| Literature DB >> 31093258 |
Daniella Yamada Baragatti1, Ana Carine Arruda Rolim2, Cristiane Pereira de Castro3, Márcio Cristiano de Melo4, Eliete Maria Silva1.
Abstract
OBJECTIVE: To identify the critical pathway taken by women facing domestic violence in the world in their search for help.Entities:
Keywords: Critical pathways; domestic violence; help-seeking behavior; spouse abuse; violence against women
Year: 2019 PMID: 31093258 PMCID: PMC6438411 DOI: 10.26633/RPSP.2019.34
Source DB: PubMed Journal: Rev Panam Salud Publica ISSN: 1020-4989
FIGURA 1Fluxograma da seleção dos estudos que compuseram a revisão integrativa sobre busca de ajuda por mulheres que sofreram violência, 2001 a 2017
Caracterização dos estudos sobre a temática da violência contra as mulheres, 2001 a 2017
Local da pesquisa | Delineamento metodológico | Principais achados | Referência |
|---|---|---|---|
Grécia | Entrevistas em um abrigo para vítimas. | Demoram a buscar ajuda; buscam ajuda quando a violência se torna severa, falando com amigas, irmãs ou madrinhas. | |
Estados Unidos | Análise de formulários em um centro de atendimento para mulheres vítimas de violência doméstica. | Existem barreiras ambientais, culturais e sociais para a busca de ajuda. | |
Estados Unidos | Entrevistas para analisar a busca de ajuda. | Dificuldades econômico-culturais impedem a busca de ajuda. Primeiro procuram família e amigos. | |
Brasil | Entrevistas para identificar onde as mulheres buscam ajuda. | Buscam ajuda quando a violência é grave, recorrendo primeiro à família. | |
Estados Unidos | Entrevistas para verificar a ocorrência de violência e onde as mulheres buscam ajuda. | Quanto mais grave a violência, maior a procura por ajuda médica e jurídica. | |
Canadá | Grupos focais com imigrantes do Sul da Ásia. | Questões de gênero, apoio social pós-imigração e falta de conhecimento dificultam a busca por ajuda. | |
Canadá | Entrevistas com informantes chaves e grupos focais com imigrantes. | Não procuram apoio devido a barreiras legais e políticas. | |
Estados Unidos | Análise da busca de ajuda de imigrantes mexicanas. | Apoio informal associado a valores machistas e valorização familiar. Apoio formal associado a maior nível educacional. | |
Índia | Estudo descritivo sobre um centro de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. | Recorrem a amigos, vizinhos, centros de referência e hospitais por iniciativa própria ou da comunidade. | |
Canadá | Inquérito telefônico e estudo transversal. | Conversam com família, amigos, colegas de trabalho, profissionais de saúde, advogado, padre, polícia e serviços sociais. | |
Sri Lanka | Estudo de caso. | Criação de um modelo teórico sobre as necessidades da busca por ajuda. | |
Canadá | Pesquisa sobre busca de ajuda formal e informal. | Quando a violência é mais severa, buscam mais apoio informal. | |
Índia | Análise da exposição à violência e busca de ajuda. | Procuram ajuda familiar e policial. As que trabalham buscaram mais ajuda. | |
Sérvia | Descritivo sobre o perfil de busca de ajuda. | 22% das mulheres buscam ajuda formal relacionada ao sofrimento dos filhos. | |
Estados Unidos | Estudo descritivo com dados secundários. | Maior escolaridade resulta na procura de familiares, amigos, profissionais de saúde e polícia. | |
Brasil | Entrevistas sobre conhecimento da busca por ajuda. | Recorrem a família e amigos primeiramente, e depois a serviços de saúde e justiça. | |
Brasil | Entrevistas para estabelecer a rota crítica. | A rota de busca se baseia em amigos, colegas de trabalho, delegacias e profissionais de saúde. | |
Estados Unidos | Questionário e grupos focais sobre violência universitária. | Normas sociais do ambiente do câmpus influenciam a busca de ajuda. | |
Brasil | Análise de inquérito sobre violência doméstica. | Apoio informal para violência branda e apoio formal quando é mais grave. | |
Jordânia | Grupos focais com imigrantes para descrever suas experiências. | Percebem como apoio: família, abrigo, justiça, serviços de saúde, religião e líderes comunitários. | |
Turquia | Entrevistas sobre a violência e busca de ajuda. | A maioria buscou apoio informal. Buscam apoio formal quando não aguentam mais. | |
México | Pesquisa nacional sobre busca da justiça pelas mulheres quando sofrem violência. | 26,08% buscaram ajuda da família, depois da polícia, autoridades públicas ou agências do governo. | |
Japão | Estudo de curso de vida. | Maior procura por apoio informal antes de recorrerem à ajuda formal. | |
Índia | Estudo transversal com casadas sobre rota de ajuda. | Conversaram com familiares, vizinhos, polícia, trabalhador social e ONG. Desconheciam locais de ajuda. | |
Paquistão | Entrevistas em um hospital sobre violência e busca de ajuda. | 50% falaram com os pais, 48% não buscaram ajuda e 2% buscaram ajuda formal. | |
Estados Unidos | Entrevistas com imigrantes e informantes chaves. | Redes informais têm papel fundamental, inclusive na indicação para o apoio formal. | |
Nigéria | Transversal e descritivo. | A maioria não buscou ajuda. Quando procuraram, foi mais informal. | |
Brasil | Entrevistas em um Centro de Referência à Mulher. | O Centro de Referência foi procurado quando a violência alcançou o limite da tolerância. | |
México | Grupos focais para examinar o comportamento de busca de ajuda. | A maioria não recorreu à ajuda formal e declarou que a família não é fonte de apoio. | |
Estados Unidos | Entrevistas com mulheres sobre onde buscam ajuda. | Apoio formal relaciona-se com serviços jurídicos, abrigos e centro de referência, porém a maioria opta pelo apoio informal. | |
Estados Unidos | Grupos focais para descrever como as mulheres percebem situações violentas. | Fatores culturais e financeiros retardam a busca por ajuda. As participantes desconheciam os locais para de apoio formal. | |
Tanzânia | Grupos focais e entrevistas nas três regiões do país. | Falta de confiança na ajuda formal; normas sociais e de gênero dificultam a busca por ajuda. | |
Serra Leoa e Libéria | Entrevistas e grupos focais para verificar a busca de ajuda. | Apoio informal auxilia na tomada de decisão e a cultura tem influência. | |
Gana | Entrevistas semiestruturadas sobre rota de apoio. | Conheciam alguns serviços, mas desconheciam seu funcionamento. Nenhuma mulher conhecia a lei sobre violência doméstica. | |
Índia | Dados transversais sobre mulheres que sofreram violência física ou sexual. | Menos de um quarto procurou ajuda e apenas 1% em instituições formais. | |
Estados Unidos | Qualitativo, com uso de entrevistas sobre rota de ajuda. | 28% das mulheres nunca buscaram apoio formal. As que procuravam eram em sua maioria negras. | |
Espanha | Entrevistas com imigrantes marroquinas, romenas e equatorianas. | 84% buscaram ajuda formal, como serviço social, profissionais de saúde e polícia. | |
Tanzânia | Transversal para verificar a relação entre os recursos econômicos e suas respostas à violência. | 40% procuraram ajuda em serviços de saúde, polícia e junto a líderes (religiosos e comunitários). |