the productive age and have a longer life expectancy. Several studies published in Brazil– have assessed the prevalence of AH and other risk factors in populations of industrial workers across different areas of expertise. In these studies, the prevalence of AH ranged from 6% (stage 2), according to the VII Joint National Committee, to 19%-35.1% in different Brazilians regions among adults of different ages (mean age of 35.4 years). It is well established that several risk factors contribute to the development of AH, such as obesity, alcohol abuse, physical inactivity, heredity, age, and sex, among others. In the article by Paula Brustolin Xavier et al., published in this issue of the Arquivos Brasileiros de Cardiologia, the authors report the prevalence of AH in a population of industrial workers in Rio Grande do Sul, Brazil, representing at least 5 sectors of distinct industrial activities. They also assess the risk factors for the development of AH. The finding of a mean prevalence of 10.3% in people with a mean age of 32.8 years is in agreement with those previously observed. As for the determining factors of AH, direct relationships have been observed between age and higher BP, being more frequent in men than in women, in overweight and obese people, and in those with low education and heredity for hypertension. These data are compatible with those reported in previous studies and guidelines on AH. Regarding their work, methodological issues may affect some of the findings, especially the absence of statistically significant correlations with family income, smoking, alcohol consumption, and level of physical activity, even considering that they were obtained more than a decade ago. First: The auscultatory method of measuring BP is certainly more prone to methodological errors and requires well-trained personnel to be consistent. Nowadays, well-validated automatic equipment is preferable for diagnosis, as recommended by recent guidelines. Second: The analysis of nutritional status using body mass index (BMI) can be refined with the measurement of waist circumference, which is better related to prognosis, eliminates the imprecision of BMI in estimating fat accumulation, and seems to be more precise in relation to AH. In summary, the study sheds light on factors that can contribute to the incidence of AH in a defined population of industrial workers and, as such, alerts to the need for prevention, diagnosis, and guidance for a disease with high morbidity that contributes to high mortality rates. It reproduces previous data and leads to an intriguing question: Is it time to move forward from diagnosis? At the present time, it may be appropriate to use the large databases from all regions of our country to take a step further and propose some active interventions led by the existing well-organized support organizations (SESI and SENAI, for example). Simple measures, such as workplace health promoting activities, healthy meal planning for industries with a cafeteria, and even the offer of free healthy snacks, may have a future impact on risk factors for AH and their modification or, at least, on the personal perception of well-being. Some initiatives in our country have produced good results and need to be expanded. The Brazilian Society of Cardiology must lead this effort!!
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1.  [Cardiovascular risk factors and mortality. Long-term follow-up (up to 20 years) in a preventive program carried out by occupational medicine].

Authors:  Luiz Alberto de Souza Ciorlia; Moacir Fernandes de Godoy
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2005-07-21       Impact factor: 2.000

2.  Impact of a health promotion program on employee health risks and work productivity.

Authors:  Peter R Mills; Ronald C Kessler; John Cooper; Sean Sullivan
Journal:  Am J Health Promot       Date:  2007 Sep-Oct

3.  [Risk assessment of arterial hypertension in a working population].

Authors:  M Montalti; M Bargiani; B Montalti; N Mucci; V Cupelli; G Arcangeli
Journal:  G Ital Med Lav Ergon       Date:  2012 Jul-Sep

4.  Prevalence of cardiovascular risk factors in a population of Brazilian industry workers.

Authors:  Roberta Soares Lara Cassani; Fernando Nobre; Antônio Pazin Filho; André Schmidt
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2009-01       Impact factor: 2.000

5.  Relationship between blood pressure and anthropometry in a cohort of Brazilian men: a cross-sectional study.

Authors:  Roberta S L Cassani; Fernando Nobre; Antônio Pazin-Filho; André Schmidt
Journal:  Am J Hypertens       Date:  2009-06-04       Impact factor: 2.689

6.  The Seventh Report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure: the JNC 7 report.

Authors:  Aram V Chobanian; George L Bakris; Henry R Black; William C Cushman; Lee A Green; Joseph L Izzo; Daniel W Jones; Barry J Materson; Suzanne Oparil; Jackson T Wright; Edward J Roccella
Journal:  JAMA       Date:  2003-05-14       Impact factor: 56.272

7.  Prevalence of arterial hypertension according to different diagnostic criteria, National Health Survey.

Authors:  Deborah Carvalho Malta; Renata Patrícia Fonseca Gonçalves; Ísis Eloah Machado; Maria Imaculada de Fátima Freitas; Cimar Azeredo; Celia Landman Szwarcwald
Journal:  Rev Bras Epidemiol       Date:  2018-11-29

8.  The Direct Effect of Body Mass Index on Cardiovascular Outcomes among Participants Without Central Obesity by Targeted Maximum Likelihood Estimation.

Authors:  Hossein Mozafar Saadati; Siamak Sabour; Mohammad Ali Mansournia; Yadollah Mehrabi; Seyed Saeed Hashemi Nazari
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2021-05       Impact factor: 2.000

9.  Brazilian Guidelines of Hypertension - 2020.

Authors:  Weimar Kunz Sebba Barroso; Cibele Isaac Saad Rodrigues; Luiz Aparecido Bortolotto; Marco Antônio Mota-Gomes; Andréa Araujo Brandão; Audes Diógenes de Magalhães Feitosa; Carlos Alberto Machado; Carlos Eduardo Poli-de-Figueiredo; Celso Amodeo; Décio Mion Júnior; Eduardo Costa Duarte Barbosa; Fernando Nobre; Isabel Cristina Britto Guimarães; José Fernando Vilela-Martin; Juan Carlos Yugar-Toledo; Maria Eliane Campos Magalhães; Mário Fritsch Toros Neves; Paulo César Brandão Veiga Jardim; Roberto Dischinger Miranda; Rui Manuel Dos Santos Póvoa; Sandra C Fuchs; Alexandre Alessi; Alexandre Jorge Gomes de Lucena; Alvaro Avezum; Ana Luiza Lima Sousa; Andrea Pio-Abreu; Andrei Carvalho Sposito; Angela Maria Geraldo Pierin; Annelise Machado Gomes de Paiva; Antonio Carlos de Souza Spinelli; Armando da Rocha Nogueira; Nelson Dinamarco; Bruna Eibel; Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz; Claudia Regina de Oliveira Zanini; Cristiane Bueno de Souza; Dilma do Socorro Moraes de Souza; Eduardo Augusto Fernandes Nilson; Elisa Franco de Assis Costa; Elizabete Viana de Freitas; Elizabeth da Rosa Duarte; Elizabeth Silaid Muxfeldt; Emilton Lima Júnior; Erika Maria Gonçalves Campana; Evandro José Cesarino; Fabiana Marques; Fábio Argenta; Fernanda Marciano Consolim-Colombo; Fernanda Spadotto Baptista; Fernando Antonio de Almeida; Flávio Antonio de Oliveira Borelli; Flávio Danni Fuchs; Frida Liane Plavnik; Gil Fernando Salles; Gilson Soares Feitosa; Giovanio Vieira da Silva; Grazia Maria Guerra; Heitor Moreno Júnior; Helius Carlos Finimundi; Isabela de Carlos Back; João Bosco de Oliveira Filho; João Roberto Gemelli; José Geraldo Mill; José Marcio Ribeiro; Leda A Daud Lotaif; Lilian Soares da Costa; Lucélia Batista Neves Cunha Magalhães; Luciano Ferreira Drager; Luis Cuadrado Martin; Luiz César Nazário Scala; Madson Q Almeida; Marcia Maria Godoy Gowdak; Marcia Regina Simas Torres Klein; Marcus Vinícius Bolívar Malachias; Maria Cristina Caetano Kuschnir; Maria Eliete Pinheiro; Mario Henrique Elesbão de Borba; Osni Moreira Filho; Oswaldo Passarelli Júnior; Otavio Rizzi Coelho; Priscila Valverde de Oliveira Vitorino; Renault Mattos Ribeiro Junior; Roberto Esporcatte; Roberto Franco; Rodrigo Pedrosa; Rogerio Andrade Mulinari; Rogério Baumgratz de Paula; Rogério Toshiro Passos Okawa; Ronaldo Fernandes Rosa; Sandra Lia do Amaral; Sebastião R Ferreira-Filho; Sergio Emanuel Kaiser; Thiago de Souza Veiga Jardim; Vanildo Guimarães; Vera H Koch; Wille Oigman; Wilson Nadruz
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2021-03       Impact factor: 2.667

10.  Factors Associated with the Occurrence of Arterial Hypertension in Industry Workers of State of Rio Grande do Sul, Brazil.

Authors:  Paula Brustolin Xavier; Anderson Garcez; Gabriela Herrmann Cibeira; Antonino Germano; Maria Teresa Anselmo Olinto
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2021-09       Impact factor: 2.000

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