| Literature DB >> 31093208 |
Erika Rodrigues de Almeida1, Allan Nuno Alves de Sousa1, Celmário Castro Brandão1, Fabio Fortunato Brasil de Carvalho2, Graziela Tavares1, Kimielle Cristina Silva3.
Abstract
OBJECTIVE: To describe and discuss events associated with the latest review of the national primary health care (PHC) policy in Brazil (Política Nacional de Atenção Básica, PNAB) so as to highlight narratives that may contribute to future analyses focusing on the formulation, implementation, and assessment of this policy.Entities:
Keywords: Brazil; Family Health Strategy; Health policy; health evaluation; primary health care
Year: 2018 PMID: 31093208 PMCID: PMC6385635 DOI: 10.26633/RPSP.2018.180
Source DB: PubMed Journal: Rev Panam Salud Publica ISSN: 1020-4989
Principais estratégias, ações e programas instituídos ao longo da trajetória de consolidação da atenção básica, Brasil, 1991 a 2017
| Ano | Estratégias/ações/programas |
|---|---|
| 1991 | Criação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde. |
| 1994 | Criação do Programa Saúde da Família. |
| 1998 | Implantação do piso de atenção básica (montante de recursos financeiros federais destinados à viabilização de ações de atenção básica à saúde nos municípios, em substituição ao pagamento por produção); criação do Sistema de Informação da Atenção Básica. |
| 1999 | Publicação da Política Nacional de Alimentação e Nutrição. |
| 2001 | Implantação da saúde bucal no Programa Saúde da Família. |
| 2003 | Projeto de Expansão e Consolidação da Saúde da Família I; Criação do Programa Bolsa Família. |
| 2004 | Criação da Política Nacional de Saúde Bucal. |
| 2005 | Instituição da autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica. |
| 2006 | Regulamentação profissional dos agentes comunitários de saúde; publicação da Política Nacional de Atenção Básica, da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde e da Política Nacional de Promoção da Saúde; Programa Saúde da Família se torna Estratégia Saúde da Família. |
| 2007 | Criação do Programa Saúde na Escola. |
| 2008 | Criação do Núcleo de Apoio à Saúde da Família; inclusão do microscopista na Estratégia Saúde da Família. |
| 2009 | Projeto de Expansão e Consolidação da Saúde da Família II. |
| 2010 | Criação das equipes de saúde da família ribeirinhas e custeio de unidades básicas de saúde fluviais. |
| 2011 | Reformulação da Política Nacional de Atenção Básica; criação do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, do Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde, do Programa Melhor em Casa, do Programa Academia da Saúde; das equipes de Consultório na Rua; do Telessaúde Brasil Redes e do Brasil Sorridente Indígena; revisão da Política Nacional de Alimentação e Nutrição. |
| 2012 | Criação do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica. |
| 2013 | Criação do Programa Mais Médicos e substituição do Sistema de Informação da Atenção Básica pela estratégia e-SUS Atenção Básica. |
| 2014 | Publicação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade; revisão da Política Nacional de Promoção da Saúde. |
| 2017 | Reformulação e publicação da nova Política Nacional de Atenção Básica. |
FIGURA 1Número de agentes comunitários de saúde, de equipes de Saúde da Família e de equipes de Saúde Bucal, Brasil, 2007–2017
Comparativo entre a PNAB 2011 e a PNAB 2017 segundo eixos temáticos, Brasil, 2018a
| Eixos temáticos | PNAB 2011 | PNAB 2017 |
|---|---|---|
| Financiamento de modelos de organização da atenção básica ACS/ACE | Apenas o modelo da ESF era financiado com recursos federais.
ACS obrigatório na ESF (1 para cada 750 pessoas; máximo de 12 por equipe). Definição de oito atribuições para ACS. Coordenação do trabalho do ACS apenas pelo enfermeiro. ACE não compunha equipe de saúde da família/eAB. |
Mantém o financiamento das equipes de saúde de família como prioritário e passa a financiar, com valor inferior, as eAB. ACS obrigatório na ESF, em número a depender da necessidade e perfil epidemiológico local. Em áreas de vulnerabilidade, um ACS para máximo de 750 pessoas, cobrindo 100% da população, sem número máximo por equipe; facultativo na eAB. Incorpora as atribuições do ACE e acrescenta 11 atribuições comuns entre ACS e ACE; Atualiza e amplia para 12 as atribuições dos ACS; Coordenação do trabalho do ACS passa a ser responsabilidade de toda a equipe (nível superior). |
| Integração entre atenção básica e vigilância em saúde | Não mencionava. | Introduzida tanto no campo da gestão e organização de serviços quanto na produção do cuidado, como responsabilidade dos entes e de todos os profissionais. |
| Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica | Denominados Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), podendo atuar junto à ESF, incluindo equipes ribeirinhas, fluviais e Consultório na Rua. | Denominação alterada para Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB), passando a apoiar, além das equipes de saúde da família, as eAB. |
| Gerente de atenção básica | Não mencionava. |
Reconhece a figura do gerente de UBS, recomendando sua inserção como novo membro da equipe, com previsão de apoio financeiro federal. Gerente deve ter nível superior, preferencialmente da área da saúde. |
| Composição das equipes |
Equipe de saúde da família: médico, enfermeiro, técnico /auxiliar de enfermagem e ACS. Complementarmente, equipe de saúde bucal e NASF. Sem definições para eAB. |
ACE pode ser incluído na equipe de saúde da família. eAB deve seguir parâmetros da equipe de saúde da família, sendo facultado compor com ACS e ACE. |
| Oferta nacional de serviços e ações essenciais e ampliados da AB | – Não possuía. | – Incorporada na busca de garantir a oferta de serviços essenciais no âmbito da AB a toda a população e a ampliação da resolubilidade da AB. |
| Territorialização/vínculo | Usuário só podia se vincular a uma UBS. | É facultado ao gestor possibilitar que o usuário se vincule a mais de uma UBS. |
| Segurança do paciente | Não mencionava. | – Incorporada como atribuição de todos os membros da equipe. |
| Regulação | Abordado de forma superficial e pouco clara. |
Atribui aos profissionais a função de contribuir nos processos de regulação do acesso a partir da AB; Aponta o Telessaúde Brasil Redes e protocolos como ferramentas de apoio à regulação. |
| Pontos de apoio | Não mencionava. | – Reconhecidos como estrutura da AB para atendimento a populações dispersas, respeitando normas gerais de segurança sanitária. |
| Carga horária semanal das equipes |
Equipes de saúde da família = 40h. Cinco tipos de equipe de saúde da família com diferentes composições de carga horária médica. |
Equipes de saúde da família: 40h para todos os membros da equipe. eAB: 40h por categoria profissional (máximo de três profissionais e mínimo de 10h por categoria). |
| Cobertura populacional por equipe | – 3000 a 4000 pessoas por equipe. | – 2000 a 3500 pessoas, com parâmetros baseados nos riscos e vulnerabilidades do território. |
| Educação permanente e formação em saúde | – Distribuídas ao longo do texto, porém não versava sobre formação em saúde e estrutura física para essas ações. |
Incorporadas ao processo de trabalho das equipes, com estrutura física e ambiência adequada para tal. Incorpora o ensino na saúde, destacando o papel da AB como lócus deformação, pesquisa e extensão. |
| Prazo para implantação de equipes | Não mencionava. | Define 4 meses para implantação de equipes credenciadas em portaria. |
AB = Atenção básica; ACE = agente de combate a endemias; ACS = agente comunitário de saúde; eAB = equipe de atenção básica; ESF = Estratégia Saúde da Família; NASF = Núcleo de Apoio à Saúde da Família; NASF–AB = Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica; PNAB = Política Nacional de Atenção Básica; UBS = Unidade Básica de Saúde.