Barbosa Junior et al, address in this issue the experience of the group on
a relevant matter in pediatric practice: the diagnosis of Streptococcal Pharyngotonsillitis
(SPT). "Sore throat" symptoms, including pharyngitis, are common reasons for seeking
medical assistance in primary care and emergency services,1 accounting for 12 million consultations a year in the United States in 2006,
with a significant impact to the healthcare system.2
Although most cases of pharyngitis have viral etiology (50-80%), bacterial agents are
implicated in approximately 5-30% of the cases.3
-
5 In cases of bacterial pharyngitis, infections
caused by Streptococcus pyogenes (SGA) are the most frequent. The
importance of identifying and treating them with appropriate antibiotics, both in the
choice of drug and the beginning and time of administration are essential, as they reduce
clinical symptoms and transmission to close contacts.6The concern with diagnostic accuracy is a long-standing fact. In 1961, Stillerman &
Bernstein7 warned: "If you are comfortable
selecting which patients with pharyngitis should receive 10 days of treatment with
penicillin, you may not understand the situation." This discomfort persists even today, as
there is no clinical evidence that cases of bacterial pharyngitis are more serious than
viral ones or that there are differences in duration in both cases. Given these several
etiological possibilities, accurate clinical diagnosis becomes a challenge, efficiently met
by the study authors. Some aspects should be emphasized. Different from other studies,7
,
8 the exclusion criteria of patients due to previous
antibiotic use was extended to up to 30 days for those who used Benzathine penicillin, for
patients treated in emergency rooms and outpatient clinics.The case definition used was laboratory-based and stringent, using the combination of the
results of rapid antigen detection test and / or culture for SGA. Admission criteria were
broad, including upper airway symptoms, which may have interfered with the lower positivity
(23.4%) of laboratory tests for SPT detection,9
,
10 when compared to other works in our country.8
,
11 The exclusion of respiratory symptoms increases
the pretest prevalence of streptococcal pharyngitis. The prevalence of SPT similar to the
study was found in an international multicenter study that included Brazil, pointing out to
the use of the rapid test for diagnosis.12The clinical characteristics presented in this study showed increased sensitivity, with low
specificity for the diagnosis of SPT by SGA. These criteria could delay antibiotic
treatment aimed at eradication of streptococci from the oropharynx. Antibiotics can
probably prevent complications, although these are rare.13The introduction of the score system resulted in higher specificity and lower sensitivity
of the clinical picture. The search for suitable clinical scores has been a concern to
institute SGA control policies. In 1981, Centor et al.10 developed criteria to predict the likelihood of SGA presence in cultures of
adult patients, but it became a tool for the assessment of SG absence. Other studies with
children established clinical scores aiming at an empirical antibiotic therapy, with good
results.14
,
15The clinical score is not used as a consensus, as some studies have shown that empiric
treatment can lead to a significant amount of unnecessary antibiotic use16
,
18 and others have shown that there is no advantage
in using clinical scores alone on the association with the rapid test.19 Other studies have associated other tests, such as leukogram and
C-reactive protein, to clinical criteria, with improved specificity.1 This
subject offers a wide opportunity for studies to better understand and diagnose SGA, aiming
to optimize the prescription and reduce the resistance of antibiotic agents.Barbosa Junior et al abordam nesta edição a experiência do grupo sobre
um tema de relevância na prática pediátrica: o diagnóstico da faringoamigdalite
estreptocócica (FAA). Os sintomas "dor de garganta", incluindo as faringites, são causas
comuns de procura do atendimento médico nos serviços de atenção primária e de
urgência,1 sendo responsáveis nos Estados
Unidos por 12 milhões de atendimentos ao ano, em 2006, com importante impacto para o
sistema de saúde.2 Embora a maioria dos casos de
faringites seja de etiologia viral (50-80%), as bactérias estão implicadas em cerca de
5-30% dos casos.3
-
5 Nas faringites bacterianas, as infecções
causadas pelo Streptococcus pyogenes (SGA) são as mais frequentes. A
importância de identificar e tratar com antibiótico adequado, tanto na escolha do
fármaco como no início e tempo de administração, são fundamentais, pois reduzem os
sintomas clínicos e a transmissão para os contatos íntimos.6A preocupação com a precisão diagnóstica é antiga. Em 1961, Stillerman &
Bernstein7 alertaram: "Se você se sente à
vontade para selecionar quais pacientes com faringite devem receber 10 dias de
tratamento com penicilina, talvez não entenda a situação." Este desconforto persiste até
os dias atuais, pois não existem evidências clínicas de que faringites bacterianas sejam
mais graves do que virais ou que existam diferenças quanto à duração em ambos os casos.
Diante dessas inúmeras possibilidades etiológicas, o diagnóstico clínico acurado se
torna um desafio, enfrentado de forma eficiente pelos autores deste estudo. Alguns
aspectos devem ser salientados. Diferente de outros estudos,7
,
8 o critério de exclusão de pacientes pelo uso
prévio de antibiótico foi ampliado para até 30 dias no caso dos que usaram Penicilina
Benzatina para os pacientes atendidos nas unidades de emergência e ambulatórios.A definição de caso utilizada foi laboratorial, criteriosa, utilizando a combinação do
resultado do teste rápido de detecção de antígenos e/ou cultura para SGA. Os critérios
de admissão foram amplos, incluindo sintomas das vias aéreas superiores, o que pode ter
intervindo na menor positividade (23,4%) dos testes laboratoriais para detecção da
FAA9
,
10 quando comparados a outros trabalhos em nosso
meio.8
,
11 A exclusão de sintomas respiratórios aumenta a
prevalência pré-teste das faringites estreptocócicas. A prevalência de FAA semelhante à
pesquisa foi encontrada num estudo multicêntrico internacional, que incluiu o Brasil,
apontando para a utilização do teste rápido para diagnóstico.12As características clínicas apresentadas nesta pesquisa mostraram maior sensibilidade,
com baixa especificidade para o diagnóstico de FAA por SGA. Esses critérios poderiam
postergar o tratamento com antibiótico visando à erradicação do estreptococo da
orofaringe. Os antibióticos provavelmente podem prevenir complicações, muito embora
estas sejam raras.13A introdução do escore de pontos resultou maior especificidade e menor sensibilidade do
quadro clínico. A procura de escores clínicos adequados tem sido uma preocupação para se
instituir políticas no controle do SGA. Em 1981, Centor et al
10 desenvolveram critérios para prever a
probabilidade da presença de SGA em culturas de pacientes adultos, mas tornou-se uma
ferramenta para avaliar a ausência de SGA. Outros estudos com crianças estabeleceram
escores clínicos visando uma terapia empírica antibiótica, com bons resultados.14
,
15A pontuação clínica não é utilizada como consenso, pois alguns estudos mostram que o
tratamento empírico pode levar a uma quantidade significativa de antibiótico
desnecessário,16
-
18 e outros demonstram que não existe vantagem do
uso escore clínico sozinho sobre a associação com teste rápido.19 Outras pesquisas associaram aos critérios clínicos outros exames
como Leucograma e a Proteína C-reativa, com melhora da especificidade.1 Esse assunto oferece uma vasta oportunidade de
estudos para melhores entendimento e diagnóstico do SGA, visando otimizar a prescrição e
reduzir a resistência aos antibióticos.
Authors: Morten Lindbaek; Nick Francis; Rebecca Cannings-John; Christopher C Butler; Per Hjortdahl Journal: Scand J Prim Health Care Date: 2006-06 Impact factor: 2.581