Literature DB >> 25993087

Teaching sexuality in Brazilian medical schools.

Andrea Cronemberger Rufino1, Alberto Pereira Madeiro1.   

Abstract

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Year:  2015        PMID: 25993087      PMCID: PMC4977597          DOI: 10.1590/S1679-45082015ED3306

Source DB:  PubMed          Journal:  Einstein (Sao Paulo)        ISSN: 1679-4508


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A inserção da sexualidade nos currículos das escolas médicas se justifica pela associação entre sexualidade e saúde, que pauta cotidianamente o exercício da medicina. Essa associação é notada pela importância conferida à sexualidade nos relacionamentos interpessoais e na qualidade de vida, e, também, pela prevalência das disfunções sexuais na população. Além disso, há altas expectativas dirigidas ao preparo dos médicos para a assistência em saúde sexual, inclusive a grupos vulneráveis, como a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.( , ) Apesar desse cenário atual de demandas e expectativas, diversas barreiras são apontadas para uma adequada assistência em saúde sexual. Tais barreiras são antigas e estão relacionadas ao desconforto dos profissionais diante das queixas sexuais dos pacientes, aliado a atitudes heterossexistas, que reforçam vulnerabilidades. A inabilidade de comunicação para a coleta de uma anamnese sexual e o desconhecimento sobre a intersecção entre sexualidade e saúde são também destacados. É nesse contexto que as recomendações para a melhoria da formação médica em sexualidade são reiteradas.( ) A oferta de temas sexuais nos currículos médicos permanece na pauta mundial dos estudos sobre a sexualidade nos últimos 65 anos. O impacto positivo da inserção de temas sexuais nos currículos médicos foi evidenciado por alunos que apontaram a educação sexual como capaz de ajudá-los a lidar melhor com a própria sexualidade, a reconhecer a diversidade sexual das pessoas e a valorizar as queixas sexuais dos pacientes.( ) Há consenso de que a sexualidade deve ser ofertada em um modelo curricular centrado no aluno e apoiado no tripé constituído por conhecimentos, atitudes e habilidades.( ) A aquisição de conhecimentos deve abranger aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais da sexualidade. O tópico das atitudes é considerado o mais valioso pela observação de que os alunos não se disponibilizam para aprender em situações de desconforto. Então, promover mudanças de atitude diante de situações que envolvam a sexualidade estimula a mudança de comportamento, melhora o conforto dos alunos com o tema, suas habilidades de comunicação e, ainda, favorece a absorção de conhecimentos.( ) A aquisição de habilidades prepara para a assistência em saúde sexual. Dessa forma, devem ser enfatizadas as habilidades de comunicação, que incluem falar confortavelmente sobre sexo, com o uso de uma linguagem não discriminatória e apropriada ao gênero. Também deve haver treinamento para ensinar os alunos a coletar uma história sexual, fazer o exame físico genital dos pacientes e diagnosticar as disfunções sexuais em seus aspectos orgânicos, psicológicos e sociais.( ) O ensino da sexualidade deve ser ofertado em uma abordagem interdisciplinar, de forma a permear toda a extensão do currículo médico, garantindo a integralidade da saúde sexual na formação médica.( , ) Vários inquéritos mundiais foram realizados para conhecer o número de escolas médicas que oferecem o ensino da sexualidade durante a graduação, os assuntos ofertados e o tempo despendido para tal.( , ) Recente levantamento nacional evidenciou que 96,3% dos professores de 110 escolas médicas brasileiras ofertam temas sexuais com média de 6 horas por disciplina. No entanto, a abordagem ocorre por um viés organicista, patológico e heteronormativo, de forma fragmentada em disciplinas que não se comunicam. Os aspectos psicológicos e sociais da sexualidade que influenciam nos comportamentos sexuais foram pouco abordados pelos professores. Esses dados destacam a necessidade de melhoria na oferta de educação sexual pelas escolas médicas brasileiras para a garantia da assistência integral à saúde sexual da população.( ) A inserção da sexualidade nos currículos das escolas médicas se justifica pela associação entre sexualidade e saúde, que pauta cotidianamente o exercício da medicina. Essa associação é notada pela importância conferida à sexualidade nos relacionamentos interpessoais e na qualidade de vida, e, também, pela prevalência das disfunções sexuais na população. Além disso, há altas expectativas dirigidas ao preparo dos médicos para a assistência em saúde sexual, inclusive a grupos vulneráveis, como a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.( , ) Apesar desse cenário atual de demandas e expectativas, diversas barreiras são apontadas para uma adequada assistência em saúde sexual. Tais barreiras são antigas e estão relacionadas ao desconforto dos profissionais diante das queixas sexuais dos pacientes, aliado a atitudes heterossexistas, que reforçam vulnerabilidades. A inabilidade de comunicação para a coleta de uma anamnese sexual e o desconhecimento sobre a intersecção entre sexualidade e saúde são também destacados. É nesse contexto que as recomendações para a melhoria da formação médica em sexualidade são reiteradas.( ) A oferta de temas sexuais nos currículos médicos permanece na pauta mundial dos estudos sobre a sexualidade nos últimos 65 anos. O impacto positivo da inserção de temas sexuais nos currículos médicos foi evidenciado por alunos que apontaram a educação sexual como capaz de ajudá-los a lidar melhor com a própria sexualidade, a reconhecer a diversidade sexual das pessoas e a valorizar as queixas sexuais dos pacientes.( ) Há consenso de que a sexualidade deve ser ofertada em um modelo curricular centrado no aluno e apoiado no tripé constituído por conhecimentos, atitudes e habilidades.( ) A aquisição de conhecimentos deve abranger aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais da sexualidade. O tópico das atitudes é considerado o mais valioso pela observação de que os alunos não se disponibilizam para aprender em situações de desconforto. Então, promover mudanças de atitude diante de situações que envolvam a sexualidade estimula a mudança de comportamento, melhora o conforto dos alunos com o tema, suas habilidades de comunicação e, ainda, favorece a absorção de conhecimentos.( ) A aquisição de habilidades prepara para a assistência em saúde sexual. Dessa forma, devem ser enfatizadas as habilidades de comunicação, que incluem falar confortavelmente sobre sexo, com o uso de uma linguagem não discriminatória e apropriada ao gênero. Também deve haver treinamento para ensinar os alunos a coletar uma história sexual, fazer o exame físico genital dos pacientes e diagnosticar as disfunções sexuais em seus aspectos orgânicos, psicológicos e sociais.( ) O ensino da sexualidade deve ser ofertado em uma abordagem interdisciplinar, de forma a permear toda a extensão do currículo médico, garantindo a integralidade da saúde sexual na formação médica.( , ) Vários inquéritos mundiais foram realizados para conhecer o número de escolas médicas que oferecem o ensino da sexualidade durante a graduação, os assuntos ofertados e o tempo despendido para tal.( , ) Recente levantamento nacional evidenciou que 96,3% dos professores de 110 escolas médicas brasileiras ofertam temas sexuais com média de 6 horas por disciplina. No entanto, a abordagem ocorre por um viés organicista, patológico e heteronormativo, de forma fragmentada em disciplinas que não se comunicam. Os aspectos psicológicos e sociais da sexualidade que influenciam nos comportamentos sexuais foram pouco abordados pelos professores. Esses dados destacam a necessidade de melhoria na oferta de educação sexual pelas escolas médicas brasileiras para a garantia da assistência integral à saúde sexual da população.( )
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1.  A comprehensive approach to enhancing sexual health education in the Case Western Reserve University School of Medicine.

Authors:  S A Kingsberg; C J Malemud; T Novak; K Cole-Kelly; M Z Wile; P Spanos; T M Nosek
Journal:  Int J Impot Res       Date:  2003-10       Impact factor: 2.896

2.  A curriculum for sexual medicine?

Authors:  Ian Eardley
Journal:  J Sex Med       Date:  2009-05       Impact factor: 3.802

3.  Summit on medical school education in sexual health: report of an expert consultation.

Authors:  Eli Coleman; Joycelyn Elders; David Satcher; Alan Shindel; Sharon Parish; Gretchen Kenagy; Carey Roth Bayer; Gail Knudson; Sheryl Kingsberg; Anita Clayton; Mitchell R Lunn; Elizabeth Goldsmith; Perry Tsai; Alexis Light
Journal:  J Sex Med       Date:  2013-04       Impact factor: 3.802

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1.  Educational program on sexual medicine for medical students: pilot project in Brazil.

Authors:  Fernando Nestor Facio; Sidney Glina; Luiz O Torres; Carmita Abdo; João A Abdo; Geraldo Faria
Journal:  Transl Androl Urol       Date:  2016-10
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