| Literature DB >> 31384262 |
André Santos da Silva1, Gabriella de Alcantara Maciel2, Luciane Soares de Lima Wanderley3, Almir Gonçalves Wanderley4.
Abstract
OBJECTIVE: To analyze the rational use of medicines in the context of primary health care (PHC) according to the indicators recommended by the World Health Organization (WHO).Entities:
Keywords: Drug utilization; indicators; primary health care; review; systematic
Year: 2017 PMID: 31384262 PMCID: PMC6650627 DOI: 10.26633/RPSP.2017.132
Source DB: PubMed Journal: Rev Panam Salud Publica ISSN: 1020-4989
FIGURA 1Identificação e seleção dos artigos para revisão sistemática sobre uso racional de medicamentos na atenção primária à saúde, 2011 a 2016
Características das publicações incluídas na revisão sistemática sobre uso racional de medicamentos na Atenção Primária à Saúde, 2011 a 2016
Autor (ano/referência) | País do estudo | Nível de estudo | Local do estudo | Duração | Objetivo | Desenho | Amostragem | Nº Amostral | Indicadores utilizados | Conclusões sobre o uso racional de medicamentos |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Dong et al. (2011/13) | China | Província | 680 clínicas rurais de atenção primária de 40 municípios em 10 províncias do oeste da China ocidental. | 3 meses | Avaliar os padrões de prescrição de medicamentos usando os indicadores da OMS. | Transversal retrospectivo | Conveniência | 20 125 prescrições | - Prescrição | O estudo forneceu evidências de prescrição irracional de medicamentos. Todos os indicadores de prescrição apresentaram valores fora do recomendado pela OMS. |
Vooss e Diefenthaeler (2011/14) | Brasil | Local | Farmácia de um centro de atenção primária no município de Getúlio Vargas, estado do Rio Grande do Sul. | 4 meses | Avaliar as prescrições de medicamentos de acordo com os indicadores da OMS. | Transversal retrospectivo | Conveniência | 1 030 prescrições | - Prescrição | O estudo forneceu evidências de prescrição irracional de medicamentos. A maioria dos indicadores de prescrição apresentou valores fora do recomendado pela OMS. |
Oliveira et al. (2012/15) | Brasil | Local | Unidade de atenção primária do município de Salvador, estado da Bahia. | 2 meses | Caracterizar o uso de medicamentos em uma unidade de saúde através dos indicadores da OMS. | Transversal, retrospectivo | Conveniência | 1 230 prescrições | - Prescrição | O estudo forneceu evidências de prescrição irracional de medicamentos. A maioria dos indicadores de prescrição apresentou valores fora do recomendado pela OMS. |
Souza et al. (2012/16) | Brasil | Local | Farmácia de atenção primária em um município do estado de Santa Catarina. | 2 meses | Avaliar a demanda atendida a medicamentos e o perfil de prescrição através dos indicadores da OMS. | Transversal prospectivo | Conveniência | 100 prescrições | - Prescrição | O estudo forneceu evidências de prescrição irracional de medicamentos. A maioria dos indicadores de prescrição apresentou valores fora do recomendado pela OMS. |
Ahmed e Islam (2012/17) | Bangladesh | Província | 30 complexos de saúde Upazila rurais e 20 clínicas urbanas na área da província de Dhaka. | 2 meses | Avaliar a disponibilidade, o uso racional de medicamentos e a acessibilidade das unidades de atenção primária rurais e urbanas no país. | Transversal prospectivo | Conveniência e aleatória sistemática | 1 496 encontros | - Prescrição - Assistência - Serviço | Os indicadores de prescrição, assistência e serviço revelaram práticas de uso irracionais. Todos os resultados ficaram fora dos valores recomendados pela OMS. |
El Mahalli (2012/18) | Arábia Saudita | Província | 10 centros de atenção primária na Província Oriental. | 12 meses | Avaliar a racionalidade das prescrições de medicamentos através dos indicadores da OMS. | Transversal retrospectivo | Aleatória sistemática | 1 000 prescrições | - Prescrição | O estudo forneceu evidências de prescrição irracional de medicamentos. Todos os indicadores de prescrição apresentaram valores fora do recomendado pela OMS, exceto a porcentagem de injetáveis. |
El Mahalli et al. (2012/19) | Arábia Saudita | Província | 10 centros de atenção primária na Província Oriental. | 3 meses | Avaliar o desempenho dos centros de atenção primária utilizando os indicadores de assistência e serviço da OMS. | Transversal prospectivo | Aleatória sistemática | 300 pacientes | - Assistência - Serviço | Os indicadores de assistência e serviço revelaram práticas irracionais. Todos os resultados apresentaram valores fora do recomendado pela OMS. |
Rempel et al. (2013/20) | Brasil | Local | Unidade básica de saúde do município de Erechim, estado do Rio Grande do Sul. | 2 meses | Avaliar a qualidade do atendimento em pacientes utilizando os indicadores desenvolvidos pela OMS. | Transversal prospectivo | Conveniência | 200 prescrições | - Assistência | Os indicadores de assistência revelaram práticas irracionais. Todos os resultados foram abaixo do preconizado pela OMS. |
Laste et al. (2013/21) | Brasil | Local | Centro de APS do município de Lajeado, estado do Rio Grande do Sul. | 2 anos | Analisar os indicadores propostos pela OMS em prescrições médicas. | Transversal prospectivo | Conveniência | 292 prescrições | - Prescrição | O estudo forneceu evidências de prescrição irracional de medicamentos. A maioria dos indicadores de prescrição apresentou valores fora do recomendado pela OMS. |
Ferreira et al. (2013/22) | Brasil | Regional | Seis ambulatórios universitários de atenção primária em cidades das regiões Sul e Centro-Oeste. | 3 anos | Investigar padrões de prescrição em diferentes níveis de atendimento de saúde. | Transversal prospectivo | Conveniência | 1 956 Prescrições | - Prescrição - Serviço | Os indicadores de prescrição e de serviço forneceram evidências práticas de uso irracional de medicamentos. A maioria dos indicadores apresentou valores fora do recomendado pela OMS. |
Díaz e Sánchez (2014/23) | Venezuela | Municipal | 13 ambulatórios rurais de atenção primária no município de Atures, Estado do Amazonas. | 3 meses | Descrever o uso de medicamentos em ambulatórios rurais, através dos indicadores de uso básico de medicamentos da OMS. | Transversal retrospectivo | Conveniência | 1 238 prescrições | - Prescrição - Serviço | Os indicadores de prescrição e de serviço fornecem evidências práticas de uso irracional de medicamentos. A maioria dos indicadores apresentou valores fora do recomendado pela OMS. |
Dourado e Rizzotto (2015/24) | Brasil | Local | Centro de atenção primária em um município no oeste do Estado do Paraná. | 1 ano | Analisar a prática terapêutica de médicos (clínico geral e pediatra) e a qualidade da assistência farmacêutica. | Transversal prospectivo | Aleatória | 200 encontros | - Prescrição - Assistência - Serviço | Os indicadores de prescrição, assistência e serviço revelaram práticas de uso irracionais. A maioria dos resultados obtidos ficou fora dos valores recomendados pela OMS. |
Adisa et al. (2015/25) | Nigéria | Municipal | Oito centros de cuidados primários no município de Ibadan do Estado de Oyo, Sudoeste da Nigéria. | 3 meses | Avaliar os padrões de prescrição e as opiniões dos pacientes sobre as práticas de cuidados de saúde. | Transversal prospectivo | Conveniência | 400 prescrições | - Prescrição | O estudo forneceu evidências de prescrição irracional de medicamentos. Todos os indicadores de prescrição apresentaram valores fora do recomendado pela OMS. |
Aravamuthan et al. (2016/26) | Índia | Distrito | Cinco farmácias comunitárias de diferentes cidades de um distrito do norte do estado de Tamil Nadu, sul da Índia. | 1 ano | Avaliar os padrões de uso de medicamentos essenciais através de indicadores da OMS, acesso à saúde e indicadores complementares. | Transversal prospectivo | Aleatória sistemática | 1 052 pacientes | - Prescrição - Assistência - Serviço | Os indicadores de prescrição, assistência e serviço revelaram práticas de uso irracionais de medicamentos. A maioria dos resultados obtidos ficou fora dos valores recomendados pela OMS. |
Ahiabu et al. (2016/27) | Gana | Distrito | Duas clínicas (filantrópica e particular) e um centro de saúde (governamental) de atenção primária nos distritos de New- Juaben e Atiwa, na região oriental. | 1 ano | Avaliar práticas de prescrição de antibióticos em ambientes de atenção primária usando os indicadores da OMS/INRUD e explorando fatores de influência. | Transversal retrospectivo | Aleatória | 1 600 prescrições | - Prescrição | O estudo forneceu evidências de prescrição irracional de medicamentos. Todos os indicadores de prescrição apresentaram valores fora do recomendado pela OMS. |
Yousif e Supakankunti (2016/28) | Sudão | Província | Centros de saúde primários (público, privado e outros) onde trabalham 197 clínicos gerais no estado de Gezira. | 6 meses | Avaliar a qualidade da prescrição entre médicos de clínica geral em diferentes tipos de centros de saúde primários. | Transversal, retrospectivo | Aleatória sistemática | 19 700 prescrições | - Prescrição | O estudo forneceu evidências de prescrição irracional de medicamentos. A maioria dos indicadores de prescrição apresentou valores fora do recomendado pela OMS. |
Síntese dos resultados da revisão sistemática sobre uso racional de medicamentos na Atenção Primária à Saúde, 2011 a 2016
Indicadores | Autor (ano/referência)[ | Valores de referência | |||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Dong (2011/13) | Vooss (2011/14) | Oliveira (2012/15) | Souza (2012/16) | Ahmed (2012/17) | El Mahalli (2012/18) | El Mahalli (2012/19) | Rempel (2013/20) | Laste (2013/21) | Ferreira (2013/22) | Díaz (2014/23) | Dourado (2015/24) | Adisa (2015/25) | Aravamuthan (2016/26) | Ahiabu (2016/27) | Yousif (2016/28) | ||
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No. médio de medicamentos prescritos por consulta | 2,4 | 2,0 | 2,0 | 2,4 | 2,3 | 2,4 | - | - | 2,4 | 2,3 | 1,5 | 3,2 | 5,8 | 3,7 | 4,2 | 2,5 | <2 [ |
% genéricos | 64,1 | 72,8 | 72,0 | 86,8 | 0,0 | 61,2 | - | - | 86,1 | 86,4 | 86,9 | 77,8 | 68,0 | 2,5 | 83,7 | 46,3 | 100 [ |
% antibióticos | 48,4 | 21,7 | 17,0 | 19,0 | 43,8 | 32,2 | - | - | 9,6 | 15,5 | 23,9 | 71,5 | 55,0 | 22,0 | 63,7 | 54,7 | <30[ |
% injetáveis | 22,9 | 2,4 | 21,5 | 3,0 | Ausente | 2,0 | - | - | 3,0 | 3,1 | 11,3 | 15,5 | 52,5 | 7,2 | 24,0 | 12,8 | <20[ |
% medicamentos prescritos da lista local ou nacional | 67,7 | 80,3 | 99 | 91,5 | 64,5 | 99,2 | - | - | 71,4 | 81,4 | 52,5 | 92,9 | 99,1 | 99,8 | 90,6 | 81,2 | 100[ |
- | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | |
Tempo médio de consulta (min) | - | - | - | - | 3,8 | - | 7,3 | Ausente | - | - | - | 6,13 | - | < 11 | - | - | ≥15[ |
Tempo médio de dispensação (s) | - | - | - | - | 90 | - | 100 | 81 | - | - | - | 99,6 | - | ≤ 600 | - | - | ≥180[ |
% realmente dispensados | - | - | - | - | 60,1 | - | 99,6 | 85,8 | - | - | - | 90,2 | - | 99,8 | - | - | 100[ |
% medicamentos etiquetados | - | - | - | - | 54,2 | - | 10,0 | 92,4 | - | - | - | 92,0 | - | Ausente | - | - | 100[ |
% de usuários que conhecem a dose correta | - | - | - | - | 74,5 | - | 79,3 | 89,4 | - | - | - | 55,0 | - | Ausente | - | - | 100[ |
Serviço | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - |
% disponibilidade de cópias da LLME | - | - | - | - | 51,0 | - | 90,0 | - | - | Ausente | 69,6 | 100 | - | Ausente | - | - | 100[ |
% disponibilidade de medicamentos chaves | - | - | - | - | 10,5 | - | 59,2 | - | - | 68,1 | 48,7 | 90,2 | - | 99,8 | - | - | 100[ |
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“-” significa que o autor não utilizou o grupo de indicadores. “Ausente” significa que o autor não apresentou resultado, embora tenha utilizado o grupo de indicadores de uma das três áreas.
Dumoulin et al. (31); Harvard Medical School and Harvard Pilgrim Health, World Health Organization (WHO) (32).
Bittner et al. (37).
Propostas para a promoção do uso racional de medicamentos sugeridas por estudos incluídos na revisão sistemática sobre uso racional de medicamentos na Atenção Primária à Saúde, 2011 a 2016
Autor (ano/referência) | Propostas para melhorar o uso racional de medicamentos |
|---|---|
Dong et al. (2011/13) | Sugerem que sejam realizados estudos de intervenção para avaliar modos de promover a prescrição racional de medicamentos. Por exemplo, um programa de treinamento educacional poderia ser conduzido e avaliado entre os médicos da aldeia para reduzir o uso irracional de drogas, em particular antibióticos e injetáveis. |
Vooss e Diefenthaeler (2011/14) | Sugerem que, para ajustar o indicador percentual dos medicamentos prescritos com o nome genérico, os prescritores devam estar informados e principalmente que a LLME da cidade utilize o nome genérico. |
Oliveira et al. (2012/15) | Sinalizam a necessidade de padronizar as condutas terapêuticas por meio de protocolos clínicos estabelecendo o uso racional da forma farmacêutica, sendo também necessário investir em campanhas informativas e na educação permanente direcionada aos profissionais prescritores da unidade de saúde. Além disso, propõem a inserção do profissional farmacêutico dentro da equipe multiprofissional, contribuindo com medidas para o consumo racional e seguro dos medicamentos. |
Souza et al. (2012/16) | Sinalizam a necessidade de desenvolver estratégias que melhorem a gestão da Assistência Farmacêutica Municipal, uma vez que há problemas de demanda não atendida, mesmo daqueles medicamentos essenciais presentes na lista municipal, provavelmente devido a desabastecimento. |
Ahmed e Islam (2012/17) | Sinalizam a necessidade de esforços combinados para motivar e treinar os profissionais de saúde e as profissões afins (por exemplo enfermeiros, paramédicos, profissionais alopáticos, distribuidores de medicamentos e fabricantes) sobre os benefícios da prescrição genérica e dos medicamentos essenciais da lista nacional, especialmente para os pobres. Sugere ainda que a polifarmácia e o uso excessivo ou abusivo de medicamentos, especialmente antibióticos, sejam desencorajados. Além disso, indicam a necessidade de fortalecer a capacidade reguladora de medicamentos da autoridade do país. |
El Mahalli (2012/18) | Sugere que os médicos dos centros de APS tenham educação contínua sobre prescrição racional de antibióticos e motivação para prescrever medicamentos pelo nome genérico e da lista nacional. Enfatiza a necessidade de futuros estudos para investigar as razões por trás do uso irracional de drogas. Além disso, sugere o uso do centro de saúde mais bem classificado como referência para outros centros na região. |
El Mahalli et al. (2012/19) | Recomendam que os tempos de consulta sejam mais longos e que as razões para os curtos tempos sejam investigadas. Os sistemas de rotulagem de fármacos precisam ser melhorados para incluir o regime de fármaco, o nome do doente e a dose de fármaco, bem como melhorar a disponibilidade de fármacos chave nos estoques dos centros de saúde. Além disso, sugerem o uso do centro de saúde mais bem classificado como referência para outros centros na região. |
Rempel et al. (2013/20) | Sugerem que a LLME seja revisada para atender as necessidades prioritárias de atenção à saúde na maioria da população da região em estudo, além disso, que outros estudos sejam realizados nas demais unidades básicas de saúde para que seja possível avaliar a real situação do município. |
Laste et al. (2013/21) | Sugerem que a prescrição seja vista como um documento terapêutico de alta relevância, pois apenas dessa forma será um instrumento efetivo para assegurar o uso racional de medicamentos, prevenindo erros de medicação e não adesão a tratamento. Os prescritores e dispensadores precisam estar cientes do seu papel e de sua responsabilidade, e as LLME precisam atender totalmente as necessidades da população. Além disso, apontam a necessidade de mais estudos com indicadores para o maior entendimento da realidade e para a elaboração de políticas e estratégias reorientadoras da Assistência Farmacêutica. |
Ferreira et al. (2013/22) | Sinalizam que as práticas de prescrição de medicamentos devem ser melhoradas independentemente do nível de prestação de cuidados de saúde. Assim, faz-se necessário implementar diretrizes institucionais para a obtenção de padrões de prescrição mais adequados, promover a prescrição baseando-se na LLME e ressaltar a importância dessas práticas na escola de medicina e na educação médica continuada para o uso mais racional e seguro dos medicamentos. |
Díaz e Sánchez (2014/23) | Sugerem que as autoridades de saúde conheçam e utilizem a LLME na APS, o que facilita a gestão relacionada ao medicamento. O conhecimento das características endêmicas e do perfil dos estabelecimentos de saúde pode contribuir para inclusão de medicamento na lista. Além disso, o acesso à informação atualizada e imparcial sobre as diretrizes terapêuticas pode promover a cada usuário o melhor tratamento, permitindo o uso racional dos recursos disponíveis, além da formação e supervisão dos profissionais de saúde, educação dos consumidores e o fornecimento de medicamentos apropriados em quantidades suficientes. |
Dourado e Rizzotto (2015/24) | Sinalizam a necessidade de desenvolver ações direcionadas ao uso racional de medicamentos e redução do uso abusivo de antibióticos. Sugerem a criação de um programa de educação permanente em saúde aos prescritores e aos servidores envolvidos com a dispensação de medicamentos, visando à prescrição racional, bem como uma melhor qualidade na atenção farmacêutica prestada aos usuários. A adoção da listagem padronizada de medicamentos essenciais deve fazer parte da política de saúde do município, pois melhora a relação custo-benefício da prescrição. Sugerem ainda o desenvolvimento de pesquisas qualitativas junto aos profissionais do serviço de saúde, sobretudo aos prescritores para uma melhor avaliação dos fatores que possam estar influenciando o uso não racional de medicamentos. |
Adisa et al. (2015/25) | Ressaltam a necessidade de treinamento regular e permanente sobre o uso racional de medicamentos aos trabalhadores da APS, especialmente de médicos e farmacêuticos, os quais precisam ser motivados e encorajados a praticar de forma a assegurar cuidados de saúde de qualidade para as pessoas. |
Aravamuthan et al. (2016/26) | Ressaltam a necessidade de instituir uma diretriz, produzida pelos órgãos políticos regulatórios, para orientar os hábitos de prescrição de todos os clínicos do país. Sugerem ainda que a aplicação das diretrizes seja rigorosa e que haja monitoramento consistente para a efetiva adesão dos clínicos. |
Ahiabu et al. (2016/27) | Ressaltam a necessidade de futuros inquéritos nacionais sobre o uso de antibióticos com estratégia de amostragem representativa que considera a diversidade nos tipos de instalações de saúde no país. De maior importância, sugerem a implementação de intervenções que visem ao diagnóstico e a gestão para lidar com o uso inadequado de antibióticos e promover o uso racional. |
Yousif e Supakankunti (2016/28) | Sugerem que outros estudos sejam conduzidos para determinar os fatores que causam as discrepâncias consideráveis sobre a prática de prescrição irracional entre os médicos de clínica geral das unidades de saúde de propriedade do Fundo Nacional de Seguro de Saúde, Ministério da Saúde do Estado e outros (interesses privados, universidades e organizações não governamentais). |