Tania Winzenberg1, Graeme Jones2. 1. Instituto Menzies de Pesquisa Médica, Universidade da Tasmânia, Hobart, Tasmânia, Austrália; Faculdade de Saúde, Universidade da Tasmânia, Hobart, Tasmânia, Austrália. Electronic address: tania.winzenberg@utas.edu.au. 2. Instituto Menzies de Pesquisa Médica, Universidade da Tasmânia, Hobart, Tasmânia, Austrália.
Vitamin D has a critical role in calcium metabolism and bone health in children and is
postulated to contribute to non-bone conditions, such as respiratory illnesses, atopy and
schizophrenia.1 There are clear links between
vitamin Ddeficiency and rickets and neonatal hypocalcaemia, but vitamin D also has a
potential role in optimising bone acquisition in childhood.2 Thus the need for vitamin D supplements requires consideration from a range of
perspectives.
Rickets
Rickets can be caused by low serum vitamin D levels and/or low dietary calcium intakes,
and, less commonly, by disorders of phosphate metabolism. It is important to
differentiate these causes as vitamin D supplements alone will not correct rickets
unless vitamin D deficiency is the only or major cause. This is seen in a randomised
control trial (RCT) in Nigerian children with rickets in which only 19% of those treated
with vitamin D alone had near complete resolution, compared to 61% and 58% of those
treated with calcium and calcium with vitamin D, respectively.3 In developing countries calciopenic rickets appears more common.
Vitamin D given with calcium for calciopenic rickets can result in better outcomes that
calcium alone.4When low calcium intake contributes to rickets, causation may be incorrectly attributed
to vitamin D levels which can result in overestimation of a threshold of vitamin D above
which vitamin Ddeficiency rickets does not occur. However, in a RCT of vitamin D
supplementation for rickets prevention in Chinese infants, even with low serum
25-hydroxy vitamin D (25(OH)D) concentrations (around 30nmol/L) rickets did not
occur.5 Thus vitamin D-related rickets may be
most common below this level. This is consistent with data from developed countries
where rickets predominantly occurs in populations at known high risk of moderate to
severe vitamin D deficiency such as African American populations in the US6 and dark-skinned immigrant populations in
Australia.7
,
8 In the latter studies, serum 25(OH)D was
<20mmol/L in 73% of cases and in 88% of cases aged less than 6 months,7 though rickets occurred at up to 50nmol/L.8 Therefore, in developed countries, these high risk
groups require intervention, either by screening for and correcting significant vitamin
D deficiency or by routine vitamin D supplementation of breastfeeding infants at high
risk.
Vitamin D supplementation to optimise peak bone mass
Observational evidence links vitamin deficiency in utero and childhood to reduced bone
mineral density,2 but RCT data are limited. There
are no RCTs of vitamin D supplementation in pregnancy with bone density outcomes in
children. In general human milk-fed infants have lower bone accretion compared to
formula fed infants.9 While this deficit appears
temporary, as catch up growth occurs, it is possible that bone development in
breastfeeding infants could be augmented through vitamin D supplements. This and
concerns about the risk of rickets in children at risk of vitamin D deficiency has led
to widespread recommendation of vitamin D supplementation of breastfeeding infants.2 Unfortunately, RCT data are sparse and
unconvincing. Of three small trials of 400IU daily of vitamin D, none demonstrated any
benefits of vitamin D supplementation on bone density in the first year of life.2 However, more than half the infants were likely to
have vitamin D levels >50nmol/L, so RCTs in deficient infants are urgently needed
before benefits in such infants can be ruled out. This is important as vitamin D
supplements may only benefit bone mass in deficient children. In a meta-analysis10
,
11 of six RCTs, vitamin D supplementation had no
statistically significant or clinically important effects on total body bone mineral
content (TB BMC), hip bone mineral density (BMD) or forearm BMD, with a trend to a small
effect on lumbar spine (LS) BMD (standardised mean difference (SMD)+0.15, (95%CI −0.01
to +0.31), p=0.07), when studies were analysed regardless of mean study
baseline 25(OH)D. However, when grouped by mean baseline 25(OH)D, there were
statistically significant effects on TB BMC and LS BMD in studies with mean baseline
25(OH)D <35nmol/L, and the magnitude of effects at all sites were at least 0.2 SMD
higher than in studies with mean baseline 25(OH)D ≥35nmol/L. Even in studies with mean
serum 25(OH)D <35nmol/L, around 20% of children would be vitamin D replete, so to
properly estimate the magnitude of any benefits, RCTs targeting deficient children are
needed.
Vitamin D and other chronic diseases
The suggestion that vitamin D levels in childhood are related to the occurrence of other
chronic diseases is based on limited observational data,1 with only sparse confirmatory RCT evidence. The exception is for birth
weight, where observational and RCT data are congruent with a pooled effect size in RCTs
of 130g.12 Despite observational associations
with respiratory illnesses, RCTs demonstrate no benefit of vitamin D supplements for
prevention of pneumonia in infants, or of maternal supplementation in pregnancy for risk
of wheeze in offspring at 3 years of age.1
,
13 In infants with pneumonia from a population at
high risk of deficiency, vitamin D did not reduce illness duration but reduced the
likelihood of repeat pneumonia within 90 days (RR 0.78, 95%CI 0.64–0.94).14
Conclusion
In summary, vitamin D supplementation of pregnant women or children at high risk of very
low serum 25(OH) levels is clearly required to prevent rickets and neonatal
hypocalcaemia. Supplementation is also needed to treat children with vitamin Ddeficiency rickets and potentially augment calcium supplements in calciopenic rickets.
The ability to improve peak bone mass by correcting vitamin D deficiency in children or
in pregnancy remains unproven, so routine vitamin D supplementation cannot be
recommended for this purpose. Evidence that vitamin D supplementation improves other
health-outcomes is also insufficient to support widespread supplementation.A vitamina D tem um papel fundamental no metabolismo de cálcio e na saúde óssea das
crianças. Acredita-se ainda que ela seja benéfica em doenças não ósseas, tais como
doenças respiratórias, atopia e esquizofrenia.1
Existe uma relação clara entre a deficiência de vitamina D e raquitismo e hipocalcemia
neonatal, mas a vitamina D também facilita a aquisição de massa óssea na infância.2 Assim, a necessidade de suplementação dessa
vitamina precisa ser considerada sob uma série de perspectivas.
Raquitismo
O raquitismo pode ser causado por baixos níveis séricos de vitamina D e/ou por
ingestão dietética de cálcio insuficiente; e, menos comumente, por distúrbios no
metabolismo de fosfato. É importante diferenciar essas causas, já que a suplementação
de vitamina D de forma isolada não cura o raquitismo, a menos que essa deficiência
seja a causa única ou principal da doença. Isso foi observado em um estudo clínico
randomizado (ECR) com crianças nigerianas com raquitismo, no qual apenas 19% daquelas
tratadas exclusivamente com vitamina D tiveram resolução quase completa do quadro,
comparadas com 61% e 58% das tratadas com cálcio e cálcio e vitamina D,
respectivamente.3 O raquitismo hipocalcêmico
é mais comumente observado em países em desenvolvimento. O uso de vitamina D
combinada com cálcio para o tratamento de raquitismo hipocalcêmico traz resultados
melhores do que o uso de cálcio isoladamente.4Quando a baixa ingestão de cálcio contribui para o raquitismo, o nexo de causalidade
pode ser incorretamente atribuído aos níveis de vitamina D, o que resulta na
superestimativa do limiar de vitamina D, acima do qual o raquitismo por deficiência
de vitamina D não ocorreria. No entanto, em um ECR que analisou a suplementação dessa
vitamina para a prevenção de raquitismo em crianças chinesas, mesmo com baixas
concentrações séricas de 25-hidroxi-vitamina D (25[OH]D; cerca de 30nmol/L), a doença
não foi observada.5 Assim, o raquitismo
dependente de vitamina D pode ser mais comum abaixo desse nível. Isso é consistente
com os dados de países desenvolvidos, nos quais o raquitismo ocorre predominantemente
em populações sabidamente em alto risco para deficiência de vitamina D moderada a
grave, tais como populações Afro-Americanas – nos Estados Unidos6 – e populações de imigrantes de pele escura – na Austrália.7
,
8 Em estudos mais recentes, observaram-se
níveis séricos de 25(OH)D<20mmol/L em 73% dos casos e em 88% dos casos com idade
inferior a seis meses,7 embora raquitismo tenha
sido observado em pacientes com até 50nmol/L.8
Por isso, nos países desenvolvidos é necessária a intervenção nesses grupos de alto
risco, seja por triagem e correção deficiências significativas de vitamina D seja por
suplementação de vitamina D de rotina em lactentes de alto risco.
Suplementação de vitamina D para aumentar o pico de massa óssea
Evidências observacionais relacionam a deficiência de vitamina no útero e na infância
à redução da densidade mineral óssea em crianças,2 mas os dados de ECRs são limitados. Nenhum ECR abordou a suplementação
de vitamina D na gravidez e sua associação com resultados de densidade óssea em
crianças. De forma geral, lactentes amamentados têm menor crescimento ósseo em
comparação com aqueles alimentados com fórmula.9 Embora esse déficit seja aparentemente temporário, já que observa-se a
recuperação do crescimento, é possível que o desenvolvimento ósseo em crianças
amamentadas possa ser aumentado com suplementação de vitamina D. Essa premissa e as
preocupações com o risco de raquitismo em crianças em risco de deficiência de
vitamina D levaram à recomendação generalizada de suplementação de vitamina D para
lactentes.2 Infelizmente, os dados de ECRs
são escassos e pouco convincentes. De três pequenos ensaios com suplementação diária
de 400UI de vitamina D, nenhum demonstrou quaisquer benefícios da suplementação de
vitamina D na densidade óssea no primeiro ano de vida.2 No entanto, mais da metade das crianças estudadas apresentavam níveis de
vitamina D provavelmente superiores a 50nmol/L; portanto, ECRs com crianças com
deficiência de vitamina D são necessários urgentemente antes que os benefícios de sua
suplementação para tais crianças possam ser descartados. Isso é importante, já que é
possível que a suplementação de vitamina D seja benéfica à massa óssea apenas em
crianças deficientes. Em uma metanálise10
,
11 de seis ECRs, a suplementação de vitamina D
não teve efeitos estatisticamente significantes ou clinicamente importantes sobre o
conteúdo mineral ósseo total do corpo (CMO-TC) nem sobre a densidade mineral óssea
(DMO) do quadril ou antebraço, mas apresentou uma tendência para um pequeno efeito
sobre a DMO da coluna lombar (DMO-CL; diferença média padronizada [DMP] +0,15;
[IC95%: 0,01 a 0,31]; p = 0,07), quando os estudos foram analisados
independentemente da média inicial de 25(OH)D. No entanto, quando agrupados por média
inicial de 25(OH)D, foram observados efeitos estatisticamente significantes no CMO-TC
e na DMO-CL em estudos com média inicial de 25(OH)D <35 nmol/L. A magnitude dos
efeitos em todos os locais foi no mínimo 0,2 DMP maior do que em estudos com média
inicial de 25(OH)D ≥35nmol/L. Mesmo em estudos com média de níveis séricos de 25(OH)D
<35 nmol/L, cerca de 20% das crianças teriam níveis de vitamina D adequados.
Portanto, para estimar corretamente a magnitude de quaisquer benefícios, são
necessários ECRs dirigidos às crianças deficientes.
A vitamina D e outras doenças crônicas
A sugestão de que os níveis de vitamina D na infância estejam relacionados com a
ocorrência de outras doenças crônicas é baseada em dados observacionais
limitados,1 com poucas evidências de ECR
confirmatórias. A exceção é o peso ao nascer, no qual os dados observacionais e ECR
são congruentes com um tamanho de efeito agrupado entre ECRs de 130g.12 Ainda que existam associações observacionais
com doenças respiratórias, ECRs não demonstraram benefício da suplementação de
vitamina D na prevenção da pneumonia em crianças ou da suplementação materna durante
a gestação no risco de chiado na criança aos três anos de idade.1
,
13 Em crianças com pneumonia provenientes de
uma população em alto risco de deficiência, a vitamina D não reduziu a duração da
doença, mas diminuiu a probabilidade de recorrência dentro de 90 dias (RR: 0,78;
IC95%: 0,64-0,94).14
Conclusão
A suplementação de vitamina D em grávidas ou em crianças com alto risco para níveis
séricos de 25(OH) muito baixos é claramente necessária para evitar o raquitismo e a
hipocalcemia neonatal. A suplementação também é necessária para o tratamento de
crianças com raquitismo associado à deficiência de vitamina D e, potencialmente, para
reforçar os suplementos de cálcio no raquitismo hipocalcêmico. Não existe comprovação
de que o pico de massa óssea pode ser aumentado com a correção da deficiência de
vitamina D em crianças ou na gestação. Portanto, a suplementação rotineira dessa
vitamina não pode ser recomendada para essa finalidade. A evidência de que a
suplementação de vitamina D melhora outros desfechos de saúde também é insuficiente
para fundamentar a suplementação generalizada.
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