Dear Editor,Akerman et al.,() allude to possible usefulness of religious beliefs toward health. There were 69,333 publications on this subject indexed in PubMed® as by Aug 26, 2020, and the hard evidence for health gains to persons with religious convictions is not overwhelming, to say the least. According to Levin there are hints of association, but none that shows that the possible health gains are casual.() Papers exist suggesting that religion is a protective factor for health. Some are funded by Templeton, with a well-known bias for religion, so there are conflicts of interest on board.() On the other hand, there are studies on the risks of infections associated with religious rituals, and they are real and documented.() There are other instances of unhealthy facts associated with religion:The refuse of Jehovah's witness to blood transfusion.The refuse of medical care by Christian Science, that considers all diseases linked to lack of faith.The propaganda of Islamic Imams against polio vaccination, considered to be a diabolical plan of Western governments to decrease Muslin women fertility.Faith healing by evangelical ministers in religious ceremonies, and later the perception by those cured that they are not cured at all.Pseudoscientific health practices, such as Homeopathy, based on one (just one) non-randomized and non-blind study by Hanneman centuries ago, so faith-based.There are religious like attitudes, as the existence of groups like the anti-vaxxers that are based on a known and fraudulent study published by Wakefield in The Lancet.() Wakefield et al., did not use religion as a part of his fraud, but people who really believe in the association between autism and measles vaccine use this known fraudulent study as some type of divine revelation, and they defend it against all evidences and facts available.The point is: religion and religious like attitudes can be bad for your health.Caro Editor,Akerman et al.,()apontam para a possível utilidade das crenças religiosas para a saúde. Até 26 de agosto de 2020, cerca de 69.333 publicações sobre o assunto estavam indexadas no PubMed®. A evidência dos ganhos para saúde dos indivíduos com convicções religiosas não é tão extensa. De acordo com Levin, há sinais de associação, mas nenhum deles mostra que os possíveis ganhos na saúde são casuais.()Há artigos sugerindo que a religião é um fator protetivo para existência da saúde. Alguns estudos são financiados por Templeton, com conhecido viés religioso, havendo, portanto, conflitos de interesse na questão.()Por outro lado, há estudos sobre riscos de infecções associadas aos rituais religiosos – esses reais e documentados.()Há outros exemplos de fatores prejudiciais que estão associados à religião:A recusa das testemunhas de Jeová à transfusão de sangue.A recusa do cuidado médico pela Ciência Cristã, que considera que toda doença está associada à falta de fé.A propaganda do imame desfavorável à vacinação contra a pólio, considerada um plano diabólico de governantes ocidentais para reduzir a fertilidade das mulheres islâmicas.A cura pela fé propagada por ministros evangélicos em cerimônias públicas e a percepção tardia daquele que foi curado de que não está curado.As práticas pseudocientíficas de saúde, como a homeopatia, baseada em um (apenas um) estudo não randomizado e não cego conduzido por Hanneman há séculos atrás e, portanto, baseado na fé.Há religiões como atitudes, por exemplo, a existência de grupos como o movimento antivacina, inspirado em estudo conhecido e fraudulento publicado por Wakefield no The Lancet.()Wakefield et al., não utilizaram religiosidade como parte da fraude, porém as pessoas que realmente acreditam na associação entre autismo e vacina do sarampo consideram esse estudo um tipo de revelação religiosa e o defendem como incontestável, apesar de toda evidência e dos fatos que existem.O ponto é: religião e religiosidade, como uma atitude, podem ser prejudiciais à saúde.
Authors: A J Wakefield; S H Murch; A Anthony; J Linnell; D M Casson; M Malik; M Berelowitz; A P Dhillon; M A Thomson; P Harvey; A Valentine; S E Davies; J A Walker-Smith Journal: Lancet Date: 1998-02-28 Impact factor: 79.321