Literature DB >> 34550228

Brazilian Population Presents Prevalence of Atrial Fibrillation Similar to Higher Income Countries, and a Low Use of Anticoagulation Therapy.

Desiderio Favarato1.   

Abstract

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Year:  2021        PMID: 34550228      PMCID: PMC8462960          DOI: 10.36660/abc.20210562

Source DB:  PubMed          Journal:  Arq Bras Cardiol        ISSN: 0066-782X            Impact factor:   2.000


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A fibrilação atrial (FA) é a arritmia mais incidente e sua frequência tem aumentado, já que uma proporção maior de pessoas com idade acima dos 60 anos tem se tornado uma tendência mundial. Há um aumento exponencial da FA com o avanço da idade a partir da faixa dos 50 – 59 anos, de 5 vezes na faixa dos 60 – 69 anos, de 7 vezes na faixa dos 70 – 79 anos, e de 9 vezes acima dos 80 anos de idade. Os homens apresentam uma incidência mais alta de FA.- Uma grande pesquisa envolvendo veteranos do sexo masculino também demonstrou diferenças étnicas na prevalência da FA padronizada pela idade: 3% em hispânicos, 3,4% em negros, 3,6% em asiáticos, 5,2% em ilhéus do Pacífico, 5,4% em indígenas norte-americanos e 5,7% em brancos. Os outros fatores de risco da FA incluem sedentarismo, tabagismo, obesidade, diabetes mellitus, apneia obstrutiva do sono, hipertensão, consumo de álcool, doença cardíaca coronária e insuficiência cardíaca. Uma análise sistemática de estudos publicados desde 2015 mostrou que 30% dos acidentes vasculares cerebrais foram causados pela FA. Como observado nas considerações iniciais, a FA é uma doença potencialmente perigosa com grande impacto em invalidez, mortes e gastos com saúde. Esse último foi estudado em detalhes por Barros e Silva et al. A taxa de mortalidade brasileira por acidente vascular isquêmico padronizada por idade e suas complicações no ano de 2019 era 28,62/100.000 habitantes entre 35 e 74 de idade (37,10 em homens e 21,39 em mulheres) (calculada a partir de dados do DATASUS e do IBGE com o software Joinpoint). Nesta edição, Santos et al. apresenta os resultados da prevalência de FA em um coorte abrangente no Brasil - o estudo ELSA-Brasil, envolvendo 15.105 funcionários públicos de seis capitais estaduais brasileiras (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro e Vitoria). A frequência de FA de 2,5% determinada foi semelhante à encontrada em outros estudos internacionais,, e à de um estudo retrospectivo do estado de Minas Gerais. As principais doenças associadas à FA foram a insuficiência cardíaca (RC 7,35), doença coronária (RC 5,11), febre reumática (RC 3,38), aumento da idade (RC 1,05 por ano), e hipertensão (RC 1,44). Os índices de terapia anticoagulante foram muito baixos, em 7,25% na condição basal. Embora essa baixa frequência de anticoagulação seja mais alta do que identificada na condição inicial do estudo KP–RHYTHM (0,7%), ainda é mais baixa do que após o diagnóstico nesse estudo (38%). Em conclusão, a carga da FA na população brasileira é semelhante à da população mundial e os baixos índices de anticoagulação autorrelatados pelos sujeitos, 85% dos casos, são uma combinação ruim para a saúde pública. Atrial fibrillation (AF) is the most incident arrhythmia and its frequency is increasing as a greater proportion of people over 60 years of age have been become a worldwide tendency. There is an exponential increase of AF with the advancing of age from 50-59 years, of 5 fold in 60 – 69 years, of 7 fold in 70 – 79 years, and of 9 fold over 80 years. Men present a higher incidence of AF.- A large survey in male veterans also showed ethnic differences in age-adjusted prevalence of AF: 3% in Hispanics, 3.4% in blacks, 3.6% in Asians, 5.2% in Pacific Islanders, 5.4% in Native Americans, and 5.7% in whites. Other risk factors for AF include a sedentary lifestyle, smoking, obesity, Diabetes Mellitus, obstructive sleep apnea, hypertension, alcohol consumption, coronary heart disease, and heart failure. A systematic review of studies published since 2015 showed that 30% of strokes were caused by AF. As observed from these initial considerations, AF is a potentially dangerous condition with a great impact on disability, death, and health costs. The latter has been studied extensively by Barros & Silva et al. Brazilian age-adjusted mortality rate by ischemic stroke and its complications in 2019 was 28.62/100,000 inhabitants between 35 to 74 years of age (37.10 in men and 21.39 in women) (calculated from DATASUS and IBGE data with Joinpoint software) On this issue, Santos et al. presents the results of AF prevalence in an extensive Brazilian cohort – ELSA-Brasil: 15,105 civil servants from six Brazilian state capitals (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro, and Vitoria). AF frequency of 2.5% was similar to other international studies, as well as to a retrospective Brazilian study from the state of Minas Gerais. The main associated conditions with AF were heart failure (OR 7.35), coronary disease (OR 5.11), rheumatic fever (3.38), age increment (OR 1.05 per year), and hypertension (OR 1.44). The rate of anticoagulation therapy was very low, 7.25% in the basal condition. Although low, this anticoagulation frequency was higher than that found in the initial condition of KP-RHTYTHM (0.7%) but less than after diagnosis in that study (38%). In conclusion, the AF burden in the Brazilian population is similar to the global population and the poor anticoagulation rate in the self-reporting subjects, 85% of all cases, a bad consortium for public health.
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1.  Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil): objectives and design.

Authors:  Estela M L Aquino; Sandhi Maria Barreto; Isabela M Bensenor; Marilia S Carvalho; Dóra Chor; Bruce B Duncan; Paulo A Lotufo; José Geraldo Mill; Maria Del Carmen Molina; Eduardo L A Mota; Valéria Maria Azeredo Passos; Maria Inês Schmidt; Moyses Szklo
Journal:  Am J Epidemiol       Date:  2012-01-10       Impact factor: 4.897

2.  Association of Burden of Atrial Fibrillation With Risk of Ischemic Stroke in Adults With Paroxysmal Atrial Fibrillation: The KP-RHYTHM Study.

Authors:  Alan S Go; Kristi Reynolds; Jingrong Yang; Nigel Gupta; Judith Lenane; Sue Hee Sung; Teresa N Harrison; Taylor I Liu; Matthew D Solomon
Journal:  JAMA Cardiol       Date:  2018-07-01       Impact factor: 14.676

Review 3.  Modifiable Risk Factors and Atrial Fibrillation.

Authors:  Dennis H Lau; Stanley Nattel; Jonathan M Kalman; Prashanthan Sanders
Journal:  Circulation       Date:  2017-08-08       Impact factor: 29.690

4.  Atrial fibrillation incidence and risk factors in relation to race-ethnicity and the population attributable fraction of atrial fibrillation risk factors: the Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis.

Authors:  Carlos J Rodriguez; Elsayed Z Soliman; Alvaro Alonso; Katrina Swett; Peter M Okin; David C Goff; Susan R Heckbert
Journal:  Ann Epidemiol       Date:  2014-11-28       Impact factor: 3.797

5.  Atrial fibrillation: prevalence in a large database of primary care patients in Brazil.

Authors:  Milena S Marcolino; Daniel M F Palhares; Emelia J Benjamin; Antonio L Ribeiro
Journal:  Europace       Date:  2015-06-07       Impact factor: 5.214

6.  Racial differences in the prevalence of atrial fibrillation among males.

Authors:  Ann M Borzecki; D Keith Bridgers; Jane M Liebschutz; Boris Kader; Lewis E Kazis; Dan R Berlowitz
Journal:  J Natl Med Assoc       Date:  2008-02       Impact factor: 1.798

7.  50 year trends in atrial fibrillation prevalence, incidence, risk factors, and mortality in the Framingham Heart Study: a cohort study.

Authors:  Renate B Schnabel; Xiaoyan Yin; Philimon Gona; Martin G Larson; Alexa S Beiser; David D McManus; Christopher Newton-Cheh; Steven A Lubitz; Jared W Magnani; Patrick T Ellinor; Sudha Seshadri; Philip A Wolf; Ramachandran S Vasan; Emelia J Benjamin; Daniel Levy
Journal:  Lancet       Date:  2015-05-07       Impact factor: 79.321

8.  The impact of atrial fibrillation and long-term oral anticoagulant use on all-cause and cardiovascular mortality: A 12-year evaluation of the prospective Brazilian Study of Stroke Mortality and Morbidity.

Authors:  Alessandra C Goulart; Rodrigo Diaz Olmos; Itamar S Santos; Gisela Tunes; Airlane P Alencar; Neil Thomas; Gregory Yh Lip; Paulo A Lotufo; Isabela M Benseñor
Journal:  Int J Stroke       Date:  2021-02-25       Impact factor: 5.266

9.  Time Trends in Atrial Fibrillation-Associated Stroke and Premorbid Anticoagulation.

Authors:  Gabriel S C Yiin; Linxin Li; Yannick Bejot; Peter M Rothwell
Journal:  Stroke       Date:  2018-11-29       Impact factor: 7.914

10.  Anticoagulation Therapy in Patients with Non-valvular Atrial Fibrillation in a Private Setting in Brazil: A Real-World Study.

Authors:  Pedro Gabriel Melo de Barros E Silva; Henry Sznejder; Rafael Vasconcellos; Georgette M Charles; Hugo Tannus F Mendonca-Filho; Jack Mardekian; Rodrigo Nascimento; Stephen Dukacz; Manuela Di Fusco
Journal:  Arq Bras Cardiol       Date:  2020-03       Impact factor: 2.000

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